• Curso de Gestantes
  • Cocoon: quem ama, protege
  • HPV: proteção também para homens
  • CBMEVi
  • Viva prevenido
  • Vacinação global

legenda-menu1legenda-menu2legenda-menu3

Perguntas e respostas

Doença Pneumocócica

Criança sendo vacinada1 - O que são doenças pneumocócicas?
São aquelas causadas pela bactéria Streptococus pneumoniae (pneumococo) e incluem: meningite, pneumonia, bacteremia e sepse (infecção na corrente sanguínea), sinusite e otite média (infecção do ouvido).

2 - Todas são graves?
O pneumococo é uma causa muito importante de doenças graves em crianças em todo o mundo, principalmente a sepse, a meningite e a pneumonia. Além disso, é a causa mais freqüente de sinusite e otite média aguda (OMA). Doenças pneumocócicas matam quase 1 milhão de crianças por ano no mundo, 90% delas nos países em desenvolvimento.No Brasil, a mortalidade por pneumonia quase sempre é devida ao pneumococo, isto é, o pneumococo é a principal causa de morte por pneumonia, principalmente em crianças pequenas.

3 - Todas as pneumonias e otites são causadas pelo pneumococo?
Não, outros agentes podem causar, mas o pneumococo é oprincipal. No Brasil estima-se que 40% das internações por pneumonia sãocausadas por pneumococo.

4 - Quem tem mais risco de contrair a doença?
A população de maior risco para doença pneumocócica grave está entre indivíduos com menos de cinco ou mais de 65 anos. Existem outros grupos de risco para doença pneumocócica como crianças com anemia falciforme, pacientes que não têm o baço e pacientes HIV positivos.Estima-se que o pneumococo seja responsável por 17% a 28% das pneumonias adquiridas na comunidade entre as crianças e por 15% a 35% das otites médias agudas. É mais freqüente nas crianças abaixo de 1 ano, mas também é importante causa de doença nos idosos.Condições que interferem na imunidade têm grande importância no risco para infecção pneumocócica. Dessa forma, a incidência de doença pneumocócica é elevada nas imunodeficiências; na infecção pelo HIV; nos diabéticos. Nos pacientes que têm predisposição para pneumonias, como os asmáticos, e nos pacientes com doença pulmonar crônica, o risco também é aumentado.O principal órgão que elimina os pneumococos do sangue é o baço. Assim, pessoas com problemas no baço, como por exemplo pacientes com anemia falciforme e outras doenças do sangue ou que retiraram cirurgicamente o órgão, têm risco aumentado para doença pneumocócica.

5 - Como a doença pneumocócica é transmitida?

A transmissão ocorre de um indivíduo para outro através do contato íntimo, por meio de gotículas de saliva, geralmente associada a aglomerações. Por esta razão, as crianças de creche têm maior risco de adquirir a doença. A transmissão ocorre mais nos meses de inverno e início da primavera. A bactéria pode estar presente na mucosa nasal e na garganta dos indivíduos saudáveis..

6 - Qual é o tratamento?

O tratamento da doença pneumocócica tem se tornado mais difícil pela crescente resistência à penicilina. Além disso, alguns tipos apresentam resistência a múltiplos antimicrobianos. Por isso a importância da prevenção através da vacina.

7 - Quais as vacinas existentes contra os pneumococos?
Atualmente existem dois tipos de vacinas antipneumocócicas disponíveis no mercado: a vacina polissacarídica (Pneumocócica 23-valente) e as vacinas conjugadas (pneumocócica 10-valente, também conhecida por Synflorix e pneumocócica 13-valente, conhecida por Prevenar 13).

8 - Qual a diferença entre essas vacinas?
A vacina Pneumocócica 23-valente não é eficaz para crianças abaixo de 2 anos de idade e pouco eficaz em crianças de outras idades. A resposta imunológica das crianças desta faixa etária a vacinas polissacarídicas não é boa, com baixa produção de anticorpos específicos, queda rápida dos seus níveis e não ocorre fenômeno de memória quando há reexposição. Por outro lado, entre adultos, idosos e pacientes com doença de base, a eficácia é bastante satisfatória para formas graves da doença. A persistência da imunidade não é muito boa e, dependendo da população vacinada e da faixa etária, existe indicação de apenas uma revacinação após cinco anos.As vacinas conjugadas apresentam melhor resposta imune especialmente para as crianças menores de dois anos de idade, estimulando a produção de anticorpos nesta faixa etária, bem como um forte efeito de memória na reexposição. Os tipos de antígenos contidos nestas vacinas são aqueles relacionados com as formas mais graves de doença pneumocócica.

