Perguntas Frequentes

Tire todas as suas dúvidas sobre nossas vacinas. Todas elas são seguras e testadas antes de chegarem em nossas clínicas.

Gripe (Influenza)

Qual a vantagem da vacina quadrivalente?

A vacina quadrivalente contém as duas linhagens de vírus B, enquanto a trivalente contém apenas uma. Desde o ano 2000 vem sendo frequentemente registrada a cocirculação das duas linhagens de vírus influenza B (Victoria e Yamagata). Além disso, em cerca de 50% das vezes, a linhagem B contida na vacina trivalente não é coincidente com a que predomina numa temporada, o que limita a capacidade preventiva da imunização. Portanto, a inserção das duas linhagens de vírus B na composição da vacina quadrivalente aumenta de forma considerável a sua efetividade.

Por que é importante vacinar-se contra a gripe?

Porque é uma doença que pode evoluir de maneira grave e até mesmo fatal, embora a maioria dos casos felizmente seja leve. As pessoas com maior chance estatística para a gravidade fazem parte dos grupos de risco que podem tomar vacina gratuitamente no sistema público, mas qualquer pessoa pode desenvolver quadros graves e complicações.

Por que a vacina de gripe muda de um ano para outro?

Porque os vírus influenza, que causam a gripe, sofrem mutações com muita facilidade, e isso leva à necessidade de alterar a composição da vacina. Essa reformulação é feita a partir das análises de uma rede internacional de vigilância que realiza a coleta de vírus ao redor do mundo para a identificação destas variantes, de acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

É preciso se vacinar todos os anos?

Sim. E essa recomendação vale tanto para as crianças como os adultos, não somente por conta da mutação do vírus influenza, mas também pela queda no nível dos anticorpos estimulados pela vacinação do ano anterior. A imunidade geralmente dura de seis a doze meses.

Quando a vacina deve ser aplicada? Por quê?

O ideal é vacinar antes da temporada da gripe (geralmente com pico no inverno), tão logo a vacina esteja disponível – entre março e abril). Os níveis satisfatórios de anticorpos protetores da gripe são atingidos em até duas semanas após a aplicação da vacina.

A vacina também protege do resfriado?

Não. Ela imuniza apenas contra a gripe, causada pelo vírus influenza. O resfriado é causado por outros tipos de vírus, como o adenovirus, o rinovirus, o coronavirus, e o parainfluenza. Os sintomas são parecidos com os da gripe, mas duram menos tempo e são mais brandos.

A vacina provoca alguma reação?

As reações adversas são pouco comuns. Quando ocorrem, desaparecem rapidamente e são geralmente leves e locais (eritema, enduração e dor no lugar da aplicação). Também pode ocorrer febre baixa, mialgia (dor muscular) e mal-estar, de 6 a 12 horas após a aplicação. Esses sintomas duram menos de dois dias, mas a proteção gerada pela vacina dura de seis a doze meses.

A vacina dói? O que fazer se o local ficar dolorido depois?

Algumas pessoas são mais sensíveis e podem sentir dor, em geral, pouco intensa. Neste caso, pode-se aplicar compressa fria no local da aplicação.

Qual a formulação definida pela Organização Mundial de Saúde para o Hemisfério Sul para 2019?

Para a vacina trivalente (que protege de três tipos de vírus influenza): 1 vírus semelhante ao A/Michigan / 45/2015 (H1N1); 1 vírus semelhante ao A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); 1 vírus semelhante ao tipo B/Colorado/06/2017 (linhagem Victoria).

Para a vacina quadrivalente (que protege de quatro tipos de vírus influenza): contém os três tipos de vírus acima mais 1 vírus semelhante ao tipo B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata).

Herpes Zoster

O que é herpes zoster (HZ)?

Também conhecido como “cobreiro”, o herpes zoster provoca lesões em forma de bolha com fundo avermelhado. São dolorosas e surgem em regiões delimitadas da pele, mais comumente no tronco. Podem ser mais discretas ou bastante graves e extensas e atingir órgãos importantes como os olhos.

A dor da lesão pode ser muito intensa, difícil de controlar, e pode permanecer por meses ou até anos depois que as lesões de pele desaparecem, comprometendo a qualidade de vida.

Como se pega herpes zoster?

O herpes zoster é decorrente da reativação do vírus da catapora (varicela), que permanece latente, durante anos, nos gânglios do sistema nervoso de pessoas infectadas – mesmo nas que não manifestaram a doença.

Quando a imunidade cai por algum motivo, principalmente em decorrência do processo natural de envelhecimento do sistema imunológico após os 60 anos, ou em situações em que há comprometimento desse sistema devido a doenças crônicas, neoplasias, Aids e tratamentos imunossupressores, por exemplo, o vírus sofre reativação e se desloca para a pele, causando as lesões. Isso pode acontecer mais de uma vez ao longo da vida.

Herpes zoster é muito frequente?

Qualquer pessoa que teve catapora pode vir a desenvolver herpes zoster. O Centro de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos (CDC) estima que uma em cada três pessoas desenvolverá herpes zoster em algum momento da vida. Em maiores de 85 anos o risco estimado é de 50%. Quanto mais avançada a idade, também maior é o risco de complicações como a dor crônica.

