Quem passou por uma crise de herpes zoster sabe bem o que significa: dores fortes e bolhas incômodas, geralmente no rosto, pescoço e costas, mas podem aparecer em outras regiões do corpo, como virilha e coxa por exemplo.

Esse tipo de herpes decorre da 'reativação' do vírus da catapora (varicela). Estima-se que no Brasil cerca de 90% da população já teve catapora e está vulnerável ao herpes-zoster, que costuma ocorrer em pessoas com mais de 50 anos, em situação de baixa imunidade provocada pelo adoecimento ou simplesmente estresse.

Algumas pessoas podem experimentar, ainda, complicações como a neuralgia pós-herpética. Trata-se de dor decorrente da inflamação de um nervo. Ela pode persistir por meses e comprometer a qualidade de vida.

Prevenção

A vacina herpes zoster foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa) e já está disponível em clínicas de todo o país, indicada em dose única a partir dos 50 anos. Nos Estados Unidos ela já é usada há dez anos. Outros países que fazem uso dessa vacina, são: Argentina, México, Colômbia, Reino Unido, Austrália e Canadá.

Ela apresenta 60% de eficácia na prevenção do herpes zoster e também reduz os incômodos e a neuralgia pós-herpética. A vacina é segura e não há relatos de efeitos graves. Dor de curta duração no local da aplicação pode ocorrer em até 30% dos casos. Dor de cabeça, febre e mal-estar são reações mais raras.

Se você tem mais de 50, já teve catapora ou não tem certeza se contraiu essa infecção, converse com seu médico sobre prevenção do herpes-zoster com a vacina.

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