9 - Quem pode se vacinar?
As vacinas antipneumocócicas conjugadas estão indicadas para todas as crianças a partir de dois meses de idade.A vacina antipneumocócica polissacarídica 23-valente está indicada para todas as pessoas com mais de 60.Também há indicação para esta vacina em situações de risco para a doença pneumocócica, a partir de 2 anos de idade, como pacientes diabéticos; com doença pulmonar; doença cardiológica; asplênicos (sem baço); imunodeprimidos; entre outros. No caso de crianças de risco recomenda-se, inclusive, a vacinação com as duas vacinas, conjugada e polissacarídica.

10 - Como saber qual tipo de vacina devo usar?
Para crianças,a vacina escolhida deve ser sempre a pneumocócica conjugada.Crianças maiores de 24 meses, se consideradas de alto risco, como crianças com anemia falciforme, outras doenças do sangue, infecção pelo HIV, doenças crônicas cardíacas ou pulmonares, imunodepressão, doença renal, transplantadas, devem receber os dois tipos de vacina contra os pneumococo.Adolescentes, e adultos portadores de doença crônica devem receber a vacina pneumocócica 23-valente. Maiores de 60 anos a vacina devem receber a vacina antipneumocócica 23-valente.

11 - Qual é o esquema vacinal?
A vacinação pneumocócica deve ser iniciada o mais precocemente possível e está indicada a partir dos 2 meses de idade. Isso porque a doença é mais grave e mais incidente no primeiro ano de vida.O esquema recomendado é de três doses no primeiro ano de vida (a partir dos 2 meses de idade) e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.A vacina anti-pneumocócica 23 valente deve ser aplicada em dose única naquelas situações em que está indicada. A necessidade de reforço 5 anos após deve ser avaliada pelo médico.Uma dose da vacina 13-valente é recomendada para todas as crianças saudáveis entre 24 meses e 5 anos (71 meses) de idade não vacinadas previamente ou com vacinação pneumocócica incompleta. Se crianças nesta faixa etária apresentarem com condições médicas subjacentes que aumentam o risco para a doença pneumocócica ou suas complicações (doença falciforme, infecção pelo HIV ou outra condição de imunocomprometimento, implante coclear, fístula liquórica, entre outras), tendo sido ou não previamente vacinadas com as vacinas 7 ou 10-valente, devem receber duas doses da vacina 13-valente. Isto inclui aqueles que já receberam a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente. A vacina deve ser aplicada pelo menos 8 semanas após a última dose de vacina (conjugada ou da polissacarídica). 

12 - Quais os efeitos adversos das vacinas contra o pneumococo?
Os eventos adversos mais comuns são reações locais, como dor e induração. Não foram observadas reações graves.

13 - Existem contraindicações às vacinas?
As vacinas conjugadas não estão indicadas em adultos ou idosos. São contraindicadas em pessoas com hipersensibilidade a componentes da vacina. Deve ser adiada em vigência de doença aguda moderada ou grave, mas pode ser utilizada em vigência de doença leve do trato respiratório.

14 - As vacinas estão disponíveis nos Postos de saúde?

A vacina 10 valente estará disponível nos postos de saúde em 2010, para crianças até 2 anos de idade. Nos casos de risco para doença pneumocócica, podem ser obtidas através dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais do Ministério da Saúde.

15 – Como fazer em relação a crianças que tenham terminado esquemas de vacinação com as vacinas 7 ou 10 valente mas que desejam proteção mais ampliada?

As crianças até 5 anos (71 meses) de idade que receberam esquema completo com as vacinas 7 ou 10 valente podem tomar uma dose suplementar da vacina 13-valente para ampliar a proteção contra os sorotipos adicionais, desde que se respeite um intervalo mínimo de 2 meses após a última dose da vacina recebida previamente.

16 – Crianças com mais de 5 anos não podem tomar as vacinas conjugadas?

Como a vacina 13-valente só está licenciada até 5 anos de idade, apenas crianças e adolescentes entre 6 anos e 18 anos de idade mas que apresentam doenças subjacentes de maior risco para doença pneumocócica invasiva, tendo completado ou não esquema com vacina 7 ou 10-valente, podem receber uma dose única da vacina 13-valente. Isto inclui aqueles que já receberam a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente. A vacina deve ser dada pelo menos 8 semanas após a última dose da vacina conjugada ou da polissacarídica.

Teste do Pezinho

1 - O que é o Teste do Pezinho
É um exame laboratorial que detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento do bebê.

2 - Como é feito este exame?
Coleta-se o sangue do bebê a partir de um furinho no calcanhar. Este sangue é recolhido em um papel filtro que irá para análise em laboratório.

