Portfolio Item
Vacinação de
URGÊNCIA
Portfolio Item
Vacinação em
DOMICÍLIO
Portfolio Item
VACINAS DISPONÍVEIS
Portfolio Item
Vaccini para
EMPRESAS
Portfolio Item
Vaccini para
ESCOLAS
Portfolio Item
Consulta ao Viajante
CBMEVi
Portfolio Item
VÍDEO Institucional
Portfolio Item
Calendários de Vacinação
SBIm
Portfolio Item
Guia de Saúde
VIAGENS DE NAVIO
Portfolio Item
PLANOS DE VACINAÇÃO
Portfolio Item
Curso de GESTANTE
1 - O que é coqueluche?
Doença infecciosa aguda, causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis, de rápida proliferação.
Ao penetrar no organismo, essa bactéria lesa os tecidos da mucosa do aparelho respiratório. A transmissão ocorre pelo contato direto com indivíduos que têm a bactéria colonizada em sua orofaringe (estes indivíduos podem estar doentes ou apenas serem portadores assintomáticos). A incubação da coqueluche é de 7 a 14 dias, aproximadamente, e a transmissão ocorre a partir dos primeiros sintomas até um mês depois.
2 - Quais são os sintomas da coqueluche?
A principal característica da coqueluche é a presença de tosse forte e prolongada. - daí o nome popular de "tosse comprida". Nos primeiros dias e durante uma ou duas semanas, os sintomas são inespecíficos e semelhantes aos de uma gripe (febre, tosse leve, coriza, olhos avermelhados e lacrimejantes).
Mais tarde, quando esses sintomas desaparecem surge a tosse típica da doença: “crise” de tosse por alguns minutos, em que o doente não consegue tomar fôlego, o que só faz no final do acesso, geralmente com um “guincho”, podendo ser acompanhada por vômitos.
Depois de cada acesso, o doente sente-se bem. À noite, a tosse é mais intensa e as crises mais frequentes. Outros sinais próprios da doença são pequenas lesões no freio da língua, congestionamento da pele do rosto e hemorragias leves nos olhos, todos causados pelos prolongados acessos de tosse.
A fase das crises de tosse pode prolongar-se por três a seis semanas e é seguida por uma fase de recuperação com tosse persistente por cerca de 3 semanas.
O quadro clínico é mais grave nos primeiros meses de vida, quando a resistência da criança é menor e as crises, provocando diminuição da oxigenação do organismo, podem trazer consequências sérias. É muitas vezes necessária a internação, inclusive em unidades de terapia intensiva, pois o risco de morte é real.
Já nos adultos a doença pode passar despercebida, sem sintomas importantes, geralmente com tosse seca que se mantém por alguns meses, mas capaz de ser transmitida para outras pessoas, inclusive bebês suscetíveis, que podem desenvolver um quadro severo.
3 - Como se diagnostica coqueluche?
O diagnóstico se baseia na observação do quadro clínico e é confirmado laboratorialmente. O diagnóstico de coqueluche poderá ser bastante difícil. Baseado nos sintomas, o médico pode levantar a hipótese diagnóstica, mas a única forma de ter certeza será mediante cultura (a partir das secreções nasais e da garganta) e exame de sangue.
4 - Como é o tratamento?
O tratamento deve sempre ser orientado pelo médico, para evitar complicações como pneumonia e broncopneumonia. É necessário o uso de antibiótico que destrua a Bordetella. Recomenda-se que o doente seja isolado de outras pessoas suscetíveis por um período de quatro semanas.
5 - Como prevenir a coqueluche?
A melhor prevenção é o uso precoce da vacina já a partir do segundo mês de vida; em três doses no primeiro ano de vida e dois reforços (entre os 15 a 18 meses e entre os 4 a 6 anos). 
A vacina protege por cerca de 10 anos e por isso, se fazem necessário reforços na adolescência e idade adulta, a cada 10 anos, o que só é possível nas clínicas particulares onde está disponível uma vacina para adolescentes e adultos, que, infelizmente, ainda não existe na rede pública, exceto para gestantes e pessoal da área de saúde que trabalhe em UTI neonatal.
6 - Que vacinas protegem da coqueluche?
A vacina contra a coqueluche está sempre combinada às vacinas do tétano e da difteria, no que chamamos de tríplice bacteriana, que, por sua vez, pode estar combinada a outras vacinas nas chamadas vacinas combinadas, como a tetra, a penta e a hexa. Veja abaixo as possíveis apresentações dessa vacina:
  • Tríplice Bacterianas de células inteiras (DTPw) pediátrica, na rede pública
  • Tríplice Bacterianas acelular (DTPa) pediátrica, na rede privada.
