Imunoglobulina anti-Rh

1. Para que serve a imunoglobulina anti-Rh?
É um anticorpo pronto usado para a prevenção da eritroblastose fetal (ou doença hemolítica do recém-nascido) em gestantes do grupo sanguíneo Rh-negativo e em caso de transfusão sanguínea com sangue incompatível em pessoas do grupo sanguíneo Rh-negativo.
2. O que é eritroblastose fetal?
Uma mulher cujo tipo de sangue é Rh-negativo e que está grávida de um feto Rh-positivo, diante do contato com o sangue do seu feto, pode produzir anticorpos contra as células vermelhas (hemácias) de seu filho, transferindo a ele, pela placenta, esses agentes de combate ao “inimigo” (as próprias hemácias de seu bebê!). Quando isso ocorre durante a primeira gestação, o bebê pode não ser afetado. Porém, em uma segunda gestação nas mesmas condições, os anticorpos maternos anti-Rh (que foram fabricados na primeira gestação) podem destruir as células vermelhas (hemólise) do sangue fetal, causando sérias complicações que colocam em risco a vida dentro do útero e após o nascimento. No bebê, a doença hemolítica causada pelos anticorpos maternos é chamada eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido, que pode variar de leve à grave.
3. Quais os sintomas da eritroblastose fetal?
Os sintomas vão desde anemia e icterícia leves à deficiência mental, surdez, paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, icterícia intensa, anemia grave e morte durante a gestação ou após o parto.
4. O que é transfusão incompatível?
A transfusão incompatível ocorre quando uma pessoa recebe sangue ou concentrado de hemácias diferente do dela. Pode estar relacionada ao sistema ABO ou ao fator Rh. Assim, é incompatível, por exemplo, se uma pessoa que tem sangue tipo A recebe transfusão de sangue tipo B, ou se tem sangue Rh-negativo e recebe sangue Rh-positivo.
Nestas situações, o sistema imune entende que o sangue recebido é “estranho” e começa a produzir anticorpos que destroem as hemácias do sangue ou de derivados do sangue que foram transfundidos, o que pode acarretar sérias consequências.
No caso específico do grupo Rh, quando uma pessoa é Rh-negativa, significa que ela não possui o fator Rh em suas hemácias. Assim, ao ter contato com sangue Rh-positivo (por transfusão incompatível), seu sistema imune reconhecerá as hemácias transfundidas como estranhas e tentará destruí-las por meio da produção de anticorpos específicos contra o fator Rh.
Na maioria das vezes, em um primeiro contato, as hemácias Rh-positivas não serão totalmente destruídas e geralmente nenhum sinal ou sintoma será observado, mas quando a mesma pessoa Rh-negativa entra novamente em contato com sangue Rh-positivo, a memória imunológica permitirá a produção rápida de anticorpos que destruirão rapidamente as hemácias estranhas.
5. Quem deve usar a imunoglobulina anti-Rh?
a) Deve ser usada em gestantes Rh-negativas nas situações em haja qualquer risco de “mistura” do sangue materno com sangue Rh positivo do feto:
  • se o feto é provavelmente Rh positivo pelo fato de o pai ser Rh-positivo;
  • se está na segunda gestação e o primeiro filho é Rh-positivo;
  • se perdeu um bebê Rh-positivo (aborto/ameaça de aborto);
  • se a gestação (mesmo que primeira) tem complicações graves, como gravidez ectópica ou mola hidatiforme, e cujo pai é Rh-positivo;
  • se houve alguma situação, durante a gestação, em que existiu risco para transferência de sangue do feto para a gestante, como hemorragia transplacentária, sangramento vaginal durante a gravidez;
  • se foram realizados procedimentos como amniocentese, biópsia coriônica, versão obstétrica externa;
  • se houve algum trauma abdominal.
b) Também está indicada para pessoas Rh-negativas que inadvertidamente receberam transfusão de sangue Rh-positivo ou outros produtos contendo hemácias de sangue Rh-positivo (transfusão incompatível).
6. Como funciona a imunoglobulina anti-Rh?
Com o uso da imunoglobulina anti-Rh, ao entrar em contato com sangue Rh-positivo, a pessoa Rh-negativa não terá tempo para desencadear uma resposta imunológica e produzir anticorpos contra as hemácias recebidas, pois os anticorpos administrados neutralizarão estas hemácias Rh-positivas e estranhas. Para isso, o tratamento com a imunoglobulina deve ser feito em momento oportuno, antes ou logo após o primeiro contato com sangue Rh-positivo, de modo que o o sistema imune não seja estimulado a produzir seus próprios anticorpos e memória imunológica contra o fator Rh.
7. Já que é obtida de sangue humano, existe algum risco de doença com o uso da Imunoglobulina anti-Rh?
O produto é fabricado a partir do plasma de sangue humano. Muitas medidas são tomadas para garantir a qualidade do produto, mas uma remota possibilidade de transmitir infecções não pode ser totalmente excluída.
8. Como posso tomar a Imunoglobulina anti-Rh?
Este imunobiológico só pode ser administrado com prescrição médica, a partir do acompanhamento da gestante ou do paciente que necessite de transfusão de sangue ou produtos contendo hemácias.
As indicações são muito precisas, assim como o momento em que tem que ser administrada.