3 - Por que é feito no calcanhar?
O calcanhar é uma região rica em vasos sanguíneos.

4 - Quando deve ser feito?
Deve ser realizado nos primeiros dias após o nascimento do bebê e após o inicio da amamentação. Antes disso, o teste pode sofrer influência do metabolismo da mãe. O ideal é que o teste seja feito até o sétimo dia de vida.

5 - Por que o exame é importante?
Porque permite que se detectem doenças causadoras de seqüelas irreparáveis no desenvolvimento mental e físico da criança, e que sejam tratadas mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

6 - Existe mais de um tipo de Teste do Pezinho?
Existem diferentes tipos de exames do pezinho. Hoje já existe uma versão ampliada onde é possível identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem.

7 - O que fazer se o exame resultar alterado?
Quando o resultado for suspeito de anormalidade, o teste deve ser repetido para esclarecer o primeiro resultado. Se a anormalidade se repetir, seu pediatra indicará outros exames para confirmação, assim como a conduta adequada de tratamento da doença que foi diagnosticada.

8 - Se o resultado for normal não é preciso mais preocupações?
Um resultado normal, mesmo no teste ampliado, afasta o diagnóstico daquelas doenças incluídas no teste, que são as mais frequentes e importantes. Mas existem algumas outras doenças neurológicas genéticas ou adquiridas que não podem ser detectadas pelo Teste do Pezinho. Somente o acompanhamento de rotina realizado pelo pediatra pode atestar a saúde do bebê.

9 - O teste pode ter erros de resultado?
Como todos os exames laboratoriais, há sempre a possibilidade de erro. Por isso o exame é chamado de “teste de triagem”. Embora seja de alta sensibilidade, podem ocorrer resultados falso-positivos ou falso-negativos, o que reforça a importância do acompanhamento médico do bebê.

Febre Amarela

1 - O que é Febre Amarela?
É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida por mosquito (Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti). Pode se dividida em dois tipos: silvestre e urbana.

2 - Qual a diferença entre febre amarela silvestre e a febre amarela urbana?
Ambas são semelhantes e a principal diferença é em relação ao vetor (transmissor): na forma urbana o mosquito transmissor é o Aedes aegypti e na forma silvestre os mosquitos transmissores são silvestres (Haemagogus, Sabethes). A febre amarela silvestre é uma doença típica de macacos que vivem nas florestas tropicais e equatoriais. O aparecimento de casos humanos da doença é precedido de epizootias (morte de macacos) e só ocorre quando humanos invadem o habitat dos macacos. A febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942, entretanto com a ampla disseminação do mosquito Aedes aegypti no país há risco de reurbanização do vírus da febre amarela.

3 - Como se pode controlar os mosquitos que transmitem a doença silvestre?
A febre amarela que temos hoje no Brasil é a de transmissão silvestre, transmitidas pelos vetores silvestres, mas prevenir esses mosquitos é impossível porque fazem parte da natureza. A reprodução desses mosquitos está mais ligada ao ambiente silvestre.

4 - Como se pega?
Por meio da picada do mosquito infectado com sangue de animais doentes, sendo o macaco a principal fonte de infecção da doença. Não existe transmissão de pessoa a pessoa. A doença é sempre transmitida pelo mosquito contaminado.

5 - Quais são os sinais e sintomas da doença no ser humano?
Inicialmente surge febre, icterícia (pele e olhos amarelados), dor de cabeça, calafrios, dor lombar, dor muscular com mal estar, náuseas, vômitos e diarréia. Evolui para problemas de fígado e rins (insuficiência hepática e renal) acarretando a diminuição ou ausência de urina, sangramentos, confusão mental, podendo causar a morte.

6 - Após quanto tempo é possível observar os sintomas da febre amarela?
As pessoas costumam apresentar os primeiros sintomas de três a seis dias depois da picada. Devem procurar atendimento médico e, de preferência, levar o cartão de vacinação e não esquecer de informar sobre história de viagens e exposição a matas, florestas etc.

7 - Em quanto tempo sai o resultado de um exame para a identificação do vírus no sangue?
Esse exame leva no mínimo 15 dias por ser muito complexa a técnica usada para o isolamento do vírus. Mas a sorologia é um método mais rápido, ficando pronto em 48 horas.

8 - Qual é o tratamento para a da febre amarela?
O tratamento é sintomático, com cuidadosa assistência médica ao paciente que, sob hospitalização deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e perdas de sangue, quando indicado. Nas formas graves os pacientes devem ser atendidos em Unidades de Terapia Intensiva.

9 - Qual é a chance de uma pessoa contaminada morrer?
A doença tem várias formas de apresentação clínica, de assintomática até doença grave. A forma grave é quase 100% letal. Nos últimos dez anos, a taxa de mortalidade foi de 46%.

