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PLANOS DE VACINAÇÃO
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Curso de GESTANTE
1. Qual a vantagem da vacina conter as duas linhagens de vírus B?
Desde o ano 2000 vem sendo registrada a cocirculação das duas linhagens de vírus influenza B (Victoria e Yamagata). Em cerca de metade das vezes, a linhagem B contida na vacina trivalente não é coincidente com a que predomina numa temporada, o que limita a capacidade preventiva da imunização. Portanto, a inserção das duas linhagens de vírus B na composição da vacina aumenta de forma considerável sua efetividade.
2. Qual a formulação definida pela Organização Mundial de Saúde para o Hemisfério Sul?
VACINA TRIVALENTE
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus A/Califórnia/7/2009 (H1N1).
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus A/Switzerland/9715293/2013 (H3N2).
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus B/Phuket/3073/2013 (Yamagata).
VACINA QUADRIVALENTE
  • As três cepas contidas na vacina trivalente +
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus B, das linhagens Yamagata ou Victoria
Todas as cepas são cultivadas em ovo, portanto, contêm pequena quantidade de ovoalbumina. A vacina em apresentação monodose NÃO contém adjuvantes ou mercúrio (timerosal ou tiomersal).
3. Há algum grupo prioritário para receber a vacina quadrivalente?
As indicações são as mesmas da vacina trivalente. É importante destacar que pessoas que integram os grupos de maior risco para as complicações e óbitos por influenza, na impossibilidade de arcar com o custo de aplicação da vacina quadrivalente, não devem deixar de se vacinar na campanha nacional de vacinação contra a gripe, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde.
4. Qual o perfil de segurança e eficácia das vacinas quadrivalentes?
Os estudos de licenciamento das vacinas quadrivalentes não demonstraram maior incidência de eventos adversos, tanto locais quanto sistêmicos, na comparação com as vacinas trivalentes. O licenciamento foi obtido com base em estudos de imunogenicidade e de segurança. Pela maior abrangência e cobertura que oferecem, espera-se uma maior efetividade.
5. As vacinas quadrivalentes podem ser aplicadas durante a gestação?
Sim, gestantes constituem grupo prioritário para a vacinação, por conta do maior risco de desenvolver complicações decorrentes do adoecimento e também pela transferência de anticorpos ao bebê, o que vai protegê-lo nos primeiros meses de vida.
6. Crianças que receberam duas doses da vacina trivalente em anos anteriores, este ano deverão receber duas doses da quadrivalente?
Não é necessário. Vale a regra: crianças que receberam duas doses na primeira vacinação devem receber somente uma dose em anos posteriores.
7. Crianças que vão receber pela primeira vez a vacina influenza podem receber uma dose da trivalente e a segunda da quadrivalente?
Não há estudos referentes a esse tipo de intercâmbio, porém, não há plausibilidade biológica para supor algum problema com este esquema.
8. Em uma mesma temporada, é possível receber uma dose da vacina trivalente e outra da quadrivalente para ampliar a proteção?
Sim. Mesmo em relação às crianças, embora não haja estudos com aplicação de três doses de vacina influenza numa mesma temporada, não é provável haver problemas relacionados à segurança deste esquema.
9. Crianças que necessitam de mais de uma dose podem receber vacinas quadrivalentes de fabricantes diferentes?
Sempre que possível deve-se manter o esquema com a mesma vacina. Na falta do produto ou quando não há informação sobre a vacina aplicada na primeira dose, deve-se optar por uma vacina influenza (tri ou quadrivalente) de qualquer produtor, desde que seja licenciada pela Anvisa.
10. Existe um intervalo mínimo entre as vacinas tri e quadrivalente?
O intervalo ideal é de quatro semanas, podendo-se chegar ao intervalo mínimo de três semanas.
11. A vacina quadrivalente pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas?
Sim, da mesma forma que a trivalente.
12. A quadrivalente pode ser aplicada em imunodeprimidos e pessoas com comorbidades?
Por ser uma vacina inativada, como a trivalente, não há restrições de uso em populações imunocomprometidas – um dos grupos prioritários para a vacinação. Como as pessoas nessa condição tendem a produzir menos anticorpos, é importante que aqueles com quem convive também sejam vacinados (estratégia “cocoon”).