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Dengue

1 - Como a dengue é transmitida?
A transmissão ocorre, basicamente, pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado pelo vírus da dengue. Mas já foram registrados casos de transmissão vertical, ou seja, da gestante para o feto e também por transfusão sanguínea.
Quando uma fêmea do Aedes pica um indivíduo infectado, o vírus da dengue que circula no sangue é ingerido e infecta o mosquito, que passa a ser seu hospedeiro e a transmiti-lo durante todo seu ciclo de vida que é de 6 a 8 semanas.
2 - Quais os sintomas da doença?
Após a picada pelo mosquito infectado ocorre um período de incubação do vírus – geralmente, de 4 a 10 dias (média de 5 a 6 dias) – e, na sequência, surgem os primeiros sintomas. Mas, atenção: a infecção por dengue pode ser assintomática ou causar um amplo espectro de quadros clínicos que vão de formas pouco sintomáticas a graves, com ou sem hemorragia.
Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início súbito, com duração que varia de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e prurido cutâneo. Perda de peso, náuseas e vômitos também são comuns. Na fase febril inicial pode ser difícil diferenciar a dengue de outras doenças.
3 - Existe tratamento específico para tratar a doença?
Não existem medicamentos específicos para combater o vírus. O tratamento visa o controle dos sintomas e a estabilização do paciente.
4 - Como evitar a dengue?
A vacinação é uma das formas de prevenir a doença, mas ela não dispensa o combate à proliferação dos focos de mosquitos e os cuidados para reduzir o risco de picadas.
5 - Como é a vacina? Quem pode tomar?
A vacina dengue atualmente disponível contém os quatro sorotipos do vírus: DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4. Pode ser aplicada em pessoas de 9 a 45 anos de idade, por via subcutânea. 
6 - Quem não pode tomar?
Por se tratar de vacina atenuada (viva), é contraindicada em imunodeprimidos, gestantes e mulheres que estão amamentando. Também não deve ser aplicada em pessoas com mais de 45 anos ou crianças com menos de 9 anos de idade.
7 - Essa vacina realmente protege da doença?
A proteção contra dengue grave e hemorrágica fica em torno de 93%. A vacina também se mostrou eficiente na redução dos índices de internação em mais de 80% dos casos. Já a eficácia para a prevenção da doença é de 65,5%.
8 - Quais os riscos à saúde que a vacina pode trazer?
Os estudos demonstraram um padrão de segurança muito bom. Não foram identificados eventos adversos graves na faixa etária para a qual a vacina está licenciada. A maioria das reações foram leves, de curta duração e reversíveis, independentemente da população estudada e da idade, semelhantes aos eventos possíveis após a aplicação rotineira de outras vacinas.
9 - Qual é o esquema de vacinação?
São necessárias três doses, com intervalo de seis meses entre elas.
10 - Qual o impacto da dengue no mundo?
A dengue tem grande impacto na saúde coletiva na maioria dos países das regiões tropicais e subtropicais. Estima-se que ocorram anualmente cerca de 100 milhões de casos no mundo, muitos dos quais levam à internações e óbitos. Os surtos da doença são, muitas vezes, imprevisíveis e sobrecarregam os sistemas público e privado de saúde.
11 - Quantos casos de dengue são registrados no Brasil?
Até junho de 2016, o Brasil contabilizou mais de 1,3 milhões de casos prováveis de dengue, sendo: 59,9% na região sudeste; 20,6% na região nordeste; 10,9% na centro-oeste; 6,0% na região sul e 2,6% na norte. Neste levantamento foram descartados 429.895 casos suspeitos.
No mesmo período foram confirmados 511 casos de dengue grave e 5.570 de dengue com sinais de alarme (que podem evoluir para formas graves, como a hemorrágica).
A região sudeste registrou o maior número de casos graves (287) ou com sinais de alarme (2.623).
Em relação às mortes neste período, foram confirmados 318 óbitos por dengue, mas centenas de casos ainda estão sendo investigados.
12 - Todos os tipos de vírus da dengue podem causar doença?
Sim. Qualquer um dos tipos causa a doença, mas, em geral, um deles predomina a cada ano. Segundo o Ministério da Saúde, tanto em 2015 como em 2016 cerca de 90% dos casos foram causados pelo tipo 1. Entretanto, é muito difícil prever qual tipo predominará.
13 - Como saber se estou desenvolvendo a forma grave da doença?
De um modo geral, entre o terceiro e o sétimo dia da doença ocorre uma diminuição ou desaparecimento da febre e alguns casos evoluem para a recuperação e cura. Entretanto, outros podem apresentar sintomas indicativos de que a doença está se agravando. São eles: sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômito persistente, letargia, sonolência ou irritabilidade, desidratação, hipotensão e tontura. Quando esses sintomas ocorrerem é preciso buscar auxílio médico imediatamente.

