1. Para que serve a imunoglobulina anti-Rh?
É um anticorpo pronto usado para a prevenção da eritroblastose fetal (ou doença hemolítica do recém-nascido) em gestantes do grupo sanguíneo Rh-negativo e em caso de transfusão sanguínea com sangue incompatível em pessoas do grupo sanguíneo Rh-negativo.
2. O que é eritroblastose fetal?
Uma mulher cujo tipo de sangue é Rh-negativo e que está grávida de um feto Rh-positivo, diante do contato com o sangue do seu feto, pode produzir anticorpos contra as células vermelhas (hemácias) de seu filho, transferindo a ele, pela placenta, esses agentes de combate ao “inimigo” (as próprias hemácias de seu bebê!). Quando isso ocorre durante a primeira gestação, o bebê pode não ser afetado. Porém, em uma segunda gestação nas mesmas condições, os anticorpos maternos anti-Rh (que foram fabricados na primeira gestação) podem destruir as células vermelhas (hemólise) do sangue fetal, causando sérias complicações que colocam em risco a vida dentro do útero e após o nascimento. No bebê, a doença hemolítica causada pelos anticorpos maternos é chamada eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido, que pode variar de leve à grave.
3. Quais os sintomas da eritroblastose fetal?
Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, icterícia intensa, anemia grave e morte durante a gestação ou após o parto.
4. O que é transfusão incompatível?
A transfusão incompatível ocorre quando uma pessoa recebe sangue ou concentrado de hemácias diferente do dela. Pode estar relacionada ao sistema ABO ou ao fator Rh. Assim, é incompatível, por exemplo, se uma pessoa que tem sangue tipo A recebe transfusão de sangue tipo B, ou se tem sangue Rh-negativo e recebe sangue Rh-positivo.
Nestas situações, o sistema imune entende que o sangue recebido é “estranho” e começa a produzir anticorpos que destroem as hemácias do sangue ou de derivados do sangue que foram transfundidos, o que pode acarretar sérias consequências.
No caso específico do grupo Rh, quando uma pessoa é Rh-negativa, significa que ela não possui o fator Rh em suas hemácias. Assim, ao ter contato com sangue Rh-positivo (por transfusão incompatível), seu sistema imune reconhecerá as hemácias transfundidas como estranhas e tentará destruí-las por meio da produção de anticorpos específicos contra o fator Rh.
Na maioria das vezes, em um primeiro contato, as hemácias Rh-positivas não serão totalmente destruídas e geralmente nenhum sinal ou sintoma será observado, mas quando a mesma pessoa Rh-negativa entra novamente em contato com sangue Rh-positivo, a memória imunológica permitirá a produção rápida de anticorpos que destruirão rapidamente as hemácias estranhas.
5. Quem deve usar a imunoglobulina anti-Rh?
a) Deve ser usada em gestantes Rh-negativas nas situações em haja qualquer risco de “mistura” do sangue materno com sangue Rh positivo do feto:
  • se o feto é provavelmente Rh positivo pelo fato de o pai ser Rh-positivo;
  • se está na segunda gestação e o primeiro filho é Rh-positivo;
  • se perdeu um bebê Rh-positivo (aborto/ameaça de aborto);
  • se a gestação (mesmo que primeira) tem complicações graves, como gravidez ectópica ou mola hidatiforme, e cujo pai é Rh-positivo;
  • se houve alguma situação, durante a gestação, em que existiu risco para transferência de sangue do feto para a gestante, como hemorragia transplacentária, sangramento vaginal durante a gravidez;
  • se foram realizados procedimentos como amniocentese, biópsia coriônica, versão obstétrica externa;
  • se houve algum trauma abdominal.
b) Também está indicada para pessoas Rh-negativas que inadvertidamente receberam transfusão de sangue Rh-positivo ou outros produtos contendo hemácias de sangue Rh-positivo (transfusão incompatível).
6. Como funciona a imunoglobulina anti-Rh?
Com o uso da imunoglobulina anti-Rh, ao entrar em contato com sangue Rh-positivo, a pessoa Rh-negativa não terá tempo para desencadear uma resposta imunológica e produzir anticorpos contra as hemácias recebidas, pois os anticorpos administrados neutralizarão estas hemácias Rh-positivas e estranhas. Para isso, o tratamento com a imunoglobulina deve ser feito em momento oportuno, antes ou logo após o primeiro contato com sangue Rh-positivo, de modo que o o sistema imune não seja estimulado a produzir seus próprios anticorpos e memória imunológica contra o fator Rh.
