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1 - O que é meningite?
Meningite indica processo inflamatório e/ou infeccioso das membranas que envolvem o cérebro, provocando reação purulenta detectável no líquor, que é o líquido que banha o sistema nervoso. As meningites podem ser bacterianas (ou purulentas), virais e granulomatosas (tuberculosas e fúngicas) ou mesmo fazer parte da evolução de algumas doenças auto-imunes.
2 - Qual a importância das meningites bacterianas?
As meningites bacterianas têm sua causa relacionada com a faixa etária e a provável porta de entrada do agente infeccioso. Constituem-se numa doença infectocontagiosa com alta prevalência na faixa etária pediátrica, principalmente crianças na faixa etária de menor responsividade imunológica (recém-nascidos e menores de 2 anos), acarretando perdas motoras, neurossensoriais e suas conseqUências (surdez, retardamento mental, paralisia motora, etc.), além de alta mortalidade. É um sério problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, com um alto ônus social. Por estes motivos é muito importante a prevenção através da vacinação.
3 - Quais as principais bactérias causadoras destas meningites?
No Brasil são três os principais agentes causadores de meningite bacteriana : Haemophilus influenzae do tipo b, meningoco e pneumococo.
Já praticamente não se registram casos de infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b, visto a vacinação em massa disponível para todos os menores de 5 anos nos postos de saúde.
A meningite meningocócica é a mais comum em nosso meio. Atinge principalmente as crianças menores de 2 anos de idade (faixa em que ocorre a maioria dos óbitos), mas pode atingir também adolescentes e adultos.
A segunda causa mais comum de meningite bacteriana é a infecção pneumocócica que, como a meningocócica, atinge principalmente os menores de 2 anos.
4 - Como diagnosticar meningite?
A suspeita diagnóstica das meningites deve ser sempre conduzida pelo médico, que se baseia em dados clínicos. Exames laboratoriais confirmam o diagnóstico e o tipo de bactéria envolvida. 
No recém-nascido e no lactente, pela imaturidade do sistema nervoso, os sinais são pouco característicos, tornando o diagnóstico mais difícil, sendo preciso observar sinais de alarme: febre alta ou hipotermia, apatia, recusa alimentar, vômitos seguidos, sem relação com a alimentação ou náuseas; alterações no ritmo respiratório, fontanela (moleira) abaulada e tensa, convulsões.
Na criança maior, no adolescente e no adulto, os sinais clínicos já são característicos, tornando a suspeita clínica mais fácil: febre ou hipotermia, anorexia, apatia e sinais indiretos de infecção, sinais neurológicos específicos de irritação do sistema nervoso central, como rigidez de nuca, cefaleia intensa, vômitos, e alterações ao exame do fundo de olho.
5 - Como se contrai meningite bacteriana?
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa,  através das gotículas de saliva elimindas por indivíduos  portadores das bactérias em orofaringe. Nessas pessoas, as bactérias colonizam a orofaringe muitas vezes sem causar doença.
Como é doença de incubação muito rápida e muito grave, não adianta vacinar depois de um contato íntimo com um paciente. A melhor maneira de evitar o contágio é estar previamente vacinado.
6 - Como é o tratamento?
O tratamento deve ser rápido, na tentativa de se evitar sequelas e morte. Antibióticos e outras medidas de suporte devem ser instituídos precocemente, em regime de internação hospitalar, geralmente em unidades de terapia intensiva, até que se estabilize o paciente e o risco de morte esteja afastado.
7 - Qual é o prognóstico?
O prognóstico depende da faixa etária, do diagnóstico precoce, da forma clínica da doença.
Todas as meningites bacterianas têm letalidade alta, cerca de 20% dos doentes vão ao óbito. Quanto mais cedo iniciado o tratamento, maior a probabilidade de cura e se evitar sequelas.
Apesar das importantes melhorias no diagnóstico e no tratamento, a meningite ainda se mantém como uma das doenças mais preocupantes em nosso meio, pois mesmo os indivíduos que sobrevivem ainda podem apresentar sequelas, que vão desde leves dificuldades escolares até a paralisia cerebral, passando por várias formas de defeitos físicos e intelectuais, incluindo a surdez parcial ou completa.