FONTE: Dra Flavia Bravo
CRM 52 49728-9
Gerente-médica da Rede Vaccini

Doença Pneumocócica

Criança sendo vacinada1 - O que são doenças pneumocócicas?
São aquelas causadas pela bactéria Streptococus pneumoniae (pneumococo) e incluem: meningite, pneumonia, bacteremia e sepse (infecção na corrente sanguínea), sinusite e otite média (infecção do ouvido).
2 - Todas são graves?
O pneumococo é uma causa muito importante de doenças graves em crianças em todo o mundo, principalmente a sepse, a meningite e a pneumonia. Além disso, é a causa mais freqüente de sinusite e otite média aguda (OMA). Doenças pneumocócicas matam quase 1 milhão de crianças por ano no mundo, 90% delas nos países em desenvolvimento.No Brasil, a mortalidade por pneumonia quase sempre é devida ao pneumococo, isto é, o pneumococo é a principal causa de morte por pneumonia, principalmente em crianças pequenas.
3 - Todas as pneumonias e otites são causadas pelo pneumococo?
Não, outros agentes podem causar, mas o pneumococo é oprincipal. No Brasil estima-se que 40% das internações por pneumonia sãocausadas por pneumococo.
4 - Quem tem mais risco de contrair a doença?
A população de maior risco para doença pneumocócica grave está entre indivíduos com menos de 5 ou mais de 60 anos e pessoas com doenças crônicas como as cardíacas e pulmonares, a anemia falciforme e outras doenças do sangue; com infecção pelo HIV; imunodepressão; doença renal; além dos transplantados, dos diabéticos, entre outros.
5 - Como a doença pneumocócica é transmitida?
A transmissão ocorre de um indivíduo para outro através do contato íntimo, por meio de gotículas de saliva, geralmente associada a aglomerações. Por esta razão, as crianças de creche têm maior risco de adquirir a doença. A transmissão ocorre mais nos meses de inverno e início da primavera. A bactéria pode estar presente na mucosa nasal e na garganta dos indivíduos saudáveis.
6 - Qual é o tratamento?
O tratamento da doença pneumocócica tem se tornado mais difícil pela crescente resistência à penicilina. Além disso, alguns tipos apresentam resistência a múltiplos antimicrobianos. Por isso a importância da prevenção através da vacina.
7 - Quais as vacinas existentes contra os pneumococos?
Atualmente existem dois tipos de vacinas antipneumocócicas disponíveis no mercado: a vacina polissacarídica (Pneumocócica 23-valente) e as vacinas conjugadas (pneumocócica 10-valente, também conhecida por Synflorix e pneumocócica 13-valente, conhecida por Prevenar 13).
8 - Qual a diferença entre essas vacinas?
A vacina Pneumocócica 23-valente não é eficaz para crianças abaixo de 2 anos de idade e pouco eficaz em crianças de outras idades. A resposta imunológica das crianças desta faixa etária a vacinas polissacarídicas não é boa, com baixa produção de anticorpos específicos, queda rápida dos seus níveis e não ocorre fenômeno de memória quando há reexposição. Por outro lado, entre adultos, idosos e pacientes com doença de base, a eficácia é bastante satisfatória para formas graves da doença. A persistência da imunidade não é muito boa e, dependendo da população vacinada e da faixa etária, existe indicação de apenas uma revacinação após cinco anos.As vacinas conjugadas apresentam melhor resposta imune especialmente para as crianças menores de dois anos de idade, estimulando a produção de anticorpos nesta faixa etária, bem como um forte efeito de memória na reexposição. Os tipos de antígenos contidos nestas vacinas são aqueles relacionados com as formas mais graves de doença pneumocócica.
9 - Quem pode se vacinar?
As vacinas antipneumocócicas conjugadas estão indicadas de rotina para todas as crianças a partir de dois meses de idade, para adultos a partir de 60 anos de idade e para pessoas portadoras de doenças crônicas de qualquer idade. A vacina antipneumocócica polissacarídica 23-valente está indicada para todas as pessoas com mais de 60 anos.Também há indicação para esta vacina em situações de risco para a doença pneumocócica, a partir de 2 anos de idade, como pacientes diabéticos; com doença pulmonar; doença cardiológica; asplênicos (sem baço); imunodeprimidos; entre outros. No caso destas pessoas de risco recomenda-se, inclusive, a vacinação com as duas vacinas, conjugada e polissacarídica.
10 - Como saber qual tipo de vacina devo usar?
Para crianças, a vacina escolhida deve ser sempre a pneumocócica conjugada.Crianças maiores de 24 meses, adolescentes e adultos, se considerados de alto risco, como  anemia falciforme, outras doenças do sangue, infecção pelo HIV, doenças crônicas cardíacas ou pulmonares, imunodepressão, doença renal, transplantadas, devem receber os dois tipos de vacina pneumocócica. Maiores de 60 anos também  devem receber, de rotina,  as vacinas antipneumocócicas 13 e 23-valente.
11 - Qual é o esquema vacinal?
Para crianças, a vacinação pneumocócica deve ser iniciada o mais precocemente possível e está indicada a partir dos 2 meses de idade. Isso porque a doença é mais grave e mais incidente no primeiro ano de vida. O esquema recomendado é de três doses no primeiro ano de vida (a partir dos 2 meses de idade) e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.A vacina anti-pneumocócica 23-valente deve ser aplicada em dose única naquelas situações em que está indicada. A necessidade de reforço 5 anos após deve ser avaliada pelo médico.Uma dose da vacina 13-valente é recomendada para todas as crianças saudáveis entre 24 meses e 5 anos (71 meses) de idade não vacinadas previamente ou com vacinação pneumocócica incompleta. Se crianças nesta faixa etária apresentarem com condições médicas subjacentes que aumentam o risco para a doença pneumocócica ou suas complicações (doença falciforme, infecção pelo HIV ou outra condição de imunocomprometimento, implante coclear, fístula liquórica, entre outras), tendo sido ou não previamente vacinadas com as vacinas 7 ou 10-valente, devem receber duas doses da vacina 13-valente. Isto inclui aqueles que já receberam a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente. A vacina deve ser aplicada pelo menos 8 semanas após a última dose de vacina (conjugada ou da polissacarídica). 
12 - Quais os efeitos adversos das vacinas contra o pneumococo?
Os eventos adversos mais comuns são reações locais, como dor, vermelhidão, inchaço enduração. Reações graves são raras.
13 - Existem contraindicações às vacinas?
A vacina conjugada 10-valente não está indicada para pessoas acima de 5 anos de idade. Tanto as vacinas conjugadas como a vacina polissacarídica são contraindicadas em pessoas com hipersensibilidade a componentes da vacina. A vacinação deve ser adiada em vigência de doença aguda moderada ou grave, mas pode ser utilizada em vigência de doença leve do trato respiratório.
14 - As vacinas estão disponíveis nos Postos de saúde?
A vacina 10-valente está disponível nos postos de saúde, para crianças até 2 anos de idade. Para pessoas de risco para doença pneumocócica, a vacina 23-valente pode ser obtida através dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais do Ministério da Saúde.
15 - Como fazer em relação a crianças que tenham terminado esquemas de vacinação com as vacinas 7 ou 10-valente mas que desejam proteção mais ampliada com a vacina 13-valente?
As crianças que receberam esquema completo com as vacinas 7 ou 10-valente podem tomar uma dose suplementar da vacina 13-valente para ampliar a proteção contra os sorotipos adicionais, desde que se respeite um intervalo mínimo de 2 meses após a última dose da vacina recebida previamente.
16 - Crianças com mais de 5 anos não podem tomar as vacinas conjugadas?
Como a vacina 13-valente só está licenciada em bula até 5 anos e a partir de 50 anos de idade,  crianças e adolescentes a partir de  6 anos, bem como adultos até 50 anos de idade, mas que apresentam doenças subjacentes de maior risco para doença pneumocócica invasiva, podem e devem receber uma dose  da vacina 13-valente, desde que apresentem o pedido médico. Isto inclui também aqueles que já receberam a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente.