10 - Quais as áreas de risco no Brasil?
A febre amarela circula nas áreas de mata das regiões Norte e Centro-Oeste, Maranhão e Minas Gerais. Essas são áreas consideradas de risco. Além delas, há as regiões de transição (Oeste dos estados do Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina) e a de potencial risco (Sul dos estados da Bahia e do Espírito Santo).

11 - Há o risco de a doença se espalhar para grandes centros urbanos ou para áreas que não são de risco?
Existe uma grande "barreira sanitária" montada pelo Ministério da Saúde, estados e municípios contra a urbanização da febre amarela. A vigilância dos casos da doença, a vacinação e as campanhas de controle de vetores fazem parte deste esforço. Em regiões de risco, a vacinação atinge mais de 90% da população. Além disso, há monitoramento das mortes de macacos.

12 - Qual é a importância da morte de macacos em relação a doença?
A morte de macacos (epizootias) representa um alerta para o aparecimento de casos de febre amarela em humanos. Por isso, é fundamental seu monitoramento.

13 - Como se caracteriza uma epidemia de febre amarela?
Uma epidemia quer dizer que a doença não se restringe a uma área, já sabida como de risco. Considera-se epidemia quando a doença atinge uma grande parte de municípios, de um estado, ou outras áreas (até de outros estados), que não são de risco.

14 - Como posso me prevenir contra a doença?
A vacinação é a maneira mais eficiente de se proteger. A rede pública de Saúde oferece vacina totalmente eficaz contra a doença, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz. Além da vacinação, é importante o controle dos mosquitos transmissores, o que só pode ser feito em relação à forma urbana, colocando em prática todas as orientações já muito divulgadas para eliminar o Aedes aegypti . A vacina protege a pessoa por dez anos; se a pessoa permanecer em área de risco ou voltar a viajar, deve vacinar novamente a cada 10 anos.

15 - Onde posso ser vacinado?
Apenas em postos de vacinação da rede pública. A vacina produzida pela FIOCRUZ não é fornecida para clínicas particulares. No Rio de Janeiro, a lista dos Centros de Saúde que fazem a vacinação está disponível no endereço: www.cives.ufrj.br. Acessando o site www.anvisa.gov.br da ANVISA encontra-se a relação de todos os locais do Brasil que fornecem o certificado internacional de vacinação, mediante a apresentação de um documento de identificação e do comprovante de vacinação.

16 - Quem deve tomar a vacina?
A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica dos estados considerados de risco, onde TODOS devem ser vacinados, a partir de 9 meses de idade. Para o restante do país, a vacina está disponível e é recomendada para quem vai viajar para áreas de risco e não tenha se vacinado nos últimos dez anos.

17 - A partir de quantos meses um bebê pode se vacinar?
O bebê pode ser vacinado a partir dos seis meses de idade, se residir em uma área em que há morte de macacos com suspeita de febre amarela e na área em que há casos de febre amarela silvestre. Mas fora dessas situações, o calendário de vacinações indica a partir de nove meses de idade. O mesmo é recomendado para gestantes.

18 - Quem está tentando engravidar pode tomar a vacina?
Não sendo indicada a vacina para gestantes, quem está tentando engravidar já pode estar grávida e, assim, não pode tomar a vacina nesse período. É recomendado aguardar um mês após a vacinação para começar a tentar engravidar

19 - Existem contra-indicações da vacina?
A vacina contra febre amarela é contra-indicada para crianças com menos de 6 meses de idade, pessoas com baixa imunidade (causada por doenças ou tratamentos), gestantes e quem tem alergia a ovo de galinha e derivados.

20 - Há algum tipo de doença (hipertensão, diabetes, ou outra doença crônica) que impede a vacinação?
Nessas condições citadas não existem contra-indicações para a vacinação, apenas as situações citadas anteriormente.

21 - O que devem fazer as pessoas que não podem se vacinar?
Elas devem procurar orientação médica. Em caso de não ter como evitar a permanência em áreas silvestres, a pessoa deve reforçar o uso de repelentes.

22 - Que tipo de reação a vacina pode provocar?
Dor no local de aplicação, febre, dor de cabeça (cefaléia), dores musculares (mialgia), nos primeiros dias após a vacinação durando de 1 a 3 dias na maior parte dos casos. Casos graves são raramente relatados. Na ocorrência de eventos adversos, procurar o serviço de saúde para que seja feita a notificação, investigação do fato. Mas esses efeitos são raros.