7. Já que é obtida de sangue humano, existe algum risco de doença com o uso da Imunoglobulina anti-Rh?
O produto é fabricado a partir do plasma de sangue humano. Muitas medidas são tomadas para garantir a qualidade do produto, mas uma remota possibilidade de transmitir infecções não pode ser totalmente excluída.
8. Como posso tomar a Imunoglobulina anti-Rh?
Este imunobiológico só pode ser administrado com prescrição médica, a partir do acompanhamento da gestante ou do paciente que necessite de transfusão de sangue ou produtos contendo hemácias.
As indicações são muito precisas, assim como o momento em que tem que ser administrada.

Saiba mais sobre "Imunoglobulina anti-Rh".

1. Qual a vantagem da vacina conter as duas linhagens de vírus B?
Desde o ano 2000 vem sendo registrada a cocirculação das duas linhagens de vírus influenza B (Victoria e Yamagata). Em cerca de metade das vezes, a linhagem B contida na vacina trivalente não é coincidente com a que predomina numa temporada, o que limita a capacidade preventiva da imunização. Portanto, a inserção das duas linhagens de vírus B na composição da vacina aumenta de forma considerável sua efetividade.
2. Qual a formulação definida pela Organização Mundial de Saúde para o Hemisfério Sul?
VACINA TRIVALENTE
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus A/California/7/2009 (H1N1).
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2).
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus B/Brisbane/60/2008.
VACINA QUADRIVALENTE
  • As três cepas contidas na vacina trivalente. 
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus B/Phuket/3073/2013.
Todas as cepas são cultivadas em ovo, portanto, contêm pequena quantidade de ovoalbumina. A vacina em apresentação monodose NÃO contém adjuvantes ou mercúrio (timerosal ou tiomersal).
3. Há algum grupo prioritário para receber a vacina quadrivalente?
As indicações são as mesmas da vacina trivalente. É importante destacar que pessoas que integram os grupos de maior risco para as complicações e óbitos por influenza, na impossibilidade de arcar com o custo de aplicação da vacina quadrivalente, não devem deixar de se vacinar na campanha nacional de vacinação contra a gripe, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde.
4. Qual o perfil de segurança e eficácia das vacinas quadrivalentes?
Os estudos de licenciamento das vacinas quadrivalentes não demonstraram maior incidência de eventos adversos, tanto locais quanto sistêmicos, na comparação com as vacinas trivalentes. O licenciamento foi obtido com base em estudos de imunogenicidade e de segurança. Pela maior abrangência e cobertura que oferecem, espera-se uma maior efetividade.
5. As vacinas quadrivalentes podem ser aplicadas durante a gestação?
Sim, gestantes constituem grupo prioritário para a vacinação, por conta do maior risco de desenvolver complicações decorrentes do adoecimento e também pela transferência de anticorpos ao bebê, o que vai protegê-lo nos primeiros meses de vida.
6. Crianças que receberam duas doses da vacina trivalente em anos anteriores, este ano deverão receber duas doses da quadrivalente?
Não é necessário. Vale a regra: crianças que receberam duas doses na primeira vacinação devem receber somente uma dose em anos posteriores.
7. Crianças que vão receber pela primeira vez a vacina influenza podem receber uma dose da trivalente e a segunda da quadrivalente?
Não há estudos referentes a esse tipo de intercâmbio, porém, não há plausibilidade biológica para supor algum problema com este esquema.
8. Em uma mesma temporada, é possível receber uma dose da vacina trivalente e outra da quadrivalente para ampliar a proteção?
Sim. Mesmo em relação às crianças, embora não haja estudos com aplicação de três doses de vacina influenza numa mesma temporada, não é provável haver problemas relacionados à segurança deste esquema.
9. Crianças que necessitam de mais de uma dose podem receber vacinas quadrivalentes de fabricantes diferentes?
Sempre que possível deve-se manter o esquema com a mesma vacina. Na falta do produto ou quando não há informação sobre a vacina aplicada na primeira dose, deve-se optar por uma vacina influenza (tri ou quadrivalente) de qualquer produtor, desde que seja licenciada pela Anvisa.
10. Existe um intervalo mínimo entre as vacinas tri e quadrivalente?
O intervalo ideal é de quatro semanas, podendo-se chegar ao intervalo mínimo de três semanas.
11. A vacina quadrivalente pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas?
Sim, da mesma forma que a trivalente.
12. A quadrivalente pode ser aplicada em imunodeprimidos e pessoas com comorbidades?
Por ser uma vacina inativada, como a trivalente, não há restrições de uso em populações imunocomprometidas – um dos grupos prioritários para a vacinação. Como as pessoas nessa condição tendem a produzir menos anticorpos, é importante que aqueles com quem convive também sejam vacinados (estratégia “cocoon”).