Rubéola

1 - O que é Rubéola?
É uma doença viral, contagiosa que pode acometer pessoas de qualquer idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por via respiratória, através das secreções nasais e da garganta, onde o vírus se encontra.
A pessoa não protegida, isto é, sem anticorpos, quando infectada apresentará, após um período de incubação de cerca de 15 dias, febre, manchas vermelhas pelo corpo (exantema) e “gânglios” no pescoço e nuca. Mas muitas vezes a doença passa despercebida, sem sintomas evidentes.
É importante que TODOS estejam vacinados, para eliminarmos a Síndrome da Rubéola Congênita.
2 - A rubéola é grave?
Normalmente a rubéola é benigna, exceto quando atinge uma mulher grávida, porque pode causar aborto, parto prematuro ou defeitos congênitos no bebê (problemas cardíacos, cegueira, surdez, retardo mental, etc.). Estes defeitos no recém nascido caracterizam a Síndrome da Rubéola Congênita.
3 - Como prevenir a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita?
A prevenção é feita através da vacinação. A vacina é aplicada a partir de 12 meses (junto com as vacinas contra o sarampo e a caxumba – vacina Tríplice Viral – e também com a vacina da varicela – vacina Quádrupla Viral). Para eliminar a rubéola congênita, mulheres e homens suscetíveis (que nunca tiveram a doença ou não foram vacinados) também precisam se vacinar.
4 - Quem se vacinou não terá a doença?
A vacina contra a rubéola tem 95% de eficácia quando aplicada após o primeiro ano de vida.
5 - Por que ocorrem campanhas de vacinação contra a rubéola?
Os serviços de Vigilância Sanitária de todo o Brasil  acompanham o número de casos da doença. Ocasionalmente detectam surtos de rubéola (número de casos maior do que o esperado) e casos de rubéola congênita. Da mesma forma, detectam quais as idades em que houve maior proporção de casos. Quando isto ocorre, campanhas de vacinação são planejadas para conter a doença e evitar a Rubéola Congênita.
6 - Por que ocorrem os surtos de rubéola?
A vacinação de rotina contra a rubéola, no serviço público, iniciou em 1992 e no ano de 2000 já tínhamos mais de 95% da população de crianças de 1 a 10 anos de idade vacinadas. Mas as pessoas mais velhas naquela época não foram vacinadas, permanecendo suscetíveis à doença. Campanhas de vacinação de seguimento foram realizadas em 2000 e 2004 e a vacinação de mulheres em idade fértil foi concluída em todos os Estados do país em 2002. Com isso, houve uma redução do número de casos, mas em função do acúmulo de indivíduos não vacinados ao longo do tempo, principalmente homens, ainda há condições para a circulação do vírus da rubéola no país, o que contribui para a ocorrência de surtos e da doença congênita.
O vírus da rubéola circula quando encontra pessoas desprotegidas, sem anticorpos. Isso propicia o aparecimento de casos em adolescentes e adultos jovens, e aumenta o risco do acometimento da doença em mulheres grávidas. Para impedir surtos é necessária a adoção de estratégias de vigilância e vacinação de rotina e campanhas, a fim de  reduzir a circulação do vírus da rubéola e eliminar a Síndrome da Rubéola Congênita.
7 - O que fazer se uma mulher grávida não vacinada tiver contato com alguém com rubéola?
As gestantes com suspeita de infecção por rubéola ou que tiveram contato com um caso confirmado de rubéola devem ser investigadas e acompanhadas pelo seu médico, que informará a equipe de vigilância municipal e estadual até o encerramento adequado do caso. Se houver confirmação de diagnóstico de rubéola na gestante, a equipe de vigilância municipal e estadual a acompanhará até o término da gestação, assim como seu recém-nascido, uma vez que nestes casos, há risco real de ocorrência da síndrome da rubéola congênita.
8 - A mulher grávida pode receber a vacina?
A vacina é contraindicada em grávidas. A mulher grávida só deverá receber a vacina após o parto, a qualquer hora.
9 - E se a mulher não souber que está grávida e receber a vacina?
A contraindicação baseia-se no risco teórico de acometimento do bebê, uma vez que a vacina  é feita com vírus vivos atenuados. Para maior segurança da mãe e de seu bebê, todas as vacinas de vírus vivos são contraindicadas na gravidez. No entanto, são inúmeras as mulheres que, acidentalmente (por não saberem estar grávidas) foram vacinadas nas últimas campanhas. Estas mulheres foram acompanhadas e nenhuma delas ou seus bebês sofreram qualquer dano por isso. Desta forma, não há motivo para pânico e não se deve pensar em interromper a gravidez.
10 - E se a pessoa não souber se já foi vacinada ou se já teve a doença deverá ser vacinada?
TODOS devem ser vacinados nesta situação, independente de idade ou sexo. Mesmos as pessoas já vacinadas ou que referem já ter tido a doença, ao receberem a vacina contra a rubéola NÃO têm risco de apresentarem maiores efeitos colaterais. Além disso, poderão estar mais protegidas, uma vez que cerca de 5% das pessoas vacinadas anteriormente podem não ter desenvolvido anticorpos.
11 - Onde a vacina está disponível?
A vacina pode ser encontrada em clínicas privadas e nos Postos de Saúde.
Nos Postos de Saúde está disponível para indivíduos a partir de 12 meses de idade, até 49 anos. Na rede privada está disponível para qualquer idade, independente do sexo.

Influenza (Gripe)