23 - A vacina contra febre amarela pode ser administrada no mesmo dia, com outras vacinas do esquema de vacinação?
Sim. Desde que feitas em regiões anatômicas diferentes

24 - Existe algum cuidado específico que a pessoa precisa tomar ao se vacinar?
Não há problema de associação de álcool e vacina, não foram constatados problemas em relação ao uso de medicamentos depois da imunização, mesmo considerando remédios controlados, não há qualquer recomendação em relação à alimentação antes ou depois da vacinação, não deve haver nenhuma preocupação com movimentação brusca do braço após a vacinação.

25 - Após a vacinação, existe algum cuidado específico precisa ser tomado para não se contaminar?
Não. A vacina assegura 100% de imunização, após o décimo dia de aplicação, e essa proteção dura dez anos.

26 - Uma pessoa não sabe se tomou a vacina ou há quanto tempo, precisa vacinar novamente?
Na dúvida, a recomendação é para se vacinar.

27 - Se a pessoa estiver retornando de um local de risco e não foi vacinada, deve ficar atenta a quais sintomas?
Se ela não está vacinada é preciso verificar se aparece febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor abdominal. Nessa situação, procurar um serviço de saúde.

28 - Pessoas que farão viagens internacionais e não tomaram vacina antecipadamente podem ser impedidas de viajar?
Sim, se o país para o qual ele se dirige exige a vacinação. A publicação é feita periodicamente no site da OMS e também da Anvisa.

Gripe

1 - Por que a vacina de gripe muda de um ano para outro?
Porque os vírus influenza, que causam a gripe, sofrem mutações com muita facilidade, e isso leva à necessidade de alterar a composição da vacina. Essa reformulação é feita a partir das análises de uma rede internacional de vigilância que realiza a coleta de vírus ao redor do mundo para a identificação destas variantes, de acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

2 – É preciso se vacinar todos os anos?
Sim. E essa recomendação vale tanto para as crianças como os adultos, por conta da queda no nível dos anticorpos estimulados pela vacinação do ano anterior e da mutação do vírus influenza.

3 - Por que menores de 6 meses não devem ser vacinados?
Porque ainda não existem estudos clínicos determinando a eficácia, a capacidade de produção de imunidade e a segurança (risco de reações adversas) da vacina nesta faixa etária.

4 - Qual a importância de vacinar a criança?
Crianças em idade escolar têm alta taxa de infecção (entre 15 a 40%). Elas adquirem e transmitem o vírus com mais frequência e por mais tempo, tendo um papel crucial na disseminação da gripe na família e na comunidade onde vivem. Têm também um risco maior (sobretudo as menores de dois anos) de complicações como pneumonia, otite média, chiados, bronquiolite; de acometimento muscular e de manifestações do Sistema Nervoso Central, o que leva a uma alta taxa de hospitalização. Tudo isso resulta em custos consideráveis: consultas médicas, medicações, falta dos pais ao trabalho para cuidar da criança doente etc.

5 - Quando a vacina deve ser aplicada? Por quê?
O ideal é vacinar antes da temporada da gripe (o que geralmente ocorre no inverno), tão logo a vacina esteja disponível – normalmente no outono (entre março e maio). Os níveis satisfatórios de anticorpos protetores da gripe são atingidos em até duas semanas após a aplicação da vacina.

6 – A vacina também protege do resfriado?
Não. Ela imuniza apenas contra a gripe causada pelo vírus influenza. O resfriado é causado por outros tipos de vírus, como o adenovirus, o rinovirus, o coronavirus, o vírus respiratório sincicial e o parainfluenza.

7 – A vacina provoca alguma reação?
As reações adversas são pouco comuns. Quando ocorrem, desaparecem rapidamente e são geralmente leves e locais (eritema, enduração e dor no lugar da aplicação). Também pode ocorrer febre baixa, mialgia (dor muscular) e mal-estar, de 6 a 12 horas após a aplicação. Esses sintomas duram menos de dois dias, mas a proteção gerada pela vacina dura mais de oito meses.

8 – A vacina dói? O que fazer se o local ficar dolorido depois?
Algumas pessoas são mais sensíveis e podem sentir dor, em geral, pouco intensa. Neste caso, pode-se aplicar compressa fria no local da aplicação.

9 – A vacina é oferecida na rede pública?
Ela está disponível nos postos de saúde apenas para menores de 5 anos, maiores de 60, gestantes e para crianças e adultos portadores de doenças crônicas, como os cardiopadas, imunodeprimidos, asmáticos, entre outros, e também para os profissionais de saúde.

10 - É mais eficiente se a família toda se vacinar?
Sim, já que o maior risco de infecção se verifica nos contatos domiciliares. Além disso, como menores de 6 meses não podem receber a vacina, a melhor proteção para essa faixa etária é a vacinação da família, que reduz o risco de infecção e transmissão do vírus ao bebê.

