Um novo estudo apresentado nos Estados Unidos mostrou que a imunização é capaz de proteger quem já foi infectado anteriormente

Além de ser eficaz para proteger 83% das mulheres contra novas infecções, a vacina também impede que 58% das mulheres que tiveram HPV sejam novamente infectadas (Jeffrey Hamilton/Thinkstock/VEJA)

Uma pesquisa apresentada na última terça-feira no encontro da Associação Americana de Pesquisa sobre o Câncer indica que a eficácia da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) pode ser estendida mesmo a mulheres que já foram infectadas pela doença no passado. Essa é uma boa notícia para quem já teve o vírus e não recebia a indicação médica para tomar a vacina, por falta de evidências da proteção para esse grupo. Atualmente, a vacina é dirigida a adolescentes que ainda não iniciaram a vida sexual.

Nesse estudo, os cientistas liderados pelo Instituto Nacional do Câncer americano (NCI, na sigla em inglês) acompanharam por quatro anos 4 186 mulheres entre 18 e 25 anos que receberam ou a vacina que protege contra dois subtipos do HPV ou uma vacina controle. Os resultados mostraram que, além de ser eficaz para proteger 83% das mulheres contra as infecções, a vacina também impede que 58% das mulheres que tiveram HPV sejam novamente infectadas. O HPV é uma infecção local que pode atingir, separadamente, a cervical, o ânus e a boca e, ocasionalmente, pode levar ao desenvolvimento de câncer.

"Mesmo que a vacina contra o HPV não ajude a combater infecções correntes, observamos que ela pode proteger mesmo mulheres expostas ao vírus contra infecções futuras", afirma Daniel Beachler, pesquisador do NCI e um dos autores do estudo.

Nos Estados Unidos, mulheres até 26 anos também têm o direiro de receber as doses da vacina. A explicação é que, como até essa idade elas provavelmente não tiveram contato com todos os tipos de vírus, a vacina pode ser eficaz. O novo estudo traz mais evidências de que mulheres ainda mais velhas podem receber as doses e se beneficiar da proteção da vacina.

Resistência

Como até o momento os estudos mostravam que a vacina contra o HPV tinha eficácia reduzida em quem iniciou a vida sexual, as campanhas em todo o mundo são dirigidas a adolescentes. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) imuniza gratuitamente meninas entre 9 e 13 anos. Nos Estados Unidos, a recomendação de rotina é que jovens entre 11 e 12 anos sejam vacinados.

Esse foco, contudo, tornou a vacina alvo da resistência dos pais. Entre as razões, está a ideia de que o imunizante leve as adolescentes a adotar comportamentos sexuais precoces ou arriscados ou elevar as taxas de doenças sexualmente transmissíveis. No Brasil, a adesão à vacina foi muito baixa. Nos Estados Unidos, alguns Estados se opuseram a implementar um programa de vacinação obrigatória.

Fonte disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/vacina-contra-o-hpv-pode-ser-efetiva-mesmo-em-mulheres-que-ja-contrairam-o-virus-diz-estudo

Participe da Campanha de Vacinação 2015 

UNISAÚDE/MS está oferecendo gratuitamente as vacinas contra o HPV para seus beneficiários entre 9 e 25 anos. Para o sexo feminino, a vacina ofertada é a bivalente (cervarix). Já para o sexo masculino, a vacina ofertada é a quadrivalente (gardasil).

Unidades fixas de vacinação durante a Campanha: 

VACCINI   |  CAMPO GRANDE-MS
Rua Dr° Eduardo Machado Metello,  n° 445, Bairro Chácara Cachoeira
Telefones: (67) 3043-1327 / 3211-4234
Atendimento: Segunda a Sexta-feira -  08h00 às 18h00 e Sábado - 08h00 às 13h00 
 
VACCINI   |  TRÊS LAGOAS - MS
Endereço: Rua Bruno Garcia, nº 1320, salas 3 e 5 - Bairro Colinos
Telefone: (67) 3522-1677
Horário de Funcionamento: Segunda-feira à Sexta-feira (8h00 às 11h00 e 13h00 às 18h00) e Sábado (08h00 às 12h00)