Quais são os sinais e sintomas de gripe?
Os sintomas da gripe incluem febre, tosse, dor de garganta, dores corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. A gripe pode agravar condições médicas subjacentes ou crônicas. Também pode complicar com pneumonia pelo próprio vírus influenza ou por infecção secundária por bactérias, principalmente o pneumococo.
Como a gripe é transmitida?
De pessoa para pessoa através da tosse ou espirro de pessoas contaminadas, e também ao contato com objetos que estejam contaminados pelo vírus e, em seguida, levando as mãos à boca, olhos ou nariz.
Os vírus influenza podem circular durante todo o ano, mas a maioria dos surtos ocorre durante o outono e inverno.
Qual é o período de transmissão?
Pessoas infectadas podem ser capazes de infectar outras pessoas um dia antes desenvolver sintomas e até 7 dias ou mais depois de ficar doente. Isso significa que a pessoa pode ser capaz de transmitir a gripe a alguém antes de saber que está doente.
Qual a diferença entre a  gripe suína (ou H1N1) da gripe sazonal?
Gripe suína foi assim popularmente chamada quando surgiu, em 2009, casos de gripe causados por uma variante genética nova de vírus H1N1, formada a partir da combinação de vírus humano e suíno. Na ocasião, causou muita preocupação, pois havia enorme risco de se repetir uma pandemia com alta letalidade, como ocorreu com a gripe espanhola, por tratar-se de um vírus influenza novo, com comportamento um pouco diferente dos vírus sazonais, atingindo de forma grave pessoas jovens, o que não é normalmente esperado. Este vírus H1N1 continua circulando até hoje e podemos dizer que, atualmente, deve ser encarado como mais um vírus sazonal.
Quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir gripe?
As pessoas com a infecção pelo vírus influenza  devem ser consideradas potencialmente contagiosas desde o início dos sintomas até 7 dias após o aparecimento dos sintomas. As crianças especialmente podem ser potencialmente transmissoras durante períodos mais longos (por 10 dias ou mais do início do quadro).
Que superfícies são mais susceptíveis de serem fontes de contaminação?
Germes podem ser disseminados quando uma pessoa toca algo que está contaminado e, em seguida, tocar os seus olhos, nariz ou boca. Gotículas de tosse ou espirro contaminadas podem mover-se através do ar. Assim, qualquer superfície suscetível a contatos com estas gotículas são um risco: maçanetas, mesas, copos, talheres, etc.
Quanto tempo pode o vírus viver fora do corpo humano?
Sabemos que alguns vírus e bactérias podem viver por 2 horas ou mais em superfícies comuns. Por isso, a frequente lavagem das mãos irá ajudar a reduzir as chances de contaminação a partir destas superfícies.
Existem medicamentos para tratar a gripe?
Sim. Os antivirais oseltamivir e zanamivir são indicados para o tratamento de  infecção pelo vírus influenza, principalmente em pessoas de risco para desenvolvimento de doença grave. Estes antivirais foram desenvolvidos na luta contra o vírus da gripe aviária, tornando a doença mais branda, diminuindo o risco de complicações e com evolução mais rápida. Estes medicamentos antivirais funcionam melhor se o tratamento for precoce, logo após o início do quadro clínico (até 2 dias de sintomas). Estes medicamentos só devem ser tomados com indicação médica.
Como se proteger?
A rede pública de vacinação  disponibiliza todos os anos, gratuitamente, a vacina trivalente (com duas cepas de vírus influeza A e uma cepa B)para os grupos de risco: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes em qualquer fase da gestação, profissionais de saúde, pessoas com doenças crônicas, idosos a partir de 60 anos, população indígena.
Nas clínicas privadas estão disponíveis vacina trivalente e quadrivalente (com duas cepas de vírus influenza A e duas cepas de vírus influenza B)a para todas as pessoas a partir de 6 meses de idade.
Porque somente estes grupos foram priorizados na vacinação do governo?
Pelo fato de não ser possível a aquisição de número suficiente de vacinas para imunizar toda a população. Desta forma, o Ministério da Saúde selecionou aqueles indivíduos de maior risco de apresentar complicações e formas graves de gripe.
Por que é importante vacinar-se contra a gripe?
Porque é uma doença que pode evoluir de maneira grave e até mesmo fatal, embora a maioria dos casos felizmente seja leve. As pessoas com maior chance estatística para a gravidade fazem parte dos grupos de risco que podem tomar vacina gratuitamente no sistema público, mas qualquer pessoa pode desenvolver quadros graves e complicações.
Além de vacina, quais as outras medidas de proteção?
  • Cubra o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar. Jogue o lenço no lixo depois de usá-lo. Em seguida, lave as mãos. Aja desta forma sempre que tossir ou espirrar.
  • Lave as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar. Solução a base de álcool são igualmente eficazes.
  • Evite tocar os olhos, nariz ou boca.
  • Tente evitar o contacto próximo com pessoas doentes.
  • Se você ficar doente com sintomas gripais, a OMS e o CDC recomendam limitar o contacto com outras pessoas, tanto quanto possível. Não ir ao trabalho ou escola, se estiver se sentindo muito mal.