11 - Grávidas e mulheres que estão amamentando podem se vacinar?
A gestante deve se vacinar em qualquer momento da gestação, e o mais precocemente possível, dada a gravidade da gripe nesse grupo. Essa atitude, além de proteger a gestante, possibilita a transferência de anticorpos para o feto e o bebê, via placenta e leite materno, respectivamente. Dessa forma, protege o menor de 6 meses que ainda não pode receber a vacina.

Fonte: Dra. Isabella Ballalai – CRM-RJ 52-48039/5

Hepatites Virais

1 - O que é Hepatite?
É uma doença inflamatória do fígado, que pode ser causada por vários agentes, como medicamentos, álcool ou vírus, que prejudicam seu funcionamento, gerando sérias conseqüências.
2 - Quais são os tipos de HEPATITES VIRAIS?
Existem vários tipos de vírus que causam hepatite, sendo os mais comuns os vírus das hepatites A, B e C.
3 - Como se transmitem as hepatites A e B?
A forma mais comum de transmissão do vírus da Hepatite A é pela via oro-fecal, através do contato com pessoas infectadas e também pela ingestão de água e alimentos contaminados. A disseminação do vírus é favorecida pela falta de higiene pessoal e pela superpopulação, e deve-se, principalmente, água, leite ou mariscos contaminados. Como é muito freqüente não existirem sintomas, principalmente em crianças, ou estes serem muito brandos e inespecíficos, a transmissã pode ocorrer facilmente, sem que se saiba. É possível haver contaminação através de atividades sexuais que envolvam contato fecal-oral.
Já no caso da hepatite B, o contágio se dá, principalmente, através de contato com sangue contaminado e prática de sexo sem proteção com pessoas portadoras do vírus da hepatite B. Na fase inicial da infecção, não existem sintomas evidentes. Sendo assim, o vírus da Hepatite B passa facilmente de uma pessoa para outra através do contato com sangue e outros líquidos corporais, como a saliva, por exemplo. A Hepatite B se transmite sexualmente com muita facilidade, sendo a maior incidência desses casos na faixa etária de 18 a 39 anos, período de maior atividade sexual.
4 - O Brasil é considerado região de risco para hepatites A e B?
Sim. A Hepatite A é a principal causa de Hepatite fulminante em nosso país e, assim como a Hepatite B, ocorre em todo o território brasileiro. 
5 - Qual seria a melhor forma de se evitar as hepatites A e B?
Além das precauções pessoais em relação a hábitos de higiene e cuidados com sangue e secreções, a forma mais eficaz, segura e duradoura é através da vacinação. Atualmente existem as vacinas contra a Hepatite a e a Hepatite B e uma vacina combinada que protege, ao mesmo tempo, contra estes dois tipos de doença. 
6 - Existe tratamento para as HEPATITES VIRAIS?
Não existe tratamento específico para nenhuma delas. Por isso, a prevenção é a melhor alternativa, seja através de cuidados de higiene, uso de camisinhas, precauções com materiais biológicos e secreções, seja através da vacinação.

Varicela

1. O que é a varicela?
A varicela é uma infecção altamente contagiosa, também chamada de CATAPORA, causada pelo vírus varicela-zoster. Geralmente é uma doença não letal em crianças saudáveis, apesar de muito desagradável e implicar em necessidade de afastamento das atividades normais por até 10 dias, devido à alta contagiosidade.

Contudo, é mais severa em adolescentes e adultos e pode causar uma doença séria e por vezes fatal, principalmente em indivíduos com um sistema imunitário enfraquecido. Do total de infectados, um em cada 5.000 desenvolve encefalite e aproximadamente três em cada 100.000 pacientes vão ao óbito. 

A infecção durante a gravidez pode resultar em malformações congênitas e morte do bebê.

2. Como se transmite a varicela?
A varicela é transmitida através da inalação de gotículas que contêm o vírus varicela zoster presentes no ar. Mesmo antes de surgirem as lesões de pele a pessoa já está transmitindo o vírus, o que facilita a ocorrência de surtos, principalmente em ambientes de aglomeração, como escolas e creches. Uma pessoa com varicela torna-se mais infectante logo após o início dos sintomas, mas permanece infectante até as últimas bolhas formarem crostas. O isolamento de uma pessoa infectada ajuda a evitar a transmissão da infecção para aquelas que ainda não tiveram varicela.