13. Qual a via de administração?
As vacinas tri e quadrivalentes devem ser administradas por via intramuscular.
14. Quais as contraindicações?
São as mesmas das vacinas trivalentes: alergia grave (anafilaxia) ao ovo ou a dose anterior da vacina. Lembre-se que a vacinação deve ser adiada em pacientes com febre ou infecção aguda moderada a grave.
15. Qual das vacinas é mais recomendada?
A Vaccini segue a recomendação da SBIm que orienta para o uso preferencial das vacinas quadrivalentes, pelo seu maior espectro de proteção. Porém, na indisponibilidade do produto, não se deve abrir mão da vacina trivalente, especialmente em grupos de maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, observando a recomendação de vacinação universal.
16. Quais são os eventos adversos possíveis?
Embora pouco frequentes, os mais comuns ocorrem no local de aplicação: eritema, edema localizado, dor, equimoses e enduração. Reações sistêmicas são incomuns, mas podem ocorrer: febre, mal-estar, calafrios, fadiga, cefaleia, sudorese, mialgia e artralgia. Estas reações normalmente desaparecem espontaneamente em um ou dois dias.
17. Qual é o esquema de doses?
Crianças com idade entre 6 meses e 8 anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas anteriormente, devem receber duas doses, com intervalo de um mês; nos anos subsequentes, a indicação é de apenas uma dose anual. Crianças a partir de 9 anos de idade e adultos: uma dose anual.
18. Qual a duração da proteção?
A imunidade é geralmente obtida em duas a três semanas após a vacinação e dura de seis a doze meses.
19. É contraindicada a ingestão de bebida alcoólica após a vacinação?
Não há esse tipo de contraindicação.

Gripe - Informações gerais.

Fonte: Dra. Isabella Ballalai – CRM-RJ 52-48039/5

1 - Como é a Hepatite B?
É uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus (VHB), que pode provocar graves danos ao fígado, levando inclusive ao câncer do fígado e à cirrose.
2 - Quais os sintomas da Hepatite B?
Os sintomas mais comuns são inespecíficos, semelhantes ao de outras viroses, como uma gripe. Podem ocorrer cansaço, febre discreta, dores musculares e nas articulações, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal e diarréia. Algumas pessoas desenvolvem icterícia (olhos e pele amarelados), urina escura, fezes esbranquiçadas e coceira na pele.
3 - A Hepatite B é doença grave?
Ainda que muitas vezes se comporte como uma doença branda e que evolui para a cura, é possível que uma pessoa morra pela doença ou por suas conseqüências. No Brasil, a Hepatite B mata quatro vezes mais que a AIDS. Pode destruir o fígado, evoluir para hepatite crônica e causar cirrose ou câncer (provoca um número maior de casos de cirrose hepática do que a ingestão de bebidas alcoólicas). Muitas vezes a pessoa não sabe que teve Hepatite B que evoluiu para a forma crônica e continua transmitindo a doença.
4 - O que é hepatite neonatal? É grave?
Muitas mães que são portadoras do vírus da Hepatite B não sabem disso e podem infectar os seus filhos no momento do parto. Cerca de 90% dos recém-nascidos contaminados tornam-se portadores crônicos, seu sistema imunológico não consegue vencer a doença, podendo assim transmiti-la durante a vida. Uma entre cada quatro crianças que contraem Hepatite B de suas mães vai desenvolver câncer hepático ou cirrose.
5 - Como é uma doença relacionada à prática sexual, as crianças têm menos risco de contrair Hepatite B?
Como as crianças estão mais sujeitas a quedas e ferimentos, apresentam grande risco de contágio pelo sangue. O maior e mais íntimo contato em creches e escolas, a troca de chupetas, escovas de dentes e mordidas aumentam muito o risco de transmissão do vírus.
6 – O beijo pode transmitir Hepatite B?
Pode, pois o vírus se transmite também por secreções,como a saliva
7 - Como se previne contra a Hepatite B?