Perguntas frequentes sobre HPV

O HPV E A PREVENÇÃO DA INFECÇÃO EM HOMENS E MULHERES

O que é HPV?
Existem mais de 100 tipos desse vírus que é altamente contagioso e muito comum entre a população. Dentre os de maior ocorrência, destacam-se os tipos 16 e 18, de alto risco para o câncer do colo do útero, e os tipos 6 e 11, que causam verrugas genitais.
Qual a relação do câncer do colo do útero com HPV?
O HPV está presente em 99,7% das mulheres com esse tipo de câncer. Para ter ideia da importância desse vírus, podemos dizer que a relação de causa entre o câncer de colo de útero e a presença do HPV é 50 vezes maior do que a relação entre o fumo e o câncer do pulmão. Os HPVs dos tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.
Considerando todos os tipos de HPV, eles relacionam-se com:
  • 100% dos casos de câncer do colo do útero;
  • 91% dos casos de câncer anal;
  • 75% dos casos de câncer de vagina;
  • 72% dos casos de câncer de orofaringe;
  • 69% dos casos de câncer vulvar;
  • 63% dos casos de câncer de pênis.
Qual a importância das verrugas genitais (ou condilomas)?
Cerca de 1% da população sexualmente ativa nos EUA (1 milhão de pessoas de ambos os sexos) teve verrugas genitais visíveis em algum momento da vida. As verrugas genitais acometem homens e mulheres. Os HPVs dos tipos 6 e 11 são responsáveis por cerca de 90% dos casos de verrugas genitais.
Como se transmite o HPV?
O HPV, na grande maioria das vezes, é transmitido por via sexual. O contágio se dá pelo contato "pele com pele" e, portanto, o uso de preservativos não é suficiente para a prevenção da infecção, uma vez que o vírus pode estar alojado na pele não coberta pela camisiha. A alta prevalência do vírus na população feminina e masculina (cerca de 50% da população sexualmente ativa já foi ou será infectada por um ou mais tipos de HPV em algum momento da vida) faz com que o risco de contágio seja alto. Vale destacar que a infecção pelo HPV não está restrita a grupos de risco, podendo atingir todos os homens e mulheres sexualmente ativos.
Como prevenir o HPV?
Atualmente, existem duas vacinas contra o HPV, uma contendo os tipos 6, 11, 16 e 18 e outra contendo os tipos 16 e 18. Elas são seguras e eficazes contra os tipos de HPV contidos em suas formulações, mas são vacinas diferentes, portanto, consulte seu médico para saber qual das duas deve ser aplicada.
 A vacina HPV16,18 está licenciada para mulheres a partir de 9 anos de idade. Já a vacina HPV6,11,16,18 está licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos e para meninos e homens de 9 a 26 anos de idade.
Quem deve tomar a vacina?
Tanto mulheres como homens podem e devem ser vacinados contra o HPV.
Qual a melhor idade para vacinar?
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que a vacinação ocorra o mais precocemente possível, a partir de 9 anos de idade (antes do início da atividade sexual). No entanto, não há contraindicações para a vacinação de mulheres acima de 26 anos - os estudos comprovam a segurança e a eficácia da vacina em mulheres mais velhas.
Por que é melhor vacinar precocemente?
Quanto mais jovem, melhor é a resposta à vacina devido à maior quantidade de anticorpos produzida. Além disso, a infecção pelo HPV tende a acontecer precocemente, já no ano de iniciação sexual, mesmo que a pessoa tenha apenas um parceiro.Por essa razão, o ideal é que a vacinação seja feita bem antes de contato com o HPV, ou seja, na pré-adolescência/adolescência.
Mulheres grávidas podem se vacinar?
Não é recomendado, pois  não existem estudos que demonstrem a segurança da vacina nesses casos.
A vacina serve como tratamento?
Não. A ação da vacina é preventiva.
A mulher vacinada precisa continuar fazendo o exame Papanicolau (preventivo)?
Sim. Os tipos 16 e 18 do HPV são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero, mas existem outros tipos desse vírus. Portanto, é preciso continuar fazendo o exame Papanicolau anualmente.
Quais são os efeitos colaterais?
A vacina é usada em vários países, milhões de pessoas já foram vacinadas e a segurança está bem demonstrada. Como é produzida com vírus inativados (mortos), não é capaz de causar a doença. Como ocorre com todas as vacinas, alguns eventos adversos podem ser observados, geralmente, apenas reação local como dor, endurecimento e vermelhidão. Raramente, pode ocorrer febre baixa e passageira.
O desmaio, também chamado de síncope ou reação vaso-vagal, pode ocorrer após a aplicação de qualquer tipo de injeção e está relacionado a uma hiper-reatividade do sistema nervoso diante de uma situação de stress. É mais comum em adultos e adolescentes. Na maior parte das vezes (90%) a síncope ocorre nos primeiros 15 minutos após a aplicação da injeção (cerca de 60% dessas reações acontecem nos primeiros cinco minutos). As pessoas que se sentem ansiosas, com sudorese, mal-estar, falta de ar antes da aplicação da vacina precisam ficar atentas para prevenir quedas e devem permanecer sentadas ou deitadas após a vacinação.

Rotavírus

1 - O que é rotavírus?
O rotavírus é um vírus que causa diarreia grave frequentemente acompanhada de febre e vômitos. É uma das principais causas de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo. A maioria das crianças se infecta nos primeiros anos de vida e os casos mais graves ocorrem em crianças até os dois anos de idade.
2 - Quais os sintomas da doença causada por rotavírus?
A diarreia por Rotavírus tem curto período de incubação (24 a 48 horas), início abrupto, vômitos, febre alta e diarreia intensa, podendo evoluir com desidratação, muitas vezes requerendo internação e podendo levar à morte.
3 - Como a diarreia por rotavírus pode ser prevenida?
As medidas tradicionais de higiene e de saneamento básico não são suficientes para sua prevenção, por ser uma doença de fácil contágio entre as pessoas e de curta incubação. A melhor maneira para o controle do Rotavírus é a utilização da vacina.
4 - Qual o esquema vacinal?
Existem duas vacinas rotavírus: pentavalente e monovalente. O esquema da vacina monovalente  é de duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas entre as doses. O esquema da vacina pentavalente é de três doses, com intervalo mínimo de quatro semanas entre as doses. Para ambas as vacinas, a primeira dose deve ser aplicada a partir de 6 semanas e até 14 semanas de vida e a última dose até 7 meses e vinte e nove dias.
Se o bebê perder a primeira dose, não poderá mais ser vacinado. Por isso é muito importante prestar atenção no prazo para início do esquema vacinal.
Por que não deve ser aplicada fora das faixas etárias preconizadas?
A vacina não deve, de forma alguma, ser aplicada fora das faixas etárias, pois os estudos realizados com essa vacina foram conduzidos somente nesse grupo e, portanto, não se conhece a segurança e eficácia se o esquema não for respeitado.
6 - O que é invaginação intestinal? Qual a causa e o tratamento?
Invaginação é uma forma de obstrução intestinal na qual um segmento do intestino se dobra para dentro de outro segmento, causando obstrução intestinal e compressão dos vasos sanguíneos do local. Pode ocorrer com maior frequência nas crianças entre 4 e 9 meses de idade, sendo uma das causas mais comuns de abdome agudo nesta faixa etária. O bebê apresenta náusea, vômitos, dor abdominal e,às vezes, pode apresentar fezes com muco e sangue (“geléia de morango”). De modo geral a invaginação ocorre aleatoriamente na população infantil, sem associação a nenhuma causa. O tratamento pode ser conservador, no entanto, em algumas situações, o tratamento cirúrgico é indicado.
7 - Quais são os eventos adversos que a vacina pode causar?
Os eventos adversos são raros, mas podem ocorrer discretos sintomas gastrointestinas (cólica, alteração nas fezes, febre baixa).
8 - Quais as contraindicações para aplicação da vacina?
  • Imunodeficiência.
  • Uso de corticosteróides em doses elevadas ou outras terapêuticas imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia).
  • Reação alérgica grave a um dos componentes da vacina ou em dose anterior (urticária disseminada, broncoespasmo, laringoespasmo, choque anafilático), até duas horas após a aplicação da vacina.
  • História de doença gastrointestinal crônica.
  • Malformação congênita do trato digestivo.
  • História prévia de invaginação intestinal.
9 - A vacina pode ser aplicada com outras vacinas?
A vacina oral contra rotavírus pode ser aplicada simultaneamente com outras vacinas, sem prejuízo das respostas das vacinas aplicadas.
10 - É preciso algum intervalo entre a vacina do rotavírus e outras vacinas, quando não aplicadas no mesmo dia?
Apesar de poderem ser aplicadas no mesmo dia, a vacina Pólio oral (Sabin) quando não aplicada no mesmo dia da vacina  Rotavírus, é a única vacina que pode interferir na resposta e, se possível, deve-se aguardar um intervalo de 15 dias entre elas. Em relação a todas as outras vacinas, não há nenhuma restrição de intervalo, podendo ser aplicadas a qualquer tempo, após o uso da vacina contra rotavírus.
11 - Criança com refluxo gastroesofágico pode ser vacinada?
Sim, não há contraindicação para aplicação da vacina contra Rotavírus nestas crianças.
12 - Se a criança apresentar vômitos ou regurgitar após a aplicação da vacina, ela pode ou deve ser revacinada? É preciso interromper a amamentação antes ou depois da vacina?
Não, a dose não precisa ser repetida. A quantidade de antígenos da vacina é tão grande e a adesão deles à mucosa oral é tão rápida, que basta uma quantidade ínfima para garantir uma boa resposta à vacina.
Da mesma foram, não há nenhuma recomendação em relação à amamentação: o bebê pode mamar a qualquer momento, antes ou depois da vacinação.
13 - Onde a vacina está disponível?
A vacina monovalente está disponível tanto na rede pública como na rede privada. A vacina pentavalente apenas na rede privada.