Como se prevenir contra o herpes zoster?

A vacina tem eficácia de cerca de 60% contra o surgimento da doença e, o mais importante, previne mais de 70% dos casos de neuropatia pós-herpética (dor intensa e crônica que pode durar até anos).

Quem pode ou deve tomar a vacina?

A vacina está licenciada para pessoas a partir de 50 anos e é altamente recomendada como rotina para os maiores de 60 anos, já que o risco de incidência e de complicações aumenta conforme a idade.

Quem não pode tomar a vacina?

Pessoas imunodeprimidas (por doença ou tratamento); que já apresentaram alergia grave (anafilaxia) a algum dos componentes da vacina; aquelas com quadro de tuberculose ativa não tratada e gestantes. A segurança da vacinação de pessoas que tiveram um quadro de herpes zoster ocular não está estabelecida.

Quem já teve herpes zoster deve ser vacinado?

Sim, pois a doença não gera imunidade natural e o risco de um novo episódio de herpes zoster permanece o mesmo: não aumenta nem diminui. No entanto, neste caso, é preciso aguardar um ano desde a cura da lesão para receber a vacina.

Dengue

Como é a vacina? Quem pode tomar?

A vacina dengue atualmente disponível contém os quatro sorotipos atenuados do vírus: DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4. Pode ser aplicada em pessoas de 9 a 45 anos de idade que sejam soropositivas para dengue ou que tiveram a doença no passado.

Todos os tipos de vírus da dengue podem causar doença?

Sim. Qualquer um dos tipos causa a doença, mas, em geral, um deles predomina a cada ano. Segundo o Ministério da Saúde, tanto em 2015 como em 2016 cerca de 90% dos casos foram causados pelo tipo 1. Entretanto, é muito difícil prever qual tipo predominará.

Quem não pode tomar?

Por se tratar de vacina atenuada (viva), é contraindicada em imunodeprimidos, gestantes e mulheres que estão amamentando. Também não deve ser aplicada em pessoas com mais de 45 anos ou crianças com menos de 9 anos de idade.

Em agosto de 2018, a Anvisa anunciou publicamente que esta vacina  deveria ser aplicada apenas em pessoas  com história de infecção por dengue. Em seu comunicado, a agência governamental  reconhece o benefício da vacina em indivíduos que já tiveram dengue e que estão sob risco de se infectarem novamente, que pode ser potencialmente mais grave.

Os testes sorológicos atualmente disponíveis podem ser usados para identificar as infecções prévias por dengue, quando houver dúvida sobre o histórico de doença.

A Vaccini respeita as recomendações da Anvisa. Sendo assim, a apresentação de sorologia positiva para dengue é para que a vacina possa ser aplicada em nossas unidades.

Essa vacina realmente protege da doença?

A proteção contra dengue grave e hemorrágica fica em torno de 93%. A vacina também se mostrou eficiente na redução dos índices de internação em mais de 80% dos casos. Já a eficácia para a prevenção da doença é de 65,5%.

Quais os riscos à saúde que a vacina pode trazer?

Os estudos demonstraram um padrão de segurança muito bom. Não foram identificados eventos adversos graves na faixa etária e na população-alvo para a qual a vacina está licenciada (pessoas com confirmação de infecção prévia pela dengue). A maioria das reações foram leves, de curta duração e reversíveis, independentemente da população estudada e da idade, semelhantes aos eventos possíveis após a aplicação rotineira de outras vacinas.

Rubéola

O que é Rubéola?

É uma doença viral, contagiosa que pode acometer pessoas de qualquer idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por via respiratória, através das secreções nasais e da garganta, onde o vírus se encontra.

A pessoa não protegida, isto é, sem anticorpos, quando infectada apresentará, após um período de incubação de cerca de 15 dias, febre, manchas vermelhas pelo corpo (exantema) e “gânglios” no pescoço e nuca. Mas muitas vezes a doença passa despercebida, sem sintomas evidentes.

Normalmente a rubéola é benigna, exceto quando atinge uma mulher grávida, porque pode causar aborto, parto prematuro ou defeitos congênitos no bebê (problemas cardíacos, cegueira, surdez, retardo mental, etc.). Estes defeitos no recém-nascido caracterizam a Síndrome da Rubéola Congênita.

Como prevenir a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita?

A prevenção é feita através da vacinação. A vacina é aplicada a partir de 12 meses (na vacina Tríplice Viral ou na vacina Quádrupla Viral). Para eliminar a rubéola congênita, mulheres e homens suscetíveis (que nunca tiveram a doença ou não foram vacinados) também precisam se vacinar.

A mulher grávida pode receber a vacina?

A vacina é contraindicada em grávidas. A mulher grávida poderá receber a vacina após o parto, a qualquer hora.

Doença Pneumocócica

O que são doenças pneumocócicas?

São aquelas causadas pela bactéria Streptococus pneumoniae (pneumococo) e incluem: meningite, pneumonia, bacteremia e sepse (infecção na corrente sanguínea), sinusite e otite média (infecção do ouvido).

Todas são graves?