8 - Como evitar meningites bacterianas? 
A melhor maneira de evitar é prevenindo antes que um contato com a doença ocorra e hoje existem algumas vacinas disponíveis, mas com diferenças importantes entre elas. 
A vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae do tipo b faz parte do calendário básico de vacinação, estando disponível em postos de saúde, na vacina PENTA de células inteiras que é aplicada a partir dos dois meses de idade, com grande proteção (tornou-se uma doença rara atualmente, graças à vacinação em massa). Na rede privada, essa vacina encontra-se em combinação nas vacinas HEXA, PENTA e TETRA acelulares. Crianças com mais de cinco anos de idade em geral não necessitam tomar esta vacina. No entanto, adultos e crianças mais velhas com problemas de saúde especiais podem ter recomendação para vacinação. 
Contra a doença meningocócica, existem dois tipos de vacina, muito diferentes entre si: as vacinas polissacarídicas e as vacinas conjugadas. 
As vacinas meningocócicas polissacarídicas A+C e B+C conferem proteção por tempo limitado (cerca de três anos), não induzem memória imunológica, e não são eficazes em crianças abaixo de 2 anos (faixa etária onde a incidência da doença é maior). Além disso, o uso repetido dessa vacina acarreta uma tolerância imunológica, isto é, a cada dose aplicada, diminui ainda mais eficácia da vacina. Estas vacinas dificilmente hoje são encontradas no Brasil.
As vacinas conjugadas contra a meningite meningocócica  tem elevada eficácia (inclusive em menores de um ano) e confere proteção prolongada. A vacina meningocócica conjugada C foi incluída no calendário público de vacinação do Brasil em 2010, para crianças de 2 meses até 2 anos de idade. 
A vacina meningocócica conjugada ACWY só está disponível na rede privada de vacinação. . A importância desta vacina reside no fato de que muitos países, inclusive o nosso, vêm observando aumento na incidência de casos de doença meningocócica pelo sorotipo W. Além disso, em muitos países o risco de infecção pelos tipos A, W e Y é maior que no Brasil, de modo que esta vacina se torna a melhor  opção para viajantes. 
Contra a doença pneumocócica, existem as vacinas conjugadas pneumocócicas 10 e 13 valentes, que são recomendadas para todas as crianças a partir dos dois meses até 5 anos de idade. A vacina 13 valente também está licenciada para adultos a partir de 50 anos..
Outra vacina disponível contra a doença pneumocócica é a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente que, da mesma forma que a vacina polissacarídica contra o meningococo, não pode ser aplicada antes dos dois anos de idade (época de maior risco para doença invasiva), não tem proteção prolongada e induz à tolerância imunológica. Tem indicações mais específicas, para indivíduos de alto risco e somente pode ser usada a partir dos dois anos de idade. Crianças sob alto risco devem receber a vacina conjugada e também a vacina 23-valente.
Pessoas a partir de 60 anos de idade também devem ser vacinados com a vacina conjugada 13 valente e a vacina pneumocócica 23 valente.
9 - Em que situações essas vacinas estão indicadas?
Haemophilus Influenzae tipo b conjugada: todas as crianças, a partir de 2 meses de idade e indivíduos sob alto risco para desenvolver doença grave ou com outras situações de risco associadas, em situações em que há diminuição da resposta imunitária (anemia falciforme, pessoas sem baço, alcoolismo, transplante de medula óssea, traumatismos cranianos e endocardite bacteriana). Esta vacina é aplicada em vacinas combinadas ( na “Tetra”, na “Penta”e na “Hexa”) mas também existe em formulação isolada.
  • Meningocócica C conjugada: todas as crianças aos 3 e 5 meses  de idade. Meningocócica conjugada ACWY: indicada  para o reforço entre 12 e 15 meses e reforço dos 11 anos de idae, sendo a preferência de escolha para a imunização de adolescentes, adultos e de viajantes para regiões onde os tipos A, W e Y apresentam alta endemicidade (exemplo: “cinturão da meningite da África”, Arábia Saudita, Estados Unidos). Saiba mais.