13. Qual a via de administração?
As vacinas tri e quadrivalentes devem ser administradas por via intramuscular.
14. Quais as contraindicações?
São as mesmas das vacinas trivalentes: alergia grave (anafilaxia) ao ovo ou a dose anterior da vacina. Lembre-se que a vacinação deve ser adiada em pacientes com febre ou infecção aguda moderada a grave.
15. Qual das vacinas é mais recomendada?
A Vaccini segue a recomendação da SBIm que orienta para o uso preferencial das vacinas quadrivalentes, pelo seu maior espectro de proteção. Porém, na indisponibilidade do produto, não se deve abrir mão da vacina trivalente, especialmente em grupos de maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, observando a recomendação de vacinação universal.
16. Quais são os eventos adversos possíveis?
Embora pouco frequentes, os mais comuns ocorrem no local de aplicação: eritema, edema localizado, dor, equimoses e enduração. Reações sistêmicas são incomuns, mas podem ocorrer: febre, mal-estar, calafrios, fadiga, cefaleia, sudorese, mialgia e artralgia. Estas reações normalmente desaparecem espontaneamente em um ou dois dias.
17. Qual é o esquema de doses?
Crianças com idade entre 6 meses e 8 anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas anteriormente, devem receber duas doses, com intervalo de um mês; nos anos subsequentes, a indicação é de apenas uma dose anual. Crianças a partir de 9 anos de idade e adultos: uma dose anual.
18. Qual a duração da proteção?
A imunidade é geralmente obtida em duas a três semanas após a vacinação e dura de seis a doze meses.
19. É contraindicada a ingestão de bebida alcoólica após a vacinação?
Não há esse tipo de contraindicação.

Gripe - Informações gerais.

Fonte: Dra. Isabella Ballalai – CRM-RJ 52-48039/5

1 - Como é a Hepatite B?
É uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus (VHB), que pode provocar graves danos ao fígado, levando inclusive ao câncer do fígado e à cirrose.
2 - Quais os sintomas da Hepatite B?
Os sintomas mais comuns são inespecíficos, semelhantes ao de outras viroses, como uma gripe. Podem ocorrer cansaço, febre discreta, dores musculares e nas articulações, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal e diarréia. Algumas pessoas desenvolvem icterícia (olhos e pele amarelados), urina escura, fezes esbranquiçadas e coceira na pele.
3 - A Hepatite B é doença grave?
Ainda que muitas vezes se comporte como uma doença branda e que evolui para a cura, é possível que uma pessoa morra pela doença ou por suas conseqüências. No Brasil, a Hepatite B mata quatro vezes mais que a AIDS. Pode destruir o fígado, evoluir para hepatite crônica e causar cirrose ou câncer (provoca um número maior de casos de cirrose hepática do que a ingestão de bebidas alcoólicas). Muitas vezes a pessoa não sabe que teve Hepatite B que evoluiu para a forma crônica e continua transmitindo a doença.
4 - O que é hepatite neonatal? É grave?
Muitas mães que são portadoras do vírus da Hepatite B não sabem disso e podem infectar os seus filhos no momento do parto. Cerca de 90% dos recém-nascidos contaminados tornam-se portadores crônicos, seu sistema imunológico não consegue vencer a doença, podendo assim transmiti-la durante a vida. Uma entre cada quatro crianças que contraem Hepatite B de suas mães vai desenvolver câncer hepático ou cirrose.
5 - Como é uma doença relacionada à prática sexual, as crianças têm menos risco de contrair Hepatite B?
Como as crianças estão mais sujeitas a quedas e ferimentos, apresentam grande risco de contágio pelo sangue. O maior e mais íntimo contato em creches e escolas, a troca de chupetas, escovas de dentes e mordidas aumentam muito o risco de transmissão do vírus.
6 – O beijo pode transmitir Hepatite B?
Pode, pois o vírus se transmite também por secreções,como a saliva
7 - Como se previne contra a Hepatite B?
A vacinação como a melhor e mais eficaz forma de prevenir a doença.
8 - Como proteger os recém-nascidos da Hepatite B?
Mesmo que as mães estejam vacinadas, a Organização Mundial de Saúde para todos os países do mundo recomenda que os recém-nascidos sejam vacinados nas primeiras doze horas de vida. Os anticorpos que passam da mãe para o bebê são eliminados em alguns meses; é preciso que a criança desenvolva seus próprios anticorpos e isso só ocorrerá adequadamente após completar todo o esquema da vacinação.