O pneumococo é uma causa muito importante de doenças graves em crianças em todo o mundo, principalmente a sepse, a meningite e a pneumonia. Além disso, é a causa mais frequente de sinusite e otite média aguda (OMA). Doenças pneumocócicas matam quase 1 milhão de crianças por ano no mundo, 90% delas nos países em desenvolvimento. No Brasil, a mortalidade por pneumonia quase sempre é devida ao pneumococo, isto é, o pneumococo é a principal causa de morte por pneumonia, principalmente em crianças pequenas.

Entre idosos, a pneumonia figura como a principal causa de internação, sendo o pneumococo o agente mais comum.

Todas as pneumonias e otites são causadas pelo pneumococo?

Não, outros agentes podem causar, mas o pneumococo é o principal. No Brasil estima-se que 40% das internações por pneumonia (em todas as idades) são causadas por pneumococo.

Quem tem mais risco de contrair a doença?

A população de maior risco para doença pneumocócica grave está entre indivíduos com menos de 5 ou mais de 60 anos e pessoas com doenças crônicas (como as cardíacas e pulmonares, a anemia falciforme e outras doenças do sangue); com infecção pelo HIV; imunodepressão; doença renal; além dos transplantados, dos diabéticos, entre outros.

Quais as vacinas existentes contra os pneumococos?

A vacina VPP23 não é eficaz para crianças abaixo de 2 anos de idade e é pouco eficaz em crianças de outras idades. A resposta imunológica das crianças desta faixa etária a vacinas polissacarídicas não é boa. As vacinas polissacarídicas produzem menos anticorpos e o nível desses anticorpos cai em pouco tempo (em média 3 anos). A cada reforço, os eventos adversos são mais intensos e a resposta imunológica é menor. Além disso, não induzem a memória imunológica (se o indivíduo entra em contato com a bactéria, o organismo não “lembra” do agente, não reagindo com a produção de anticorpos).

Por outro lado, entre adultos, idosos e pacientes com doença de base, a eficácia é bastante satisfatória para formas graves da doença. A persistência da imunidade não é muito boa e, dependendo da população vacinada e da faixa etária, existe indicação de apenas uma revacinação após cinco anos.

As vacinas conjugadas apresentam melhor resposta imune especialmente para as crianças menores de dois anos de idade, estimulando a produção de anticorpos nesta faixa etária, bem como um forte efeito de memória na reexposição. Os tipos de antígenos contidos nestas vacinas são aqueles relacionados com as formas mais graves de doença pneumocócica.

Como saber qual tipo de vacina devo usar?

Para crianças, a vacina escolhida deve ser sempre a pneumocócica conjugada. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda, sempre que possível, o uso preferencial da VPC13, com o intuito de ampliar a proteção para os três sorotipos adicionais em relação à VPC10.

Crianças maiores de 24 meses, adolescentes e adultos, se considerados de alto risco (como portadores de anemia falciforme, outras doenças do sangue, infecção pelo HIV, doenças crônicas cardíacas ou pulmonares, imunodepressão, doença renal, transplantadas) devem receber os dois tipos de vacina pneumocócica.

Maiores de 60 anos também devem receber, de rotina, as vacinas Pneumocócicas 13 e 23-valente.

Como fazer em relação a crianças que tenham terminado esquemas de vacinação com as vacinas 10-valente mas que desejam proteção mais ampliada com a vacina 13-valente?

As crianças que receberam esquema completo com as vacinas 7 ou 10-valente podem tomar uma dose suplementar da vacina 13-valente para ampliar a proteção contra os sorotipos adicionais, desde que se respeite um intervalo mínimo de 2 meses após a última dose da vacina recebida previamente.

HPV

O que é HPV?

HPV é um vírus muito comum entre adolescentes e adultos. 80% das pessoas serão infectadas por ele durante suas vidas. A infecção pelo HPV pode causar verrugas e também é responsável por diversos tipos de câncer, como de colo de útero, vulva, vagina, pênis, ânus, boca e garganta.

Existem mais de 100 tipos desse vírus, que é altamente contagioso. Dentre os de maior ocorrência, destacam-se os tipos 16 e 18, de alto risco para o câncer do colo do útero, e os tipos 6 e 11, que causam verrugas genitais.

Qual a relação do câncer do colo do útero com HPV?

O HPV está presente em 99,7% das mulheres com esse tipo de câncer. Para ter ideia da importância desse vírus, podemos dizer que a relação de causa entre o câncer de colo de útero e a presença do HPV é 50 vezes maior do que a relação entre o fumo e o câncer do pulmão. Os HPVs dos tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Qual a relação do HPV com outros tipos de canceres?

Considerando todos os tipos de HPV, eles relacionam-se com:

  • 100% dos casos de câncer do colo do útero;
  • 91% dos casos de câncer anal;
  • 75% dos casos de câncer de vagina;
  • 72% dos casos de câncer de orofaringe;
  • 69% dos casos de câncer vulvar;
  • 63% dos casos de câncer de pênis.
Mulheres e homens podem tomar a vacina?

Sim, tanto mulheres como homens podem e devem ser vacinados contra o HPV. O HPV não distingue gênero.

Pessoas de qualquer idade podem se vacinar?

