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1 - O que é rotavírus?
O rotavírus é um vírus que causa diarréia grave freqüentemente acompanhada de febre e vômitos. É uma das principais causas de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida e os casos mais graves ocorrem em crianças até os dois anos de idade.
2 - Quais os sintomas da doença causada por rotavírus?
A diarréia por Rotavírus tem curto período de incubação (24 a 48 horas), início abrupto, vômitos, febre alta e diarréia intensa, podendo evoluir com desidratação, muitas vezes requerendo internação e podendo levar à morte.
3 - Como a diarréia por rotavírus pode ser prevenida?
As medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico não são suficientes para sua prevenção, por ser uma doença de fácil contágio entre as pessoas e de curta incubação. A melhor maneira para o controle da diarréia por Rotavírus é a utilização da vacina.
4 - Qual o esquema vacinal?
O esquema recomendado é de duas doses, aos 2 e 4 meses de idade. O intervalo mínimo entre as duas doses é de 4 semanas.
Mas algumas restrições são recomendadas:
  • A 1ª dose deve ser aplicada aos 2 meses de idade, mas com idade mínima 1 mês e 15 dias de vida (6 semanas) e idade máxima 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas).
  • A 2ª dose deve ser aplicada aos 4 meses de idade, mas com idade mínima 3 meses e 7 dias de vida (14 semanas) e idade máxima 5 meses e 15 dias de vida (24 semanas).
Por que não deve ser aplicada fora das faixas etárias preconizadas?
A vacina não deve, de forma alguma, ser aplicada fora das faixas etárias, pois os estudos realizados com essa vacina foi conduzido somente nesse grupo.
5 - Qual a diferença entre essa vacina e a antiga?
A primeira vacina contra rotavírus foi licenciada nos Estados Unidos em 1998. Também era uma vacina oral atenuada, mas era feita com rearranjo de quatro tipos de vírus (tetravalente), de macacos e de humanos (RotaShield®). Essa vacina foi suspensa em 1999, devido ao aumento no número de casos de invaginação intestinal.
Em 2000 teve início um estudo com uma vacina oral atenuada, usando-se apenas um tipo de vírus (monovalente) e de origem humana (Rotarix®). Esta vacina apresentou-se com elevada imunogenicidade, eficácia e segurança, pois os estudos de seguimento da vacina comprovaram que não há relação entre o uso da vacina e o surgimento de casos de invaginação intestinal. Estes estudos foram muito sérios, envolvendo milhares de crianças de vários países.
6 - O que é invaginação intestinal? Qual a causa e o tratamento?
Invaginação é uma forma de obstrução intestinal na qual um segmento do intestino se dobra para dentro de outro segmento, causando obstrução intestinal e compressão dos vasos sanguíneos do local. Pode ocorrer com maior freqüência nas crianças entre 4 e 9 meses de idade, sendo uma das causas mais freqüentes de abdome agudo nesta faixa etária. O bebê apresenta náusea, vômitos, dor abdominal e ,às vezes, pode apresentar fezes com muco e sangue (“geléia de morango”). O tratamento pode ser conservador, no entanto, em algumas situações, o tratamento cirúrgico é indicado.
7 - Quais são os eventos adversos que a vacina pode causar?
Os eventos adversos são raros, mas podem ocorrer discreto sintomas gastrointestinas (cólica, alteração nas fezes, febre baixa).
8 - Quais as contra–indicações para aplicação da vacina?
  • Imunodeficiência.
  • Uso de corticosteróides em doses elevadas ou outras terapêuticas imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia).
  • Reação alérgica grave a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária disseminada, broncoespasmo, laringoespasmo, choque anafilático), até duas horas após a aplicação da vacina.
  • História de doença gastrointestinal crônica.
  • Malformação congênita do trato digestivo.
  • História prévia de invaginação intestinal.
9 - A vacina pode ser aplicada com outras vacinas?
A vacina oral contra rotavírus pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas.
10 - É preciso algum intervalo entre a vacina do rotavírus e outras vacinas, quando não aplicadas no mesmo dia?
A vacina Pólio oral (Sabin) quando não aplicada no mesmo dia da vacina contra Rotavírus, é a única vacina que deve se aguardar um intervalo de 15 dias. Em relação a todas as outras vacinas, não há nenhuma restrição de intervalo, podendo ser aplicadas a qualquer tempo, após o uso da vacina contra rotavírus.
11 - Criança com refluxo gastro-esofágico pode ser vacinada?
Sim, não há contra-indicação para aplicação da vacina contra Rotavírus nestas crianças.
12 - Se a criança apresentar vômitos ou regurgitar após a aplicação da vacina, ela pode ser revacinada?
Não, a dose não precisa ser repetida. A quantidade de antígenos da vacina é tão grande e a adesão deles à mucosa oral é tão rápida, que basta uma quantidade ínfima para garantir uma boa resposta à vacina.
13 - Onde a vacina está disponível?
Tanto na rede pública como na rede privada.