9 - Crianças, adolescentes e adultos também devem ser vacinados caso não tenham sido vacinados quando bebês?
Sim. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença, ou que não foram vacinadas durante o 1º ano de vida, devem ser vacinadas.
10 - Quem pode pegar hepatite B?
O vírus da Hepatite B pode contaminar qualquer pessoa, sexualmente ativa ou não. Qualquer situação em que haja sangramento, relações sexuais e os beijos na boca aumentam ainda mais essa possibilidade. Pessoas em contato com sangue e líquidos corporais contaminados, bem como a manipulação e tratamento dentário também apresentam maior possibilidade de contrair a hepatite B. O vírus é cem vezes mais contagioso que o vírus HIV
11 - Porque devemos vacinar os adolescentes?
Para que eles já estejam imunizados quando entrarem na faixa etária de maior risco, que é a fase adulta. Isso ajuda a diminuir a propagação da doença e garante maior proteção ao indivíduo.
12 – A vacina contra a Hepatite B está disponível nos Postos de Saúde?
Sim, a vacina está disponível para todas as pessoas, do nascimento até os 19 anos. Maiores dessa idade devem procurar os serviços privados de vacinação.
1 - Qual a importância da infecção por vírus sincicial respiratório (VSR)?
As infecções respiratórias agudas são importante causa de doença e mortalidade em pediatria em todo o mundo e o VSR está entre os agentes mais frequentemente identificados nestas infecções. Ele penetra no organismo humano através dos olhos, do nariz e da boca, atingindo o sistema respiratório e causando inflamação dos pulmões, brônquios e bronquíolos.
Em bebês e em crianças pequenas, ele pode causar pneumonia, bronquiolite e traqueobronquite. O risco de doença grave é alto em crianças nascidas prematuras, com doença pulmonar crônica de prematuridade e doenças cardíacas, pois elas apresentam fatores de risco como: bronquíolos de menor diâmetro, sistema imunológico menos desenvolvido ou menor quantidade de anticorpos recebidos por meio da placenta.
Em adultos, o VSR provoca um quadro que se assemelha a um resfriado.
2 - Qual o risco de infecção por VSR no Brasil?
A prevalência do VSR no Brasil, nas infecções respiratórias em crianças menores de 1 ano de idade, é superior a 50% dos casos. A infecção está associada a mais de 65% das internações de bebês nascidos prematuros.
3 - O bebê cria imunidade depois de ter tido a doença?
Não. Ao contrário do que acontece com outras doenças, como o sarampo e a catapora, por exemplo, o organismo não cria imunidade ao VSR após o primeiro contato. Quando um bebê desenvolve bronquiolite é possível que apresente episódios recorrentes pelo VSR, pois seu sistema imune não consegue produzir anticorpos que o protejam de infecções futuras.
4 - Como é realizado o diagnóstico de infecção pelo VSR?
O diagnóstico só pode ser comprovado por exames laboratoriais. Como o quadro clínico inicial é semelhante ao quadro de um resfriado ou uma gripe, é preciso estar atento ao surgimento de dificuldade respiratória e procurar atendimento médico quando esse sintoma ocorrer.
5 - Quando há maior risco de contrair a infecção?
Nos países onde as estações do ano são bem definidas, como os Estados Unidos, o vírus costuma circular durante o outono e o inverno - apesar disso, ele não está vinculado a baixas temperaturas. No Brasil, a maior circulação do VSR começa na região norte, entre o fim de dezembro e o começo de janeiro. No nordeste, o VSR chega por volta de março, coincidindo com o período das chuvas. Mais tarde, ele atinge as regiões sudeste e sul, normalmente entre os meses de junho e agosto.
6 - O que é palivizumabe?
Palivizumabe é um anticorpo monoclonal específico contra o VSR. Não é uma vacina, pois não estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos – é um anticorpo pronto que neutraliza o VSR que circula na corrente sanguínea e inibe sua proliferação.
7 - Para quem está indicado o palivizumabe?
Para pacientes pediátricos com alto risco para doença por VSR. A indicação tem como objetivo prevenir doença grave do trato respiratório inferior em: crianças nascidas prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional); crianças portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou portadoras de cardiopatia congênita em tratamento.
As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam para os bebês nascidos com menos de 29 semanas de gestação no primeiro ano de vida; para aqueles nascidos entre 29 e 32 semanas, até o sexto mês; e para portadores de doenças cardíacas e pulmonares nos dois primeiros anos de vida.