3. Quais são os principais sintomas da doença?
Os sintomas começam 10 a 21 dias após a infecção, sendo geralmente inespecíficos e leves nos primeiros 2 a 3 dias (febre moderada e uma sensação de mal-estar), principalmente em crianças mais velhas. Aproximadamente 24 a 36 horas após o início dos primeiros sintomas, surge uma erupção cutânea caracterizada por pequenas manchas vermelhas e planas. Rapidamente, cada mancha torna-se elevada e forma uma bolha cheia de líquido, pruriginosa, sobre um fundo vermelho. Finalmente, ocorre a formação de crosta. A seqüência inteira leva 6 a 8 horas. Grupos sucessivos de manchas continuam a surgir e formar crosta, de modo que, num mesmo momento, existem pápulas, bolhas e crostas. Geralmente, em torno do quinto dia param de surgir manchas novas. No sexto dia, a maioria delas já formou crostas e quase todas desaparecem em menos de 20 dias. Estas lesões podem surgir no couro cabeludo, no interior da boca, no ânus, na vagina (nas mucosas, rompem rapidamente e formam úlceras que podem ser dolorosas). As úlceras também podem formar-se nas pálpebras e nas vias aéreas superiores. A pior fase da doença geralmente dura 4 a 7 dias. Quando só existirem crostas, não há mais risco de transmissão.

4. Quais as complicações que podem surgir?
As complicações mais comuns são as infecções de pele de leve a graves. As lesões cutâneas ocasionadas pela varicela podem ser infectadas por bactérias, causando erisipela, celulite, impetigo, entre outras, o que leva a necessidade de tratamento com antibióticos, prolongamento a doença e pode gerar a internação do paciente.
A pneumonia causada pelo vírus da varicela é uma complicação grave pode atingir bebês pequenos e especialmente crianças ou adultos com alguma imunodeficiência, gestantes e recém-nascidos.

Também pode ocorrer inflamação do coração e das articulações. O fígado pode ser comprometido, mas geralmente não ocorrem sintomas. Ocasionalmente, pode haver hemorragias nos tecidos. A encefalite é uma complicação rara que ocorre mais no final da doença até uma ou duas semanas após.

Uma complicação muito grave é a varicela neonatal, frequentemente fatal, que ocorre nos recém-nascidos cujas mães estão com varicela no momento do parto ou nos primeiros dias após o parto. A varicela congênita, onde os bebês nascem com malformações graves, muitas vezes incompatíveis com a vida, ocorre quando a varicela acomete a gestante durante a gravidez.

Após a infecção, os vírus da varicela podem permanecem latentes no organismo, nos gânglios de raízes nervosas, por toda a vida, por não terem sido eliminados pelo sistema imunológico. Isso pode não causar qualquer dano, mas em cerca de 10 a 20% dos indivíduos, principalmente em idosos e em imunodeficientes, pode ocorrer - geralmente vários anos após a doença - reativação do vírus levando ao aparecimento do herpes zoster ("cobreiro"), que é caracterizado pelo aparecimento de pequenas vesículas dolorosas em uma região limitada da pele, com dor no local, podendo permanecer mesmo após a cicatrização das lesões.

Na maioria dos casos as crianças recuperam-se sem problemas, no entanto, complicações podem ocorrer para elas e principalmente para os adolescentes e adultos. A infecção pode ser grave ou mesmo fatal nos adultos,.

5. A catapora pode matar?
Felizmente, na maioria dos casos, a varicela é doença desagradável mas de boa evolução. No entanto, pode ser grave e até causar o óbito, sendo consideravelmente maior o risco quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência. A taxa de letalidade, que em crianças saudáveis é de 2 para cada 100.000 casos, é 15 a 40 vezes maior em adultos.

6. Não é melhor ter a catapora logo na infância?
Não é possível prever quem vai evoluir com doença grave ou com infecções secundárias. Por isso é desejável que todas as crianças estejam protegidas, através da aplicação da vacina. Embora ainda seja uma prática comum em algumas culturas, é inaceitável, pelo potencial de gravidade da varicela, que crianças sejam deliberadamente expostas a pessoas infectadas para que adquiram a doença.

Além disso, os adultos susceptíveis que convivem com as crianças têm alto risco de serem infectados e, sendo adultos, desenvolver doença grave. Considerando que nenhuma medida de profilaxia pós-exposição (incluindo o uso de vacina) é 100% eficaz em evitar o desenvolvimento da infecção, estes indivíduos poderão vir a ter e transmitir varicela.

7. Qual é o tratamento?
Os casos leves de varicela exigem apenas um tratamento sintomático. Compressas molhadas com permanganato de potássio sobre a pele ajudam a aliviar o prurido, o qual pode ser intenso, e previnem escoriações que podem disseminar a infecção e formar cicatrizes.

