Estas informações não representam um substituto para consulta médica. antes de iniciar a vacinação, você deve seguir a orientação de seu médico de confiança.

Vacina - Meningocócica C Conjugada

Indicação: Proteção contra as meningites causadas pelos meningococo tipo C.

Quem pode se vacinar: Crianças a partir de 2 meses, adolescentes, adultos e idosos. É a vacina utilizada no programa público de vacinação infantil. As sociedades brasileiras de Pediatria e Imunizações recomendam que, na impossibilidade deuso da vacina meningocócica ACWY, a vacina meningocócica C seja aplicada no esquema primário doprimeiro ano de vida.

Contraindicações:  alergia grave a um dos componentes da vacina.

Esquema de doses:
Crianças de 2 meses a 6 meses de idade: primeira dose o mais precocemente possível a partir de 2 meses de vida, a segunda dose 2 meses após a primeira. Pode ser utilizada nos reforços de 12-15 meses e dos 5 e 11 anos de idade, na impossibilidade de utilização da vacina meningocócica ACWY. Reforços posteriores deverão ser avaliados por médicos, em situações de risco.
Obs: quando a vacinação é iniciada fora da faixa etária dos seis primeiros meses de vida, o esquema de vacinação pode sofrer alterações.

Reações Adversas: Dor, vermelhidão, enduração locais. Podem ocorrer  febre e irritabilidade.

Apresentações:

Vacina para Meningite C Conjugada com Toxóide Diftérico - Meningitec (Pfizer)
Vacina para Meningite C Conjugada com Toxóide Diftérico - Menjugate (Novartis)

Vacina - HPV

Atualmente existem duas vacinas diferentes contra o HPV. Cabe ao médico decidir qual vacina será recomendada.

Indicações: Protege contra as doenças causadas pelo papiloma vírus humano (HPV). Alguns tipos de HPV estão envolvidos no surgimento das verrugas genitais (ou condilomas) e outros tipos relacionam-se ao desenvolvimento de câncer genital (colo de útero, vulva, vagina, pênis, ânus). Virtualmente todo câncer de colo de útero é causado por infecção pelo HPV.

Quem pode se vacinar: Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: uma contendo os HPVs dos tipos 6, 11, 16, 18, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos e para meninos e homens de 9 a 26 anos de idade, e outra, contendo os HPVs dos tipos 16 e 18, licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade. A vacinação de indivíduos previamente infectados e pessoas fora das faixas etárias de licenciamento é considerada segura e eficaz, ficando a critério médico o uso off label nesses casos.

Contraindicações: Hipersensibilidade aos componentes da vacina (anafilaxia), e gestação (pois não existem estudos de segurança).

Esquema de doses: 3 doses, sendo a segunda um ou dois meses após a primeira  e a terceira seis meses após a primeira. A vacina HPV deve ser iniciada o mais precocemente possível, a partir de 9 anos de idade. O PNI adotou esquema de vacinação alternativo (duas doses, 0-6 meses) para menores de 13 anos.

Reações Adversas: geralmente locais (dor, vermelhidão, inchaço, prurido). Reação sistêmica (febre) também é rara.

Via de aplicação: Intramuscular.

Vacina - Raiva

Indicações: Imunização contra a raiva em humanos, na profilaxia pré-exposição (vacinação preventiva) e na profilaxia pós-exposição (vacinação curativa).
É NECESSÁRIA ORIENTAÇÃO MÉDICA DO ESQUEMA DE VACINAÇÃO QUE SERÁ FEITO, ASSIM COMO ACOMPANHAMENTO PELO MÉDICO ASSISTENTE.

Quem pode se vacinar: Todo e qualquer indivíduo em risco de contrair raiva, independentemente da idade, uma vez que é doença de altíssima letalidade e contra a qual não existe tratamento específico.

Contraindicações: Em virtude da evolução fatal da infecção pelo vírus rábico, a profilaxia pós-exposição não apresenta contra-indicação. Em caso de vacinação preventiva (profilaxia pré-exposição), as contra-indicações são as gerais de todas as vacinas.

Esquema de doses: Deve ser definido e controlado por médico, de acordo com as orientações do Ministerio da Saúde. A dose da vacina para crianças é a mesma do adulto.

Reações Adversas: Em geral, de intensidade leve e tendem desaparecer espontaneamente em 48 horas. A ocorrência de anafilaxia é rara.

Via de aplicação: Intramuscular ou subcutânea.

Vacina - Febre Tifoide

Indicações: Proteção contra infecção pela Salmonella Typhi, causadora da febre tifoide. Indicada para pessoas que se dirigem para regiões onde a doença ocorre endemicamente ou em surtos.
É NECESSÁRIA ORIENTAÇÃO MÉDICA PARA AVALIAÇÃO DA NECESSIDADE DA VACINAÇÃO.

Quem pode se vacinar: Crianças acima de 2 anos de idade e adultos.

Contraindicações: Hipersensibilidade a algum componente da vacina (anafilaxia).

Esquema de doses: Dose única e, caso o indivíduo permaneça em risco ou volte a se expor ao risco, deve ser feita a revacinação a cada 3 anos.