O Ministério da Saúde oferece o produto para crianças nas situações descritas abaixo:
  • prematuras nascidas com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas (até 28 semanas e 6 dias),  no primeiro ano de vida (até completar 11 meses e 29 dias);
  • com idade inferior a 2 anos (até 1 ano 11 meses e 29 dias), com cardiopatia congênita, e que permaneçam com repercussão hemodinâmica, com uso de medicamentos específicos;
  • com idade inferior a 2 anos (até 1 ano 11 meses e 29 dias) com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia pulmonar) e que continuem necessitando de tratamento, durante os seis últimos meses anteriores ao cadastramento no sistema do Ministério da Saúde.
8 - Como e quando deve ser administrado o palivizumabe?
Deve ser aplicado por via intramuscular, em doses mensais de 15 mg/kg de peso durante cinco meses, iniciando no período de maior circulação do vírus (conforme característica de cada região do país).

Mais informações sobre o produto.

1 - O que é hepatite C?
A hepatite C é uma doença inflamatória do fígado, causada por um vírus denominado VHC (vírus da hepatite C).
2 - Como é transmitida a hepatite C?
A transmissão da doença acontece quando o sangue contaminado pelo vírus da hepatite C (VHC) penetra na corrente sanguínea de um indivíduo sadio.
3 - Existe vacina para hepatite C?
Não. Ainda não existe vacina para a hepatite C.
1 - Existe idade em que há mais risco de contrair a Hepatite A?
Pessoas em qualquer faixa etária estão sujeitas a contrair Hepatite A: recém-nascidos, crianças (principalmente em idade escolar), adolescentes e adultos.
2 - A Hepatite A é uma doença grave?
Como muitas doenças VIRAIS, a Hepatite A pode causar prejuízos a saúde ou mesmo a morte. A Hepatite A ocorre normalmente sem gravidade, mas a forma fulminante é a complicação mais temida da Hepatite A, que felizmente ocorre ocasionalmente.
3 - Quais os sintomas da Hepatite A?
Os sintomas variam desde uma infecção silenciosa ou subclínica, até uma hepatite clínica, com ou sem icterícia (olhos e peles amarelados). Os sintomas iniciais podem ser: cansaço, debilidade muscular, perda de apetite, diarréia e vômito ou sintomas parecidos com os de uma virose qualquer (dor de cabeça, calafrios e febre). Os sintomas mais significativos são a icterícia, as fezes claras e urina escura, mas não ocorrem em todos os pacientes. Diferentemente dos adultos, em crianças os sinais e sintomas são mais atípicos.
4 - Qual a incubação e a duração da doença?
A incubação costuma durar de 15 a 50 dias. A duração da Hepatite A varia. Durante o período ativo da doença, o paciente deve permanecer afastado por dias de suas atividades (escola ou trabalho). A recuperação completa geralmente leva de seis meses a um ano. No entanto, é preciso lembrar que complicações sérias e às vezes fatais podem ocorrer em um número reduzido de pacientes com Hepatite A.
5 - Como se previne contra Hepatite A?
Recomenda-se o consumo somente de água potável fervida ou água mineral industrializada, limpar bem verduras e frutas com água limpa, evitar o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, lavar bem as mãos antes de comer e após utilizar o banheiro. Mas essas medidas podem não ser suficientes e atualmente existe consenso de que a melhor e mais eficiente forma de evitar a hepatite A é através da vacinação.
6 - A vacina contra Hepatite A está disponível nos Postos de Saúde?
Sim, para crianças entre 12 meses e 23 meses e 29 dias -dose única.
7 - Quanto tempo dura a proteção conferida pela vacina contra Hepatite A?
A vacina contra a Hepatite A é segura e eficaz e oferece proteção por, pelo menos, 25 anos.
8 - Quem se vacina contra a Hepatite B também está protegido contra Hepatite A?
Não. As Hepatites A e B são doenças diferentes, causadas por vírus diferentes e um tipo de vacinação não substitui o outro.
9 - Qual a idade para começar a vacinação contra Hepatite A?
A vacinação deve ocorrer a partir de 12 meses de idade.
10 - Caso não saiba se já fui vacinado ou se já tive Hepatite A posso me vacinar mesmo assim?
Pode. Caso alguém já tenha contraído a Hepatite A, a vacina não provocará nenhum evento adverso adicional.
11 - Qual o risco de contrair Hepatite A?
Qualquer pessoa não vacinada está exposta ao vírus da Hepatite A, sendo o risco ainda maior em habitantes de países em desenvolvimento, onde as condições de saneamento podem ser precárias.