A vacinação como a melhor e mais eficaz forma de prevenir a doença.
8 - Como proteger os recém-nascidos da Hepatite B?
Mesmo que as mães estejam vacinadas, a Organização Mundial de Saúde para todos os países do mundo recomenda que os recém-nascidos sejam vacinados nas primeiras doze horas de vida. Os anticorpos que passam da mãe para o bebê são eliminados em alguns meses; é preciso que a criança desenvolva seus próprios anticorpos e isso só ocorrerá adequadamente após completar todo o esquema da vacinação.
9 - Crianças, adolescentes e adultos também devem ser vacinados caso não tenham sido vacinados quando bebês?
Sim. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença, ou que não foram vacinadas durante o 1º ano de vida, devem ser vacinadas.
10 - Quem pode pegar hepatite B?
O vírus da Hepatite B pode contaminar qualquer pessoa, sexualmente ativa ou não. Qualquer situação em que haja sangramento, relações sexuais e os beijos na boca aumentam ainda mais essa possibilidade. Pessoas em contato com sangue e líquidos corporais contaminados, bem como a manipulação e tratamento dentário também apresentam maior possibilidade de contrair a hepatite B. O vírus é cem vezes mais contagioso que o vírus HIV
11 - Porque devemos vacinar os adolescentes?
Para que eles já estejam imunizados quando entrarem na faixa etária de maior risco, que é a fase adulta. Isso ajuda a diminuir a propagação da doença e garante maior proteção ao indivíduo.
12 – A vacina contra a Hepatite B está disponível nos Postos de Saúde?
Sim, a vacina está disponível para todas as pessoas, do nascimento até os 19 anos. Maiores dessa idade devem procurar os serviços privados de vacinação.
1. O que é a varicela?
A varicela é uma infecção altamente contagiosa, também chamada de CATAPORA, causada pelo vírus varicela-zóster. Geralmente é uma doença não letal em crianças saudáveis, apesar de muito desagradável e implicar em necessidade de afastamento das atividades normais por até 10 dias, devido à alta contagiosidade.
Contudo, é mais severa em adolescentes e adultos e pode causar uma doença séria e por vezes fatal, principalmente em indivíduos com um sistema imunitário enfraquecido. Do total de infectados, um em cada 5.000 desenvolve encefalite e aproximadamente três em cada 100.000 pacientes vão ao óbito.
A infecção durante a gravidez pode resultar em malformações congênitas e morte do bebê.
2. Como se transmite a varicela?
A varicela é transmitida através da inalação de gotículas que contêm o vírus varicela zóster presentes no ar. Mesmo antes de surgirem as lesões de pele a pessoa já está transmitindo o vírus, o que facilita a ocorrência de surtos, principalmente em ambientes de aglomeração, como escolas e creches. Uma pessoa com varicela torna-se mais infectante logo após o início dos sintomas, mas permanece infectante até as últimas bolhas formarem crostas. O isolamento de uma pessoa infectada ajuda a evitar a transmissão da infecção para aquelas que ainda não tiveram varicela.
3. Quais são os principais sintomas da doença?
Os sintomas começam 10 a 21 dias após a infecção, sendo geralmente inespecíficos e leves nos primeiros 2 a 3 dias (febre moderada e uma sensação de mal-estar), principalmente em crianças mais velhas. Aproximadamente 24 a 36 horas após o início dos primeiros sintomas, surge uma erupção cutânea caracterizada por pequenas manchas vermelhas e planas. Rapidamente, cada mancha torna-se elevada e forma uma bolha cheia de líquido, pruriginosa, sobre um fundo vermelho. Finalmente, ocorre a formação de crosta. A seqüência inteira leva 6 a 8 horas. Grupos sucessivos de manchas continuam a surgir e formar crosta, de modo que, num mesmo momento, existem pápulas, bolhas e crostas. Geralmente, em torno do quinto dia param de surgir manchas novas. No sexto dia, a maioria delas já formou crostas e quase todas desaparecem em menos de 20 dias. Estas lesões podem surgir no couro cabeludo, no interior da boca, no ânus, na vagina (nas mucosas, rompem rapidamente e formam úlceras que podem ser dolorosas). As úlceras também podem formar-se nas pálpebras e nas vias aéreas superiores. A pior fase da doença geralmente dura 4 a 7 dias. Quando só existirem crostas, não há mais risco de transmissão.
