O aumento dos casos de parotidite no Rio de Janeiro (capital) tem deixado pais apreensivos. Essa infecção é caracterizada pelo inchaço das parótidas — um tipo de glândula salivar — e pode ser provocada por diversos vírus e até por bactérias.

A parotidite mais frequente é conhecida como caxumba, doença bastante comum na infância. Mas nem toda parotidite é caxumba. O diagnóstico diferencial só é obtido por análise realizada em laboratório.

A transmissão se dá pela inalação de gotículas de saliva expelidas quando uma pessoa fala ou espirra, e pelo contato direto com superfícies e objetos contaminados.

Prevenção

Dentre as formas de parotidite, a única que pode ser prevenida de modo eficaz é a caxumba, e o meio para isso é a vacina Tríplice Viral, que protege também da rubéola e do sarampo.

A vacina é segura e é indicada para todas as faixas etárias. São recomendadas duas doses, com intervalo mínimo de um mês entre elas, e não é necessário aplicar dose de reforço.

Quem nunca teve caxumba e nunca se vacinou pode contrair a doença. Portanto, é

importante verificar se a carteira de vacinação de crianças, adolescentes e adultos está em dia. Quando há dúvida, a orientação é vacinar.

Saiba mais sobre caxumba

A caxumba é uma virose relativamente leve. Os sintomas são febre, dor de cabeça e, principalmente, inflamação das glândulas salivares, sobretudo as parótidas, que ficam muito aumentadas de tamanho e provocam inchaço das bochechas e mandíbulas. Mas em cerca de 33% das pessoas o acometimento das glândulas não é aparente.

Uma em cada dez pessoas com caxumba pode desenvolver meningite (inflamação das membranas do cérebro). Como o vírus tem preferência por infectar glândulas, também pode acometer testículos, ovários e levar à esterilidade.

A caxumba costuma gerar surtos, principalmente entre crianças. Nessa situação, 85% dos adultos não imunizados serão infectados e 33% não apresentará sintomas.

O tratamento da caxumba é apenas sintomático, com analgésicos, já que não há um medicamento específico. O doente deve ficar de repouso até que os sintomas tenham desaparecido.

A evolução costuma ser benigna, mas em gestantes, por exemplo, a caxumba pode provocar aborto.

É importante buscar orientação médica para ter certeza se é caxumba ou outra forma de parotidite.

A melhor forma de prevenção é a vacinação.

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