  • Pneumocócica 10-valente: todas as crianças, a partir de 2 meses e até 5 anos de idade.
  • Pneumocócica 13-valente: todas as crianças, a partir de 2 meses e até 5 anos de idade.
  • Pneumocócica 23-valente: Idosos e indivíduos com alto risco para doença pneumocócica (pneumopatas, diabéticos, cardiopatas, doentes crônicos, pacientes imunodeficientes). Idosos a partir de 60 anos e crianças, adolescentes e adultos com doenças crônicas devem receber a vacina conjugada 13 valente e a vacina polissacarídica, iniciando com a conjugada  e depois recebendo a 23-valente.
10 - Vacinando contra meningite estou livre dessa doença?
Não. Meningite pode ser causada por muitos outros agentes, como vírus, tuberculose, fungos e outras bactérias. 
A vacina BCG protege contra as formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa, e sua eficácia mostra-se variável de acordo com os estudos realizados. 
As vacinas pneumocócicas 10 e 13 valente protegem contra os 10 ou 13 principais tipos de pneumococos causadores de doença invasiva, mas existem mais tipos que não estão cobertos pela vacina. Embora menos importantes do ponto de vista da frequência e da gravidade das doenças que são capazes de causar, em determinadas situações podem ser responsáveis por quadros de meningite. 
A vacina meningocócica C conjugada protege contra a meningite causada pelo meningococo tipo C, o tipo mais prevalente na maior parte do nosso país, mas ainda é importante o meningococo tipo B, contra o qual em breve haverá vacina disponível. A incidência de infecções pelo meningococo W vem aumentando no Brasil e a vacina conjugada ACWY fornece a proteção contra este tipo. 
A vacina contra Haemophilus b é tão eficaz que atualmente quase não encontramos este tipo de meningite, principalmente porque a vacinação está sendo feita em massa, estando disponível para todas as crianças. 
Além disso, toda vacina apresenta uma eficácia variávelque depende da resposta individual de cada pessoa. Desse modo, é possível que ocorra doença mesmo em vacinados, obviamente num percentual muito pequeno. 
Muitos vírus acometem o sistema nervoso e causam meningite, não existindo vacina contra eles. O mesmo ocorre com fungos, que apresentam predileção por pacientes imunodeprimidos. 
11 - Corre-se o risco destas vacinas causarem  meningite?
Não, pois nenhuma destas vacinas é feita com microrganismos vivos, apenas com parte ou fragmentos deles, capazes de desencadear a resposta imunológica com produção de anticorpos, mas incapazes de provocar doença.
12 - Quais os efeitos colaterais dessas vacinas?
Os eventos adversos destas vacinas costumam ser leves, como febre e manifestações no local da aplicação (dor, edema e vermelhidão).
13 - Em que situações essas vacinas estão contraindicadas?
Como a maioria das vacinas, estão contraindicadas em caso de reação anafilática a componentes da vacina. As doenças agudas e graves não contraindicam a vacinação, mas recomenda-se adiar  até melhora do quadro.
14 - As vacinas polissacarídicas são mais baratas, porque, então, usar uma vacina mais cara?
Por que as vacinas polissacarídicas (meningocócica A+C, meningocócica B+C e pneumocócica 23 valente) produzem menos anticorpos, não podem ser usadas em crianças abaixo de 2 anos (fase de maior risco para meningite), o nível de anticorpos cai em pouco tempo (em média 3 anos), a cada reforço os eventos adversos são mais intensos e a resposta imunológica é menor e, finalmente, não induzem a memória imunológica (se o indivíduo entra em contato com a bactéria, o organismo não “lembra” do agente, não reagindo com a produção de anticorpos).
15 - Porque é melhor vacinar antes de 1 ano de idade?
Porque este é o período em que as meningites são mais frequentes, mais graves e apresentam maiores riscos de sequelas ou mesmo morte.
16 - Quais os esquemas de dose para cada faixa etária?