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que a vacinação ocorra o mais precocemente possível, a partir de 9 anos de idade, quando a resposta à

vacina é ainda melhor. Porém, pessoas mais velhas também se beneficiam da vacinação: previne a infecção e reduz o risco de ressurgimento de lesões anteriores já tratadas. Reinfecções ou novas infecções ocorrem durante toda a vida de homens e mulheres.

Por que é melhor vacinar precocemente?

Quanto mais jovem, melhor é a resposta à vacina devido à maior quantidade de anticorpos produzida. Além disso, a infecção pelo HPV tende a acontecer precocemente, já no ano de iniciação sexual, mesmo que a pessoa tenha apenas um parceiro. Por essa razão, o ideal é que a vacinação seja feita bem antes de contato com o HPV, ou seja, na pré-adolescência/adolescência.

Rotavírus

O que é rotavírus?

O rotavírus é um vírus que causa diarreia grave frequentemente acompanhada de febre e vômitos. É uma das principais causas de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida e os casos mais graves ocorrem em crianças até os dois anos de idade.

Como a diarreia por rotavírus pode ser prevenida?

As medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico não são suficientes para sua prevenção, por ser uma doença de fácil contágio entre as pessoas e de curta incubação. A melhor maneira para o controle do Rotavírus é a utilização da vacina.

Qual a diferença entre as vacinas Rotavírus disponíveis?

A diferença reside na formulação: a vacina monovalente contém apenas um tipo de rotavírus e a vacina pentavalente é feita com cinco tipos diferentes de rotavírus. Ambas são atenuadas (vivas) e administradas por via oral.

Por que não deve ser aplicada fora das faixas etárias definidas?

A vacina não deve, de forma alguma, ser aplicada fora das faixas etárias, pois os estudos realizados com essa vacina foram conduzidos somente nesse grupo e, portanto, não se conhece a segurança e eficácia se o esquema não for respeitado.

A vacina pode ser aplicada com outras vacinas?

A vacina oral contra rotavírus pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas.

É preciso algum intervalo entre a vacina do rotavírus e outras vacinas, quando não aplicadas no mesmo dia?

Não há nenhuma restrição de intervalo, podendo ser aplicadas a qualquer tempo, junto ou após o uso da vacina contra rotavírus.

Criança com refluxo pode ser vacinada?

Sim, não há contraindicação para aplicação da vacina contra Rotavírus em crianças com refluxo gastroesofágico.

Se a criança apresentar vômitos ou regurgitar após a aplicação da vacina, ela pode ou deve ser revacinada?

Não, a dose não precisa ser repetida. A quantidade de antígenos da vacina é tão grande e a adesão deles à mucosa oral é tão rápida, que basta uma quantidade ínfima para garantir uma boa resposta à vacina.

É preciso interromper a amamentação antes ou depois da vacina?

Da mesma forma, não há nenhuma recomendação em relação à amamentação: o bebê pode mamar a qualquer momento, antes ou depois da vacinação.

Coqueluche

O que é coqueluche?

Doença infecciosa aguda, causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis, de rápida proliferação.

Ao penetrar no organismo, essa bactéria lesa os tecidos da mucosa do aparelho respiratório. A transmissão ocorre pelo contato direto com indivíduos que têm a bactéria colonizada em sua orofaringe (estes indivíduos podem estar doentes ou apenas serem portadores assintomáticos). A incubação da coqueluche é de 7 a 14 dias, aproximadamente, e a transmissão ocorre a partir dos primeiros sintomas até um mês depois.

Como prevenir a coqueluche?

Além da vacinação da gestante (em toda gestação), possibilitando a transferência de anticorpos para o feto, a melhor prevenção é o uso precoce da vacina já a partir do segundo mês de vida; em três doses no primeiro ano de vida e dois reforços (entre os 15 a 18 meses e entre os 4 a 6 anos).
A vacina protege por cerca de 10 anos e por isso, se fazem necessário reforços na adolescência e idade adulta, a cada 10 anos, o que só é possível nas clínicas particulares onde está disponível uma vacina para adolescentes e adultos. Na rede pública, a vacina só está disponível para gestantes e pessoas da área de saúde que trabalhem em UTI neonatal.

Que vacinas protegem da coqueluche?

A vacina contra a coqueluche está sempre combinada às vacinas do tétano e da difteria, no que chamamos de tríplice bacteriana, que, por sua vez, pode estar combinada a outras vacinas nas chamadas vacinas combinadas, como a tetra, a penta e a hexa. Veja abaixo as possíveis apresentações dessa vacina:

  • Tríplice Bacterianas de células inteiras (DTPw) pediátrica, na rede pública
  • Tríplice Bacterianas acelular (DTPa) pediátrica, na rede privada.
  • Tríplice Bacterianas acelular (dTpa) adulto, na rede privada para crianças a partir de 3 anos, adolescentes e adultos e na rede pública para gestantes e pessoal que trabalha em UTI neonatal.

Combinações:

  • Penta de células inteiras – DTPw + Hib + Hepatite B, na rede pública.
  • Penta acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável, na rede privada.
  • Hexa acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável + Hepatite B, na rede privada.
  • dTpa-VIP, na rede privada, para crianças a partir de 3 anos, adolescentes e adultos.
Qual a diferença entre as vacinas contra coqueluche do posto e da rede privada?