4. Quais as complicações que podem surgir?
As complicações mais comuns são as infecções de pele de leve a graves. As lesões cutâneas ocasionadas pela varicela podem ser infectadas por bactérias, causando erisipela, celulite, impetigo, entre outras, o que leva a necessidade de tratamento com antibióticos, prolongamento a doença e pode gerar a internação do paciente.
A pneumonia causada pelo vírus da varicela é uma complicação grave pode atingir bebês pequenos e especialmente crianças ou adultos com alguma imunodeficiência, gestantes e recém-nascidos.
Também pode ocorrer inflamação do coração e das articulações. O fígado pode ser comprometido, mas geralmente não ocorrem sintomas. Ocasionalmente, pode haver hemorragias nos tecidos. A encefalite é uma complicação rara que ocorre mais no final da doença até uma ou duas semanas após.
Uma complicação muito grave é a varicela neonatal, frequentemente fatal, que ocorre nos recém-nascidos cujas mães estão com varicela no momento do parto ou nos primeiros dias após o parto. A varicela congênita, onde os bebês nascem com malformações graves, muitas vezes incompatíveis com a vida, ocorre quando a varicela acomete a gestante durante a gravidez.
Após a infecção, os vírus da varicela podem permanecem latentes no organismo, nos gânglios de raízes nervosas, por toda a vida, por não terem sido eliminados pelo sistema imunológico. Isso pode não causar qualquer dano, mas em cerca de 10 a 20% dos indivíduos, principalmente em idosos e em imunodeficientes, pode ocorrer - geralmente vários anos após a doença - reativação do vírus levando ao aparecimento do herpes zóster ("cobreiro"), que é caracterizado pelo aparecimento de pequenas vesículas dolorosas em uma região limitada da pele, com dor no local, podendo permanecer mesmo após a cicatrização das lesões.
Na maioria dos casos as crianças recuperam-se sem problemas, no entanto, complicações podem ocorrer para elas e principalmente para os adolescentes e adultos. A infecção pode ser grave ou mesmo fatal nos adultos,.
5. A catapora pode matar?
Felizmente, na maioria dos casos, a varicela é doença desagradável mas de boa evolução. No entanto, pode ser grave e até causar o óbito, sendo consideravelmente maior o risco quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência. A taxa de letalidade, que em crianças saudáveis é de 2 para cada 100.000 casos, é 15 a 40 vezes maior em adultos.
6. Não é melhor ter a catapora logo na infância?
Não é possível prever quem vai evoluir com doença grave ou com infecções secundárias. Por isso é desejável que todas as crianças estejam protegidas, através da aplicação da vacina. Embora ainda seja uma prática comum em algumas culturas, é inaceitável, pelo potencial de gravidade da varicela, que crianças sejam deliberadamente expostas a pessoas infectadas para que adquiram a doença.
Além disso, os adultos susceptíveis que convivem com as crianças têm alto risco de serem infectados e, sendo adultos, desenvolver doença grave. Considerando que nenhuma medida de profilaxia pós-exposição (incluindo o uso de vacina) é 100% eficaz em evitar o desenvolvimento da infecção, estes indivíduos poderão vir a ter e transmitir varicela.
7. Qual é o tratamento?
Os casos leves de varicela exigem apenas um tratamento sintomático. Compressas molhadas com permanganato de potássio sobre a pele ajudam a aliviar o prurido, o qual pode ser intenso, e previnem escoriações que podem disseminar a infecção e formar cicatrizes.
Por causa do risco de infecção bacteriana, a pele deve ser lavada freqüentemente com sabão e água, as mãos são mantidas limpas, as unhas são aparadas para minimizar a possibilidade de escoriações e as roupas são mantidas limpas e secas. Drogas para reduzir o prurido (p.ex., antihistamínicos) são algumas vezes utilizadas. Quando ocorre uma infecção bacteriana, há necessidade de administração de antibióticos. Os casos graves de varicela podem ser tratados com aciclovir, uma droga antiviral.