Reações Adversas: Locais, de intensidade leve e tendem desaparecer espontaneamente em até 48 horas. A ocorrência reações sistêmicas e de anafilaxia é rara.

Via de aplicação: Intramuscular ou subcutânea.

Vacina - Rotavírus

Indicações: Imunização contra infecções gastrintestinais causadas pelo rotavírus.
EXISTEM DUAS VACINAS DIFERENTES CONTRA O ROTAVÍRUS, COM ESQUEMAS VACINAIS DIFERENTES. A ESCOLHA ENTRE AS VACINAS É PRERROGATIVA MÉDICA.

Quem pode ser vacinar: Bebês a partir de 6 semanas de vida, SENDO QUE A PRIMEIRA DOSE PODE SER FEITA NO MÁXIMO ATÉ 14 SEMANAS DE VIDA.

Contraindicações: Imunodeficiência congênita ou adquirida; uso de imunossupressores (quimioterapia, radioterapia); reação alérgica grave a um dos componentes da vacina; doença gastrintestinal crônica; malformação congênita do trato digestivo; história prévia de invaginação (intussuscepção) intestinal, quadro febril agudo moderado a grave.

Esquema de doses:
Vacina monovalente: duas doses, a primeira a partir de 6 semanas e antes de 14 semanas de vida. O intervalo entre as doses é de 2 meses, aceitando-se um mínimo de 4 semanas. A segunda dose não deve ser aplicada após 7 MESES E 29 DIAS DE VIDA.
Vacina pentavalente: três doses, a primeira entre 6 e 12 semanas (no máximo até 14 semanas de vida), a segunda com intervalo mínimo de 4 semanas da primeira dose (entre 10 e 22 semanas) e a terceira no máximo até  32 semanas, com intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses. Caso a primeira dose não tenha sido aplicada até 14 semanas de vida, a vacinação não poderá mais ocorrer. A terceira dose não deve ser aplicada após 32 semanas de vida.

Reações Adversas: sintomas gastrointestinais leves.

Via de aplicação: Ambas as vacinas têm aplicação oral e não há necessidade de jejum antes ou depois da aplicação. Em casos de vômitos e regurgitação, não há necessidade de repetir a dose.

Vacina - Febre Amarela

Indicações: Prevenção da febre amarela nas seguintes situações:

  • Para residentes de áreas endêmicas, como rotina;
  • Durante epidemias;
  • Para viajantes que se dirigem para áreas endêmicas.

Quem pode ser vacinar:

  • Rotina para crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos em áreas endêmicas. Para controle de surto ou situação de alto risco, a vacinação de crianças com idade entre 6 e 8 meses pode ser considerada pelo médico;
  • Para viajantes que se dirigem para áreas endêmicas, a partir de 9 meses de idade;
  • Há precauções especiais para a administração em indivíduos de 60 anos de idade ou mais (aumento de incidência de eventos adversos severos indesejáveis).

Contraindicações: Mulheres amamentando até que seus bebês completem 6 meses de vida, imunodeprimidos, gestantes, indivíduos com reação de hipersensibilidade ao ovo, proteína de galinha, a qualquer componente da vacina ou hipersensibilidade grave (anafilaxia) após dose anterior de vacina contra a febre amarela.

Esquema de doses: 

  1. Onde a vacinação é rotina, a primeira dose deve ser feita aos 9 meses, com reforço aos 4 anos de idade.
  2. Onde não é rotina, para aqueles que não foram vacinados antes de 4 anos de idade, que vivem ou se dirigem para as áreas endêmicas, devem ser feitas 2 doses com intervalo de 10 anos.

Eventos Adversos: Podem ocorrer em cerca de 2% dos vacinados. Na maioria dos casos são reações locais, podendo também ocorrer dor de cabeça e mal-estar.

Via de aplicação: Intramuscular ou subcutânea.

CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO E PROFILAXIA (CIVP)
Para obter o CIVP, o indivíduo deverá ser vacinado no mínimo 10 dias antes de sua viagem para estar protegido contra a febre amarela.. A OMS alterou sua recomendação em 2013: basta comprovar pelo CIVP uma dose aplicada na vida.

Veja as unidades Vaccini que emitem o CIVP.

Imunoglobulina anti-Rh

A Imunoglobulina anti-Rh não é uma vacina, é um anticorpo "pronto" que neutraliza o fator Rh de células vermelhas do sangue (as hemácias). Tem indicações específicas para mulheres cujo fator sanguíneo é RH-negativo e que gestam bebê cujo fator é RH-positivo. Está indicada também para pessoas Rh-negativas que receberam inadvertidamente transfusão de sangue Rh-positivo.

Leia mais informações sobre o produto e suas indicações em Perguntas & Respostas.

Palivizumabe (Synagis)

O palivizumabe não é uma vacina, não estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos, mas oferece anticorpo pronto para neutralizar a ação do vírus sincicial respiratório (VSR) e inibir sua proliferação no organismo. Por essa razão é classificado como imunoglobulina ou anticorpo monoclonal específico contra o VSR. Está incluindo aqui porque é a única forma disponível, hoje, para a prevenção de quadros graves de infecções respiratórias em lactentes, como as pneumonias e, principalmente, a bronquiolite.

Leia mais informações sobre o produto e suas indicações em Perguntas & Respostas.