As vacinas da rede pública são produzidas a partir da célula inteira da bactéria causadora da coqueluche. Já as da rede privada contêm apenas fragmentos dessa célula e por isso causam menos reações adversas e são chamadas de acelulares.

Qual a vantagem de usar as vacinas acelulares?

As vacinas acelulares são menos dolorosas e mais seguras, pois causam menos reações adversas. Além disso, possibilitam a vacinação contra a coqueluche daqueles que apresentaram reação adversa grave à vacina de células inteiras.

Se já tiver tido a doença é preciso vacinar?

Sim, pois a doença, da mesma forma que a vacina, não confere proteção por longo prazo, isto é, o nível de anticorpos vai caindo com o tempo, deixando a pessoa suscetível à coqueluche e capaz de transmiti-la para outras pessoas.

A gestante pode de vacinar?

A gestação não é contraindicação para o uso de dTpa, muito pelo contrário. A vacinação durante todas as gestações é inclusive recomendada. Independente do tempo transcorrido desde a última dose, a vacina DEVE ser aplicada na gestação, a partir da vigésima semana, preferencial entre 27 e 32 semanas de gestação. Naquelas gestantes que não receberam a vacina contra coqueluche nos últimos anos é indicada a vacinação logo após o parto.

Doença Meningocócica

O que é meningite?

Meningite indica processo inflamatório e/ou infeccioso das membranas que envolvem o cérebro, provocando reação purulenta detectável no líquor, que é o líquido que banha o sistema nervoso. As meningites podem ser bacterianas, virais e granulomatosas (tuberculosas e fúngicas) ou mesmo fazer parte da evolução de algumas doenças autoimunes.

Qual a gravidade das meningites bacterianas?

As meningites bacterianas se constituem numa doença infectocontagiosa com maior incidência em crianças, principalmente nos recém-nascidos e menores de 2 anos. A doença pode acarretar em perdas motoras, neurossensoriais e suas consequências (surdez, retardamento mental, paralisia motora, etc.), além de ter uma alta mortalidade. É um sério problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, com um alto ônus social. Por estes motivos é muito importante a prevenção através da vacinação.

Quais as principais bactérias causadoras destas meningites?

No Brasil são três os principais agentes causadores de meningite bacteriana: meningoco, pneumococo e haemophilus influenzae do tipo b

Felizmente quase não são mais registrados casos de infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b em crianças, visto a vacinação em massa disponível para todos os menores de 5 anos nos postos de saúde.

A meningite meningocócica é a mais comum em nosso meio. Atinge principalmente as crianças menores de 2 anos de idade (faixa em que ocorre a maioria dos óbitos), mas pode atingir também adolescentes e adultos. Dentre as bactérias meningocócicas, existem diversos tipos (sorogrupos) e cinco deles são responsáveis pela maior parte das meningites meningocócicas no mundo – os sorogrupos A, B, C, W e Y.

A segunda causa mais comum de meningite bacteriana é a infecção pneumocócica que, como a meningocócica, atinge principalmente os menores de 2 anos.

Como se contrai meningite meningocócica?

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através das gotículas de saliva eliminadas por indivíduos portadores das bactérias em orofaringe. Nessas pessoas, as bactérias colonizam a orofaringe muitas vezes sem causar doença.

Como é doença de incubação muito rápida e muito grave, não adianta vacinar depois de um contato íntimo com um paciente. A melhor maneira de evitar o contágio é estar previamente vacinado.

Como evitar meningites meningocócicas?

A melhor maneira de evitar é prevenindo antes que um contato com a doença ocorra e hoje existem algumas vacinas disponíveis, mas com diferenças importantes entre elas.

Contra a doença meningocócica, existem dois tipos de vacina: as vacinas conjugadas (C e ACWY) e a vacina meningocócica B.

As vacinas conjugadas contra a meningite meningocócica têm elevada eficácia (inclusive em menores de um ano) e conferem proteção prolongada. A vacina meningocócica conjugada C foi incluída no calendário público de vacinação do Brasil em 2010, para crianças de 2 meses até antes de completar 5 anos de idade e a vacina ACWY para adolescentes de 12 anos.

A vacina meningocócica conjugada ACWY (para crianças e adultos) e a vacina meningocócica B (para todas as faixas etárias) só estão disponíveis na rede privada de clínicas de vacinação. A importância destas vacinas reside no fato de que muitos países, inclusive o nosso, vêm observando aumento na proporção de casos de doença meningocócica pelos sorotipos B e W. Além disso, em muitos países o risco de infecção pelos tipos B, A, W e Y é maior que no Brasil, de modo que esta vacina se torna a melhor opção para viajantes.

Porque é melhor vacinar antes de 1 ano de idade?

Porque este é o período em que as meningites são mais frequentes, mais graves e apresentam maiores riscos de sequelas ou mesmo morte.

Vacinando contra meningite estou livre dessa doença?

Não. Meningite pode ser causada por muitos outros agentes. Muitos vírus acometem o sistema nervoso e causam meningite, não existindo vacina contra eles. O mesmo ocorre com fungos, que apresentam predileção por pacientes imunodeprimidos. Outras bactérias também podem ser causa de meningite.