Por causa do risco de infecção bacteriana, a pele deve ser lavada freqüentemente com sabão e água, as mãos são mantidas limpas, as unhas são aparadas para minimizar a possibilidade de escoriações e as roupas são mantidas limpas e secas. Drogas para reduzir o prurido (p.ex., antihistamínicos) são algumas vezes utilizadas. Quando ocorre uma infecção bacteriana, há necessidade de administração de antibióticos. Os casos graves de varicela podem ser tratados com aciclovir, uma droga antiviral.

8. Toda criança e adulto deve ser vacinado?
As Sociedades Brasileiras de Imunizações e de Pediatria recomendam a vacinação de todas as crianças a partir dos 12 meses de idade. Os adultos que não tiveram a doença também devem ser vacinados. Crianças e adultos que tenham tido varicela são considerados imunes e não necessitam ser vacinados.

9. Quem não deve receber a vacina contra a varicela?
A vacina contra a varicela não deve ser aplicada em:

  • Mulheres grávidas;
  • Indíviduos com um sistema imunitário enfraquecido:
    a) Indivíduos com AIDS
    b) Indivíduos que estejam em tratamento com corticoesteróides em doses altas imunossupressoras e/ou    terapia com outras drogas imunosupressoras (incluindo radiação) nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que apresentaram reação anafilática a qualquer componente da vacina.
  • Indivíduos que tenham recebido uma transfusão de sangue ou tratamento com imunoglobulina nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que tenham recebido uma vacina atenuada (feita com microrganismos vivos) nas últimas 4 semanas (Tríplice Viral, Febre Amarela).

10. E se a minha criança tem asma e usa “bombinha” ou toma corticóide via oral, ela pode se vacinar?
É seguro vacinar pois a dose da medicação não interfere na eficácia da vacina nem diminui a resistência imunológica.

11. Qual o esquema de vacinação?
São duas doses, a primeira aos 12 meses de idade e a segunda entre 4 e 6 anos de idade. Na verdade, pessoas de qualquer idade podem ser vacinadas, com duas doses, com intervalo mínimo de três a quatro meses entre elas.

12. Porque hoje são indicadas duas doses da vacina?
Uma dose da vacina é 95-98% eficaz na prevenção das formas graves de varicela. No entanto, observando as crianças vacinadas no decorrer do tempo, desde que a vacina tornou-se disponível, verificou-se que um número considerável de crianças vacinadas contraía a doença, mesmo que de forma branda. A partir desta observação, passou a ser indicada a segunda dose para cobrir as eventuais falhas na resposta imunológica diante da primeira dose.

13. Qual o intervalo entre as duas doses da vacina contra a varicela?
Os calendários de vacinação definiram a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose entre 4 e 6 anos de idade. No entanto, as duas doses podem ser aplicadas com intervalo mínimo de 3 meses, sem nenhum prejuízo para o indivíduo. Muitos médicos orientam este intervalo de rotina, a fim de garantir um nível de proteção eficiente rapidamente, uma vez que as crianças entre 1 e 4 anos estão freqüentando creches e escolas e/ou têm contato com outras crianças, estando suscetíveis a contrair a doença.

14. Por que algumas crianças são vacinadas aos 9 meses?
Existe uma vacina de um laboratório que está aprovada para utilização aos 9 meses. Se uma criança com esta idade vive em uma situação de maior risco para a varicela, tendo contato intenso com outras crianças, principalmente em época de surto ou próximo dela, é indicada a vacinação mais precoce.

15. Quais são as reações da vacinação?
Podem ocorrer umas lesões de pele características de varicela em algumas pessoas, em torno de 5 à 10 dias após a vacinação. Este quadro é brando e rápido.

16. O que devo fazer se não tiver registros ou não me lembrar já tive varicela ou se já recebi a vacina?
Crianças e adultos podem e devem ser vacinados se não existir uma história de confiança, ou se não existir prova de vacinação prévia.

17. Onde encontro a vacina contra varicela?
A vacina da varicela está disponível para todas as pessoas em clínicas particulares.

Os Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) do Ministério da Saúde dispõem da vacina para indivíduos de risco para varicela: imunodeficientes e seus contactantes, candidatos a transplantes, transplantados, doentes renais, doadores de órgãos, pacientes sem baço, síndrome de Down, em uso crônico de AAS.

A Vaccini - Clínica de vacinação está presente nos estados Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Maranhão, Minas Gerais e São Paulo. Oferece planos de vacinação para empresas e escolas, convênios, atendimento em domicílio, na maternidade e serviços 24 horas e ainda um centro de medicina do viajante - CBMEVI para dar total apoio a quem vai viajar para dentro ou fora do Brasil e para os agentes de viagens.