  • Tríplice Bacterianas acelular (dTpa) adulto, na rede privada para adolescentes e adultos e na rede pública para gestantes e pessoal que trabalha em UTI neonatal.
Combinações:
  • Penta de células inteiras - DTPw + Hib + Hepatite B, na rede pública.
  • Tetra acelular - DTPa + Hib, na rede privada.
  • Penta acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável, na rede privada.
  • Hexa acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável + Hepatite B, na rede privada.
7 - Qual a diferença entre as vacinas contra coqueluche do posto e da rede privada?
As vacinas da rede pública são produzidas a partir da célula inteira da bactéria causadora da coqueluche. Já as da rede privada contêm apenas fragmentos dessa célula e por isso causam menos reações adversas e são chamadas de acelulares.
8 - Qual a vantagem de usar as vacinas acelulares?
As vacinas acelulares são menos dolorosas e mais seguras, pois causam menos reações adversas. Além disso, possibilitam a vacinação contra a coqueluche daqueles que apresentaram reação adversa grave à vacina de células inteiras.
9 - As vacinas combinadas sobrecarregam o sistema imunológico?
Não. O sistema imunológico não fica sobrecarregado e reage normalmente, produzindo anticorpos contra todas as doenças preveníveis pela vacina combinada.
10 - Como é a vacinação contra coqueluche?
A vacinação contra coqueluche é rotina há muitos anos para as crianças. São três doses e dois reforços: aos 2, 4 ,6 e 18 meses e entre 5 e 6 anos de idade. A proteção satisfatória só ocorre após a terceira dose, aos 6 meses de idade, deixando então os bebês em risco até esta idade. O último reforço é aplicado entre os 4 e 6 anos de idade e mantém a imunidade por cerca de  dez anos. Após este período, a imunidade cai, deixando os adolescentes e adultos suscetíveis, fazendo-se necessário reforço com a vacina do tipo adulto.
11 - Se a doença é branda nos adolescentes e adultos, por que vacina-los?
O adolescente e o adulto, caso contraiam a doença, mesmo apresentando um quadro brando ou até assintomático estão transmitindo a bactéria e podem contaminar algum bebê com menos de 6 meses, sem proteção adequada e de risco para a doença grave. Daí a importância da vacinação do adulto e dos adolescentes, que têm sido os responsáveis pelo aumento da incidência da coqueluche nos últimos anos, principalmente entre os bebês pequenos.
12 - Se já tiver tido a doença é preciso vacinar?
Sim, pois a doença, da mesma forma que a vacina, não confere proteção por longo prazo, isto é, o nível de anticorpos vai caindo com o tempo, deixando a pessoa suscetível à coqueluche e capaz de transmiti-la para outras pessoas.
13 - A gestante pode de vacinar?
A gestação não é contraindicação para o uso de dTpa, muito pelo contrário. A vacinação durante todas as gestações é inclusive recomendada. Independente do tempo transcorrido desde a última dose, a vacina DEVE ser aplicada na gestação, a partir da vigésima semana, preferencial entre 27 e 32 semanas de gestação. Naquelas gestantes que não receberam a vacina contra coqueluche nos últimos anos é indicada a vacinação logo após o parto.
14 - Existe alguma contraindicação para a vacina Tríplice Bacteriana do Adulto?
Apesar de ser uma vacina acelular e muito segura, está contraindicada em algumas situações:
  • Antecedente de reação anafilática à vacina ou seus componentes;
  • Pessoas com antecedente de encefalopatia sem causa identificável sete dias após dose anterior de vacinas contendo componente para coqueluche.
15 - Quais são as reações adversas mais comuns das vacinas contra coqueluche?
De modo geral, pode ocorrer febre e reação local nas primeiras 48 horas (dor, calor, vermelhidão, endurecimento). Entretanto, é possível reação mais severa que o esperado, sobretudo com a vacina de células inteiras, como febre alta (> 40,5 ºC), tremores ou convulsões e hipotonia (flacidez do tônus muscular) nas primeiras 48 horas após vacinação, choro intenso e persistente por mais de três horas. Estes casos não contraindicam a vacinação mas requerem precauções e cuidados adicionais, sendo especialmente indicada a vacina acelular.