Além disso, toda vacina apresenta uma eficácia variável que depende da resposta individual de cada pessoa. Desse modo, é possível que ocorra doença mesmo em vacinados, obviamente num percentual muito pequeno.

Varicela

O que é a varicela?

A varicela é uma infecção altamente contagiosa, também chamada de CATAPORA, causada pelo vírus varicela-zoster. Geralmente é uma doença não letal em crianças saudáveis, apesar de muito desagradável e implicar em necessidade de afastamento das atividades normais por até 10 dias, devido à alta contagiosidade.

Contudo, é mais severa em adolescentes e adultos e pode causar uma doença séria e por vezes fatal, principalmente em indivíduos com um sistema imunitário enfraquecido. Do total de infectados, um em cada 5.000 desenvolve encefalite e aproximadamente três em cada 100.000 pacientes vão ao óbito.

A infecção durante a gravidez pode resultar em malformações congênitas e morte do bebê.

Como se transmite a varicela?

A varicela é transmitida através da inalação de gotículas que contêm o vírus varicela zoster presentes no ar e pelo contato com os vírus existentes nas lesões de pele. Mesmo antes de surgirem estas lesões, a pessoa já está transmitindo o vírus, o que facilita a ocorrência de surtos, principalmente em ambientes de aglomeração, como escolas e creches. Uma pessoa com varicela torna-se mais infectante logo após o início dos sintomas, mas permanece infectante até as últimas bolhas formarem crostas. O isolamento de uma pessoa infectada ajuda a evitar a transmissão da infecção para aquelas que ainda não tiveram varicela.

A catapora pode matar?

Felizmente, na maioria dos casos, a varicela é uma doença desagradável, mas de boa evolução. No entanto, pode ser grave e até causar o óbito, sendo consideravelmente maior o risco quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência. A taxa de letalidade, que em crianças saudáveis é de 2 para cada 100.000 casos, é 15 a 40 vezes maior em adultos.

Não é melhor ter a catapora logo na infância?

Não é possível prever quem vai evoluir com doença grave ou com infecções secundárias. Por isso é desejável que todas as crianças estejam protegidas, através da aplicação da vacina. Embora ainda seja uma prática comum em algumas culturas, é inaceitável, pelo potencial de gravidade da varicela, que crianças sejam deliberadamente expostas a pessoas infectadas para que adquiram a doença.

Além disso, os adultos susceptíveis que convivem com as crianças têm alto risco de serem infectados e, sendo adultos, desenvolver doença grave. Considerando que nenhuma medida de profilaxia pós-exposição (incluindo o uso de vacina) é 100% eficaz em evitar o desenvolvimento da infecção, estes indivíduos poderão vir a ter e transmitir varicela.

Toda criança e adulto deve ser vacinado?

As Sociedades Brasileiras de Imunizações e de Pediatria recomendam a vacinação de todas as crianças a partir dos 12 meses de idade, em duas doses com intervalo mínimo de três meses. Em situações de alto risco, a vacina pode ser adiantada para 9 meses de idade, mas nesse caso esta dose deverá ser desconsiderada. Os adultos que não tiveram a doença também devem ser vacinados (duas doses com intervalo mínimo de um mês). Crianças e adultos que tenham tido varicela são considerados imunes e não necessitam ser vacinados.

Quem não deve receber a vacina contra a varicela?

A vacina contra a varicela não deve ser aplicada em:

  • Mulheres grávidas;
  • Indíviduos com um sistema imunitário enfraquecido:
    1. Indivíduos com AIDS
    2. Indivíduos que estejam em tratamento com corticosteroides em doses altas imunossupressoras e/ou terapia com outras drogas imunosupressoras (incluindo radiação) nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que apresentaram reação anafilática a qualquer componente da vacina.
  • Indivíduos que tenham recebido uma transfusão de sangue ou tratamento com imunoglobulina nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que tenham recebido uma vacina atenuada (feita com microrganismos vivos) nas últimas 4 semanas (Tríplice Viral, Febre Amarela).
E se a pessoa usa “bombinha” de corticoide, pomada de corticoide ou toma corticoide via oral, ela pode se vacinar?

É seguro vacinar pois não há absorção da medicação, o que não interfere na eficácia da vacina nem diminui a resistência imunológica.

Porque hoje são indicadas duas doses da vacina?

Uma dose da vacina é 95-98% eficaz na prevenção das formas graves de varicela, mas não impede que a doença aconteça, porem de forma branda. Para prevenção da doença, grave ou branda, são indicadas duas doses.

O que devo fazer se não tiver registros ou não me lembrar se já tive varicela ou se já recebi a vacina?

Crianças e adultos podem e devem ser vacinados se não existir uma história de confiança, ou se não existir prova de vacinação prévia.

Onde encontro a vacina contra varicela?

A vacina varicela está disponível para todas as pessoas em clínicas particulares, para pessoas de qualquer idade, a partir de 9 meses de idade. Pode ser encontrada com formulação isolada ou combinada com a vacina tríplice viral, conhecida como vacina tetra ou quádrupla viral.

Nos postos públicos de vacinação ela está disponível na rotina de vacinação infantil aos  15 meses e aos 4 anos de idade.