  • Vacina contra Hemophilus b: três doses a partir de 2 meses de idade, com intervalo de 2 meses entre elas e um reforço entre 15 e 18 meses;
  • Vacina Meningicócica C Conjugada: duas doses, o mais precocemente possível a partir de 2 meses de idade, com intervalo de 2 meses entre as doses
  • Vacina Meningocócica conjugada ACWY: uma dose de reforço entre 15 e 18 meses e outros reforços aos 5 e 11 anos. Para adolescentes: duas doses com intervalo de 5 anos. Para adultos: dose única. Outras doses de reforço poderão ser recomendadas a critério médico, a partir da análise de risco (epidemias, surtos etc.), se dose anterior foi aplicada há mais de 5 anos;
  • Vacinas Pneumocócicas 10 e 13-valente: três doses, o mais precocemente possível a partir dos 2 meses de idade, com intervalo de 2 meses entre as doses e um reforço aos 15 meses. Para crianças que já completaram esquema de vacinação com a vacina 7 ou 10 valente, uma dose suplementar da vacina 13 valente deve ser avaliada, para ampliação da proteção contra os sorotipos adicionais.
17 - Onde encontro as vacinas contra meningites bacterianas?
Vacinas meningocócicas
Ainda na rede púbica, a vacina Conjugada C está disponível nos postos de saúde para imunização de rotina das crianças até 2 anos de idade. Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) a vacina pode ser fornecida pessoas a partir dos 2 meses de idade e adultos, dependendo da situação epidemiológica, que tenham doenças ou condições de base que impliquem em um maior risco de doença meningocócica (ausência de baço congênita ou adquirida, deficiências de imunidade, anemia falciforme e talassemia).
Na rede privada, podem ser encontradas todas as vacinas meningocócicas conjugadas, inclusive a vacina meningocócica ACWY.
Vacinas pneumocócicas
A vacina pneumocócica 10-valente está disponível nos postos de saúde para imunização de rotina de crianças no primeiro ano de vida. Já a vacina 23-valente está disponível nos CRIEs para crianças a partir de 2 anos de idade e também para adultos de risco especial para a doença.
Segundo alguns estudos, o uso de vacina conjugada previamente à polissacarídica 23-valente resulta em melhor resposta imunológica a esta última. Assim, o CRIE indica, para crianças de risco de dois até cinco anos de idade, aplicação de ambas as vacinas, com o seguinte esquema: crianças que fizeram anteriormente o esquema de vacinação com a vacina conjugada devem ser vacinadas com a 23-valente pelo menos 6 a 8 semanas após a última dose de 10 ou 13-valente e uma segunda dose 5 anos após a primeira. As crianças desta faixa etária com esquema incompleto ou sem vacinação com vacina conjugada devem ser vacinadas com duas doses de vacina conjugada, com intervalo de oito semanas entre elas, uma dose de 23-valente oito semanas após última dose de vacina conjugada e um reforço com 23-valente cinco anos após. Segundo as normas do CRIE, a revacinação com a vacina 23-valente é indicada uma única vez. 
Para pessoas a partir de 60 anos como rotina e adolescentes e adultos de qualquer idade com doenças crônicas, recomenda-se esquema combinado com as vacinas 13 e 23 valente, inicinado-se com uma dose da vacina 13 valente, seguida por uma dose da vacina 23 valente dois meses após e, cinco anos depois, outra dose de vacina pneumocócica 23 valente.
Vacinas contra o Haemophilus influenzae do tipo b
As clínicas da rede privada dispõem da vacina contra o Haemophilus b combinada com vacinas contra outras doenças (vacinas “Tetra”, “Penta” e “Hexa”) e também na formulação isolada.
Esta vacina faz parte do Calendário Básico do Programa Nacional de Imunizações, compondo a vacina combinada Penta dos Postos de Saúde.
Está também disponível nos CRIEs, com apresentação simples, isolada, com indicação restrita a situações especiais: adultos com mais de 19 anos imunodeprimidos e transplantados. Nos menores de 19 anos e não vacinados, nas seguintes situações: imunodeprimidos, pacientes com ausência ou não funcionamento do baço, diabéticos, doentes renais, pulmonares e cardíacos crônicos, algumas doenças genéticas, asmáticos moderados a graves,algumas outras doenças crônicas.