8. Toda criança e adulto deve ser vacinado?
As Sociedades Brasileiras de Imunizações e de Pediatria recomendam a vacinação de todas as crianças a partir dos 12 meses de idade. Os adultos que não tiveram a doença também devem ser vacinados. Crianças e adultos que tenham tido varicela são considerados imunes e não necessitam ser vacinados.
9. Quem não deve receber a vacina contra a varicela?
A vacina contra a varicela não deve ser aplicada em:
  • Mulheres grávidas;
  • Indíviduos com um sistema imunitário enfraquecido:
    1. Indivíduos com AIDS
    2. Indivíduos que estejam em tratamento com corticoesteróides em doses altas imunossupressoras e/ou terapia com outras drogas imunosupressoras (incluindo radiação) nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que apresentaram reação anafilática a qualquer componente da vacina.
  • Indivíduos que tenham recebido uma transfusão de sangue ou tratamento com imunoglobulina nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que tenham recebido uma vacina atenuada (feita com microrganismos vivos) nas últimas 4 semanas (Tríplice Viral, Febre Amarela).
10. E se a minha criança tem asma e usa “bombinha” ou toma corticóide via oral, ela pode se vacinar?
É seguro vacinar pois a dose da medicação não interfere na eficácia da vacina nem diminui a resistência imunológica.
11. Qual o esquema de vacinação?
São duas doses, a primeira aos 12 meses de idade e a segunda entre 4 e 6 anos de idade. Na verdade, pessoas de qualquer idade podem ser vacinadas, com duas doses, com intervalo mínimo de três a quatro meses entre elas.
12. Porque hoje são indicadas duas doses da vacina?
Uma dose da vacina é 95-98% eficaz na prevenção das formas graves de varicela. No entanto, observando as crianças vacinadas no decorrer do tempo, desde que a vacina tornou-se disponível, verificou-se que um número considerável de crianças vacinadas contraía a doença, mesmo que de forma branda. A partir desta observação, passou a ser indicada a segunda dose para cobrir as eventuais falhas na resposta imunológica diante da primeira dose.
13. Qual o intervalo entre as duas doses da vacina contra a varicela?
Os calendários de vacinação definiram a primeira dose aos 12 meses e a segunda dose entre 4 e 6 anos de idade. No entanto, as duas doses podem ser aplicadas com intervalo mínimo de 3 meses, sem nenhum prejuízo para o indivíduo. Muitos médicos orientam este intervalo de rotina, a fim de garantir um nível de proteção eficiente rapidamente, uma vez que as crianças entre 1 e 4 anos estão freqüentando creches e escolas e/ou têm contato com outras crianças, estando suscetíveis a contrair a doença.
14. Por que algumas crianças são vacinadas aos 9 meses?
Existe uma vacina de um laboratório que está aprovada para utilização aos 9 meses. Se uma criança com esta idade vive em uma situação de maior risco para a varicela, tendo contato intenso com outras crianças, principalmente em época de surto ou próximo dela, é indicada a vacinação mais precoce.
15. Quais são as reações da vacinação?
Podem ocorrer umas lesões de pele características de varicela em algumas pessoas, em torno de 5 à 10 dias após a vacinação. Este quadro é brando e rápido.
16. O que devo fazer se não tiver registros ou não me lembrar já tive varicela ou se já recebi a vacina?
Crianças e adultos podem e devem ser vacinados se não existir uma história de confiança, ou se não existir prova de vacinação prévia.
17. Onde encontro a vacina contra varicela?
A vacina da varicela está disponível para todas as pessoas em clínicas particulares.
Os Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) do Ministério da Saúde dispõem da vacina para indivíduos de risco para varicela: imunodeficientes e seus contactantes, candidatos a transplantes, transplantados, doentes renais, doadores de órgãos, pacientes sem baço, síndrome de Down, em uso crônico de AAS.
1 - O que é hepatite C?
A hepatite C é uma doença inflamatória do fígado, causada por um vírus denominado VHC (vírus da hepatite C).
2 - Como é transmitida a hepatite C?
