Até março deste ano já foram 1020 diagnósticos de coqueluche confirmados, com doze óbitos e 327 internações, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse número representa um aumento de quase 80% comparados aos dados de 2010, onde durante todo o ano foram registrados 570 casos. A doença, que é grave em bebês, estava sob controle no país, mas a frequência dos casos alerta para a importância da vacinação principalmente de adolescentes e adultos - as principais fontes de transmissão.


Sinal de alerta para todas as idades.

Até março deste ano já foram 1020 diagnósticos de coqueluche confirmados, com doze óbitos e 327 internações, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse número representa um aumento de quase 80% comparados aos dados de 2010, onde durante todo o ano foram registrados 570 casos. A doença, que é grave em bebês, estava sob controle no país, mas a frequência dos casos alerta para a importância da vacinação principalmente de adolescentes e adultos - as principais fontes de transmissão.

Conhecida popularmente como “tosse comprida”, a coqueluche é transmitida pela bactéria Bordetella pertussis, que atinge o sistema respiratório. Quando ocorre durante a infância os sintomas são bem definidos e incluem tosse sucessiva, guinchos e falta de ar, o que pode levar ao quadro de cianose em que a criança fica azulada. Contudo, a partir da adolescência os sintomas se confundem com os de outras doenças respiratórias, como gripes e resfriados, o que dificulta o diagnóstico em jovens e adultos. Para bebês pequenos, a coqueluche é a quinta causa de óbito por doença imunoprevenível no mundo.

Atenção aos transmissores

Entre os principais transmissores da bactéria para bebês, estão: a mãe (de 30 a 50%), os irmãos (em torno de 20%), o pai (cerca de 15%) e os avós (aproximadamente 8%). “Pessoas que têm contato frequente com o bebê, como as babás, os profissionais de educação e saúde, por exemplo, respondem por cerca de 25% das transmissões”, alerta Isabella Ballalai (CRM 5248039-5), pediatra e diretora-médica da Rede Vaccini. Isabella lembra que apesar de iniciar a vacinação contra coqueluche aos dois meses de vida, o bebê só fica adequadamente protegido após a terceira dose da vacina, aos seis meses de idade.

A vacina Tríplice Bacteriana (que também protege contra difteria e tétano) está indicada aos dois, quatro e seis meses, com primeiro reforço aos 15 meses. Outro reforço deve ser tomado entre os quatro e seis anos de idade.

“Quem foi vacinado permanece protegido por sete a 10 anos após a última dose. Portanto, se você se vacinou há mais de dez anos, pode estar exposto à doença”, conclui Isabella. Tosse seca e contínua por mais de duas semanas pode ser sinal de que você foi infectado pela bactéria da tosse comprida. Fique atento aos sinais e converse com seu médico.