Coqueluche

1 - O que é coqueluche?
Doença infecciosa aguda, causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis, de rápida proliferação.
Ao penetrar no organismo, essa bactéria lesa os tecidos da mucosa do aparelho respiratório. A transmissão ocorre pelo contato direto com indivíduos que têm a bactéria colonizada em sua orofaringe (estes indivíduos podem estar doentes ou apenas serem portadores assintomáticos). A incubação da coqueluche é de 7 a 14 dias, aproximadamente, e a transmissão ocorre a partir dos primeiros sintomas até um mês depois.
2 - Quais são os sintomas da coqueluche?
A principal característica da coqueluche é a presença de tosse forte e prolongada. - daí o nome popular de "tosse comprida". Nos primeiros dias e durante uma ou duas semanas, os sintomas são inespecíficos e semelhantes aos de uma gripe (febre, tosse leve, coriza, olhos avermelhados e lacrimejantes).
Mais tarde, quando esses sintomas desaparecem surge a tosse típica da doença: “crise” de tosse por alguns minutos, em que o doente não consegue tomar fôlego, o que só faz no final do acesso, geralmente com um “guincho”, podendo ser acompanhada por vômitos.
Depois de cada acesso, o doente sente-se bem. À noite, a tosse é mais intensa e as crises mais frequentes. Outros sinais próprios da doença são pequenas lesões no freio da língua, congestionamento da pele do rosto e hemorragias leves nos olhos, todos causados pelos prolongados acessos de tosse.
A fase das crises de tosse pode prolongar-se por três a seis semanas e é seguida por uma fase de recuperação com tosse persistente por cerca de 3 semanas.
O quadro clínico é mais grave nos primeiros meses de vida, quando a resistência da criança é menor e as crises, provocando diminuição da oxigenação do organismo, podem trazer consequências sérias. É muitas vezes necessária a internação, inclusive em unidades de terapia intensiva, pois o risco de morte é real.
Já nos adultos a doença pode passar despercebida, sem sintomas importantes, geralmente com tosse seca que se mantém por alguns meses, mas capaz de ser transmitida para outras pessoas, inclusive bebês suscetíveis, que podem desenvolver um quadro severo.
3 - Como se diagnostica coqueluche?
O diagnóstico se baseia na observação do quadro clínico e é confirmado laboratorialmente. O diagnóstico de coqueluche poderá ser bastante difícil. Baseado nos sintomas, o médico pode levantar a hipótese diagnóstica, mas a única forma de ter certeza será mediante cultura (a partir das secreções nasais e da garganta) e exame de sangue.
4 - Como é o tratamento?
O tratamento deve sempre ser orientado pelo médico, para evitar complicações como pneumonia e broncopneumonia. É necessário o uso de antibiótico que destrua a Bordetella. Recomenda-se que o doente seja isolado de outras pessoas suscetíveis por um período de quatro semanas.
5 - Como prevenir a coqueluche?
A melhor prevenção é o uso precoce da vacina já a partir do segundo mês de vida; em três doses no primeiro ano de vida e dois reforços (entre os 15 a 18 meses e entre os 4 a 6 anos). 
A vacina protege por cerca de 10 anos e por isso, se fazem necessário reforços na adolescência e idade adulta, a cada 10 anos, o que só é possível nas clínicas particulares onde está disponível uma vacina para adolescentes e adultos, que, infelizmente, ainda não existe na rede pública, exceto para gestantes e pessoal da área de saúde que trabalhe em UTI neonatal.
6 - Que vacinas protegem da coqueluche?
A vacina contra a coqueluche está sempre combinada às vacinas do tétano e da difteria, no que chamamos de tríplice bacteriana, que, por sua vez, pode estar combinada a outras vacinas nas chamadas vacinas combinadas, como a tetra, a penta e a hexa. Veja abaixo as possíveis apresentações dessa vacina:
  • Tríplice Bacterianas de células inteiras (DTPw) pediátrica, na rede pública
  • Tríplice Bacterianas acelular (DTPa) pediátrica, na rede privada.
  • Tríplice Bacterianas acelular (dTpa) adulto, na rede privada para adolescentes e adultos e na rede pública para gestantes e pessoal que trabalha em UTI neonatal.
Combinações:
  • Penta de células inteiras - DTPw + Hib + Hepatite B, na rede pública.
  • Tetra acelular - DTPa + Hib, na rede privada.
  • Penta acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável, na rede privada.
  • Hexa acelular – DTPa + Hib + Pólio Injetável + Hepatite B, na rede privada.
7 - Qual a diferença entre as vacinas contra coqueluche do posto e da rede privada?
As vacinas da rede pública são produzidas a partir da célula inteira da bactéria causadora da coqueluche. Já as da rede privada contêm apenas fragmentos dessa célula e por isso causam menos reações adversas e são chamadas de acelulares.
8 - Qual a vantagem de usar as vacinas acelulares?
As vacinas acelulares são menos dolorosas e mais seguras, pois causam menos reações adversas. Além disso, possibilitam a vacinação contra a coqueluche daqueles que apresentaram reação adversa grave à vacina de células inteiras.
9 - As vacinas combinadas sobrecarregam o sistema imunológico?
Não. O sistema imunológico não fica sobrecarregado e reage normalmente, produzindo anticorpos contra todas as doenças preveníveis pela vacina combinada.
10 - Como é a vacinação contra coqueluche?
A vacinação contra coqueluche é rotina há muitos anos para as crianças. São três doses e dois reforços: aos 2, 4 ,6 e 18 meses e entre 5 e 6 anos de idade. A proteção satisfatória só ocorre após a terceira dose, aos 6 meses de idade, deixando então os bebês em risco até esta idade. O último reforço é aplicado entre os 4 e 6 anos de idade e mantém a imunidade por cerca de  dez anos. Após este período, a imunidade cai, deixando os adolescentes e adultos suscetíveis, fazendo-se necessário reforço com a vacina do tipo adulto.
11 - Se a doença é branda nos adolescentes e adultos, por que vacina-los?
O adolescente e o adulto, caso contraiam a doença, mesmo apresentando um quadro brando ou até assintomático estão transmitindo a bactéria e podem contaminar algum bebê com menos de 6 meses, sem proteção adequada e de risco para a doença grave. Daí a importância da vacinação do adulto e dos adolescentes, que têm sido os responsáveis pelo aumento da incidência da coqueluche nos últimos anos, principalmente entre os bebês pequenos.
12 - Se já tiver tido a doença é preciso vacinar?
Sim, pois a doença, da mesma forma que a vacina, não confere proteção por longo prazo, isto é, o nível de anticorpos vai caindo com o tempo, deixando a pessoa suscetível à coqueluche e capaz de transmiti-la para outras pessoas.
13 - A gestante pode de vacinar?
A gestação não é contraindicação para o uso de dTpa, muito pelo contrário. A vacinação durante todas as gestações é inclusive recomendada. Independente do tempo transcorrido desde a última dose, a vacina DEVE ser aplicada na gestação, a partir da vigésima semana, preferencial entre 27 e 32 semanas de gestação. Naquelas gestantes que não receberam a vacina contra coqueluche nos últimos anos é indicada a vacinação logo após o parto.
14 - Existe alguma contraindicação para a vacina Tríplice Bacteriana do Adulto?
Apesar de ser uma vacina acelular e muito segura, está contraindicada em algumas situações:
  • Antecedente de reação anafilática à vacina ou seus componentes;
  • Pessoas com antecedente de encefalopatia sem causa identificável sete dias após dose anterior de vacinas contendo componente para coqueluche.
15 - Quais são as reações adversas mais comuns das vacinas contra coqueluche?
De modo geral, pode ocorrer febre e reação local nas primeiras 48 horas (dor, calor, vermelhidão, endurecimento). Entretanto, é possível reação mais severa que o esperado, sobretudo com a vacina de células inteiras, como febre alta (> 40,5 ºC), tremores ou convulsões e hipotonia (flacidez do tônus muscular) nas primeiras 48 horas após vacinação, choro intenso e persistente por mais de três horas. Estes casos não contraindicam a vacinação mas requerem precauções e cuidados adicionais, sendo especialmente indicada a vacina acelular.