A transmissão da doença acontece quando o sangue contaminado pelo vírus da hepatite C (VHC) penetra na corrente sanguínea de um indivíduo sadio.
3 - Existe vacina para hepatite C?
Não. Ainda não existe vacina para a hepatite C.
1 - Existe idade em que há mais risco de contrair a Hepatite A?
Pessoas em qualquer faixa etária estão sujeitas a contrair Hepatite A: recém-nascidos, crianças (principalmente em idade escolar), adolescentes e adultos.
2 - A Hepatite A é uma doença grave?
Como muitas doenças VIRAIS, a Hepatite A pode causar prejuízos a saúde ou mesmo a morte. A Hepatite A ocorre normalmente sem gravidade, mas a forma fulminante é a complicação mais temida da Hepatite A, que felizmente ocorre ocasionalmente.
3 - Quais os sintomas da Hepatite A?
Os sintomas variam desde uma infecção silenciosa ou subclínica, até uma hepatite clínica, com ou sem icterícia (olhos e peles amarelados). Os sintomas iniciais podem ser: cansaço, debilidade muscular, perda de apetite, diarréia e vômito ou sintomas parecidos com os de uma virose qualquer (dor de cabeça, calafrios e febre). Os sintomas mais significativos são a icterícia, as fezes claras e urina escura, mas não ocorrem em todos os pacientes. Diferentemente dos adultos, em crianças os sinais e sintomas são mais atípicos.
4 - Qual a incubação e a duração da doença?
A incubação costuma durar de 15 a 50 dias. A duração da Hepatite A varia. Durante o período ativo da doença, o paciente deve permanecer afastado por dias de suas atividades (escola ou trabalho). A recuperação completa geralmente leva de seis meses a um ano. No entanto, é preciso lembrar que complicações sérias e às vezes fatais podem ocorrer em um número reduzido de pacientes com Hepatite A.
5 - Como se previne contra Hepatite A?
Recomenda-se o consumo somente de água potável fervida ou água mineral industrializada, limpar bem verduras e frutas com água limpa, evitar o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, lavar bem as mãos antes de comer e após utilizar o banheiro. Mas essas medidas podem não ser suficientes e atualmente existe consenso de que a melhor e mais eficiente forma de evitar a hepatite A é através da vacinação.
6 - A vacina contra Hepatite A está disponível nos Postos de Saúde?
Sim, para crianças entre 12 meses e 23 meses e 29 dias -dose única.
7 - Quanto tempo dura a proteção conferida pela vacina contra Hepatite A?
A vacina contra a Hepatite A é segura e eficaz e oferece proteção por, pelo menos, 25 anos.
8 - Quem se vacina contra a Hepatite B também está protegido contra Hepatite A?
Não. As Hepatites A e B são doenças diferentes, causadas por vírus diferentes e um tipo de vacinação não substitui o outro.
9 - Qual a idade para começar a vacinação contra Hepatite A?
A vacinação deve ocorrer a partir de 12 meses de idade.
10 - Caso não saiba se já fui vacinado ou se já tive Hepatite A posso me vacinar mesmo assim?
Pode. Caso alguém já tenha contraído a Hepatite A, a vacina não provocará nenhum evento adverso adicional.
11 - Qual o risco de contrair Hepatite A?
Qualquer pessoa não vacinada está exposta ao vírus da Hepatite A, sendo o risco ainda maior em habitantes de países em desenvolvimento, onde as condições de saneamento podem ser precárias.

O HPV E A PREVENÇÃO DA INFECÇÃO EM HOMENS E MULHERES

O que é HPV?
Existem mais de 100 tipos desse vírus que é altamente contagioso e muito comum entre a população. Dentre os de maior ocorrência, destacam-se os tipos 16 e 18, de alto risco para o câncer do colo do útero, e os tipos 6 e 11, que causam verrugas genitais.
Qual a relação do câncer do colo do útero com HPV?
O HPV está presente em 99,7% das mulheres com esse tipo de câncer. Para ter ideia da importância desse vírus, podemos dizer que a relação de causa entre o câncer de colo de útero e a presença do HPV é 50 vezes maior do que a relação entre o fumo e o câncer do pulmão.