Os Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) do Ministério da Saúde dispõem da vacina para indivíduos de risco para varicela: imunodeficientes e seus contactantes, candidatos a transplantes, transplantados, doentes renais, doadores de órgãos, pacientes sem baço, síndrome de Down, em uso crônico de AAS.

Hepatites Virais

O que é Hepatite?

É uma doença inflamatória do fígado, que pode ser causada por vários agentes, como medicamentos, álcool ou vírus, que prejudicam seu funcionamento, gerando sérias consequências.

Como são transmitidas as hepatites A e B?

A forma mais comum de transmissão do vírus da Hepatite A é pela via orofecal, através do contato com pessoas infectadas e também pela ingestão de água e alimentos contaminados. A disseminação do vírus é favorecida pela falta de higiene pessoal e pela superpopulação. Como é muito frequente não existirem sintomas, principalmente em crianças, ou estes serem muito brandos e inespecíficos, a transmissão pode ocorrer facilmente, sem que se saiba. É possível haver contaminação através de atividades sexuais.

Já no caso da hepatite B, o contágio se dá, principalmente, através de contato com sangue e fluidos corpóreos contaminados. A prática de sexo sem proteção com pessoas portadoras do vírus da hepatite B é a forma mais frequente de transmissão em nosso meio. Na fase inicial, não existem sintomas evidentes. Sendo assim, o vírus da hepatite B passa facilmente de uma pessoa para outra através do contato com sangue e outros líquidos corporais, como a saliva, por exemplo. Como a transmissão sexual é a mais frequente,  a maior incidência de infecção ocorre  na faixa etária de 18 a 39 anos, período de maior atividade sexual.

O Brasil é considerado região de risco para hepatites A e B?

Sim. A hepatite A está entre as principais causas de hepatite fulminante em nosso país. Assim como a hepatite B, ocorre em todo o território brasileiro.

Qual seria a melhor forma de se evitar as hepatites A e B?

Além das precauções pessoais em relação a hábitos de higiene e cuidados com sangue e secreções, a forma mais eficaz, segura e duradoura é através da vacinação. Atualmente existem as vacinas contra a hepatite A e a hepatite B e uma vacina combinada que protege, ao mesmo tempo, contra estes dois tipos de doença.

Vacina combinada contra Hepatite A e B

A vacina combinada contra as hepatites A e B aumenta o risco de eventos adversos?

Não. A vacina é tão segura quanto as vacinas separadas e o volume final é o mesmo. Ainda tem a vantagem de proteger com menos injeções, ou seja, um total de 3 injeções aplicadas ao longo de 6 meses, no lugar de 5, se fossem aplicadas separadamente.

Gestantes podem ser vacinadas?

Caso a gestante esteja sob risco elevado de contrair as hepatites A e B a vacina combinada deve ser considerada.

Hepatite A

A Hepatite A é uma doença grave?

Como muitas doenças virais, a Hepatite A pode causar prejuízos a saúde ou mesmo a morte. A Hepatite A é uma doença inflamatória do fígado, que ocorre normalmente sem gravidade, mas a forma fulminante é a complicação mais temida da Hepatite A, que felizmente ocorre ocasionalmente.

Qual o risco de contrair Hepatite A?

Qualquer pessoa não vacinada está exposta ao vírus da Hepatite A, sendo o risco ainda maior em habitantes de países em desenvolvimento, onde as condições de saneamento podem ser precárias.

Existe idade em que há mais risco de contrair a Hepatite A?

Pessoas em qualquer faixa etária estão sujeitas a contrair Hepatite A: recém-nascidos, crianças (principalmente em idade escolar), adolescentes e adultos.

Como se previne contra Hepatite A?

A melhor e mais eficiente forma de evitar a hepatite A é através da vacinação. Além disso, recomenda-se o consumo somente de água potável fervida ou água mineral industrializada, limpar bem verduras e frutas com água limpa, evitar o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, lavar bem as mãos antes de comer e após utilizar o banheiro.

Quanto tempo dura a proteção conferida pela vacina contra Hepatite A?

A vacina contra a Hepatite A é segura e eficaz e oferece proteção por, pelo menos, 25 anos.

Quem se vacina contra a Hepatite B também está protegido contra Hepatite A?

Não. As Hepatites A e B são doenças diferentes, causadas por vírus diferentes e um tipo de vacinação não substitui o outro.

Caso não saiba se já fui vacinado ou se já tive Hepatite A posso me vacinar mesmo assim?

Pode. Caso alguém já tenha contraído a Hepatite A, a vacina não provocará nenhum evento adverso adicional.

Hepatite B

Como é a Hepatite B?

É uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus (VHB), que pode provocar graves danos ao fígado, levando inclusive ao câncer do fígado e à cirrose.

A Hepatite B é doença grave?

Ainda que muitas vezes se comporte como uma doença branda e que evolui para a cura, é possível que uma pessoa morra pela doença ou por suas consequências. No Brasil, a Hepatite B mata quatro vezes mais que a AIDS. Pode destruir o fígado, evoluir para hepatite crônica e causar cirrose ou câncer (provoca um número maior de casos de cirrose hepática do que a ingestão de bebidas alcoólicas). Muitas vezes a pessoa não sabe que teve Hepatite B que evoluiu para a forma crônica e continua transmitindo a doença.

O que é hepatite neonatal? É grave?

Muitas mães que são portadoras do vírus da Hepatite B não sabem disso e podem infectar os seus filhos no momento do parto. Cerca de 90% dos recém-nascidos contaminados tornam-se portadores crônicos, seu sistema imunológico não consegue vencer a doença, podendo assim transmiti-la durante a vida. Uma entre cada quatro crianças que contraem Hepatite B de suas mães vai desenvolver câncer hepático ou cirrose.

Quem pode pegar hepatite B?

O vírus da Hepatite B pode contaminar qualquer pessoa, sexualmente ativa ou não. Qualquer situação em que haja sangramento, relações sexuais e os beijos na boca aumentam ainda mais essa possibilidade. Pessoas em contato com sangue e líquidos corporais contaminados, bem como a manipulação e tratamento dentário também apresentam maior possibilidade de contrair a hepatite B. O vírus é cem vezes mais contagioso que o vírus HIV.

Como é uma doença relacionada à prática sexual, as crianças têm menos risco de contrair Hepatite B?

Como as crianças estão mais sujeitas a quedas e ferimentos, apresentam grande risco de contágio pelo sangue. O maior e mais íntimo contato em creches e escolas, através da troca de chupetas ou escovas de dentes e de mordidas, aumentam muito o risco de transmissão do vírus.

Como se previne contra a Hepatite B?

A vacinação é a melhor e mais eficaz forma de prevenir a doença. Caso você também não esteja vacinado contra a hepatite A, pode optar pela vacina combinada Hepatite A+B, que protege dos dois tipos da doença.

Como proteger os recém-nascidos da Hepatite B?

Mesmo que as mães estejam vacinadas, a Organização Mundial de Saúde  recomenda que os recém-nascidos sejam vacinados nas primeiras doze horas de vida. Os anticorpos que passam da mãe para o bebê são eliminados em alguns meses; é preciso que a criança desenvolva seus próprios anticorpos e isso só ocorrerá adequadamente após completar todo o esquema da vacinação.

Crianças, adolescentes e adultos também devem ser vacinados caso não tenham sido vacinados quando bebês?

Sim. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença, ou que não foram vacinadas durante o 1º ano de vida, devem ser vacinadas.

Crianças, adolescentes e adultos também devem ser vacinados caso não tenham sido vacinados quando bebês?

Sim. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença, ou que não foram vacinadas durante o 1º ano de vida, devem ser vacinadas.

Febre Amarela

O que é Febre Amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida por mosquito (HaemagogusSabethes e Aedes aegypti). Pode se dividida em dois tipos: silvestre e urbana.

Qual a diferença entre febre amarela silvestre e a febre amarela urbana?

Ambas são semelhantes e a principal diferença é em relação ao transmissor (vetor): na forma urbana o mosquito transmissor é o Aedes aegypti e na forma silvestre os mosquitos transmissores são silvestres (HaemagogusSabethes). A febre amarela silvestre é uma doença típica de macacos que vivem nas florestas tropicais e equatoriais. O aparecimento de casos humanos da doença é precedido de epizootias (morte de macacos) e só ocorre quando humanos invadem o habitat dos macacos. A febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942, entretanto com a ampla disseminação do mosquito Aedes aegypti no país há risco de reurbanização do vírus da febre amarela.

Como se pega?

Por meio da picada do mosquito infectado com sangue de animais doentes (febre amarela silvestre), sendo o macaco a principal fonte de infecção da doença, ou de pessoas infectadas (febre amarela urbana). Não existe transmissão de pessoa a pessoa, a doença é sempre transmitida pelo mosquito contaminado.

Qual é a chance de uma pessoa contaminada morrer?

A doença tem várias formas de apresentação clínica, de assintomática até doença grave. A forma grave é quase 100% letal. Nos últimos dez anos, a taxa de mortalidade foi de 46% no mundo.

Quais as áreas de risco no Brasil?

A maior parte do Brasil é considerada região de risco para transmissão. Com a epidemia que se iniciou em 2017 em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, a vacinação foi ampliada e o Ministério da Saúde passou a recomendar, em 2018, vacinação universal de rotina, em todo o território brasileiro.

Quem deve tomar a vacina?

A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica e TODOS devem ser vacinados, a partir de 9 meses de idade.

Há algum tipo de doença (hipertensão, diabetes, ou outra doença crônica) que impede a vacinação?

Nessas condições citadas não existem contraindicações para a vacinação, apenas as situações citadas anteriormente.

Que tipo de reação a vacina pode provocar?

Nos primeiros dias após a vacinação, durando de 1 a 3 dias na maior parte dos casos, pode ocorrer dor no local da aplicação, febre, dor de cabeça (cefaleia), dores musculares (mialgia). Casos graves são raramente relatados. Na ocorrência de eventos adversos, procurar o serviço de saúde para que seja feita a notificação, investigação do fato.

A vacina contra febre amarela pode ser administrada no mesmo dia, com outras vacinas do esquema de vacinação?

Sim. Desde que feitas em regiões anatômicas diferentes. Evita-se a vacinação simultânea com a vacina tríplice viral em crianças menores de 2 anos de idade pela possibilidade de interferência na resposta vacinal nesta faixa etária.