Qual a importância das verrugas genitais (ou condilomas)?
Cerca de 1% da população sexualmente ativa nos EUA (1 milhão de pessoas de ambos os sexos) teve verrugas genitais visíveis em algum momento da vida. As verrugas genitais acometem homens e mulheres.
Como se transmite o HPV?
O HPV, na grande maioria das vezes, é transmitido por via sexual. O contágio se dá pelo contato "pele com pele" e, portanto, o uso de preservativos não é suficiente para a prevenção da infecção, uma vez que o vírus pode estar alojado na pele não coberta pela camisiha. A alta prevalência do vírus na população feminina e masculina (cerca de 50% da população sexualmente ativa já foi ou será infectada por um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida) faz com que o risco de contágio seja alto. Vale destacar que a infecção pelo HPV não está restrita a grupos de risco, podendo atingir todos os homens e mulheres sexualmente ativos.
Como prevenir o HPV?
Atualmente, existem duas vacinas contra o HPV. Elas são seguras e eficazes contra os tipos de HPV contidos em suas formulações, mas são vacinas diferentes, portanto, consulte seu médico para saber qual das duas deve ser aplicada.
A vacina Bivalente (que protege dos HPV 16 e 18, oncogênicos – que causam câncer) está licenciada para mulheres a partir de 9 anos de idade. Já a vacina Quadrivalente (que protege dos HPV 16, 18 e também 6 e 11, causadores das verrugas genitais) está licenciada para homens e mulheres de 9 a 26 anos de idade.
Quem deve tomar a vacina?
Tanto mulheres como homens podem e devem ser vacinados contra o HPV.
Qual a melhor idade para vacinar?
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que a vacinação ocorra o mais precocemente possível, a partir de 9 anos de idade (antes do início da atividade sexual). No entanto, não há contraindicações para a vacinação de mulheres acima de 26 anos - os estudos comprovam a segurança e a eficácia da vacina em mulheres mais velhas.
Por que é melhor vacinar precocemente?
Quanto mais jovem, melhor é a resposta à vacina devido à maior quantidade de anticorpos produzida. Além disso, a infecção pelo HPV tende a acontecer precocemente, já no ano de iniciação sexual, mesmo que a pessoa tenha apenas um parceiro.Por essa razão, o ideal é que a vacinação seja feita bem antes de contato com o HPV, ou seja, na pré-adolescência/adolescência.
Pessoas sexualmente ativas podem se vacinar?
Sim, observando-se a indicação específica para mulheres e homens.
Mulheres grávidas podem se vacinar?
Não é recomendado, pois  não existem estudos que demonstrem a segurança da vacina nesses casos.
A vacina serve como tratamento?
Não. A ação da vacina é preventiva.
A mulher vacinada precisa continuar fazendo o exame Papanicolau (preventivo)?
Sim. Os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero, mas existem outros tipos desse vírus. Portanto, é preciso continuar fazendo o exame Papanicolau anualmente.
Quais são os efeitos colaterais?
A vacina é usada em vários países, milhares de pessoas já foram vacinadas e a segurança já está bem demonstrada. Como é produzida com vírus inativados (mortos), ela não é capaz de causar a doença. Como ocorre com todas as vacinas, alguns eventos adversos podem ser observados, geralmente, apenas reação local como dor, endurecimento e vermelhidão. Raramente, pode ocorrer febre baixa e passageira.
O desmaio, também chamado de síncope ou reação vaso-vagal, pode ocorrer após a aplicação de qualquer tipo de injeção e está relacionado a uma hiper-reatividade do sistema nervoso diante de uma situação de stress. É mais comum em adultos e adolescentes. Na maior parte das vezes (90%) a síncope ocorre nos primeiros 15 minutos após a aplicação da injeção (cerca de 60% dessas reações acontecem nos primeiros cinco minutos). As pessoas que se sentem ansiosas, com sudorese, mal-estar, falta de ar antes da aplicação da vacina precisam ficar atentas para prevenir quedas e devem permanecer sentadas ou deitadas após a vacinação.