Meningites Bacterianas

1 - O que é meningite?
Meningite indica processo inflamatório e/ou infeccioso das membranas que envolvem o cérebro, provocando reação purulenta detectável no líquor, que é o líquido que banha o sistema nervoso. As meningites podem ser bacterianas (ou purulentas), virais e granulomatosas (tuberculosas e fúngicas) ou mesmo fazer parte da evolução de algumas doenças auto-imunes.
2 - Qual a importância das meningites bacterianas?
As meningites bacterianas têm sua causa relacionada com a faixa etária e a provável porta de entrada do agente infeccioso. Constituem-se numa doença infectocontagiosa com alta prevalência na faixa etária pediátrica, principalmente crianças na faixa etária de menor responsividade imunológica (recém-nascidos e menores de 2 anos), acarretando perdas motoras, neurossensoriais e suas conseqUências (surdez, retardamento mental, paralisia motora, etc.), além de alta mortalidade. É um sério problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, com um alto ônus social. Por estes motivos é muito importante a prevenção através da vacinação.
3 - Quais as principais bactérias causadoras destas meningites?
No Brasil são três os principais agentes causadores de meningite bacteriana : Haemophilus influenzae do tipo b, meningoco e pneumococo.
Já praticamente não se registram casos de infecção pelo Haemophilus influenzae do tipo b, visto a vacinação em massa disponível para todos os menores de 5 anos nos postos de saúde.
A meningite meningocócica é a mais comum em nosso meio. Atinge principalmente as crianças menores de 2 anos de idade (faixa em que ocorre a maioria dos óbitos), mas pode atingir também adolescentes e adultos.
A segunda causa mais comum de meningite bacteriana é a infecção pneumocócica que, como a meningocócica, atinge principalmente os menores de 2 anos.
4 - Como diagnosticar meningite?
A suspeita diagnóstica das meningites deve ser sempre conduzida pelo médico, que se baseia em dados clínicos. Exames laboratoriais confirmam o diagnóstico e o tipo de bactéria envolvida. 
No recém-nascido e no lactente, pela imaturidade do sistema nervoso, os sinais são pouco característicos, tornando o diagnóstico mais difícil, sendo preciso observar sinais de alarme: febre alta ou hipotermia, apatia, recusa alimentar, vômitos seguidos, sem relação com a alimentação ou náuseas; alterações no ritmo respiratório, fontanela (moleira) abaulada e tensa, convulsões.
Na criança maior, no adolescente e no adulto, os sinais clínicos já são característicos, tornando a suspeita clínica mais fácil: febre ou hipotermia, anorexia, apatia e sinais indiretos de infecção, sinais neurológicos específicos de irritação do sistema nervoso central, como rigidez de nuca, cefaleia intensa, vômitos, e alterações ao exame do fundo de olho.
5 - Como se contrai meningite bacteriana?
A transmissão ocorre de pessoa para pessoa,  através das gotículas de saliva elimindas por indivíduos  portadores das bactérias em orofaringe. Nessas pessoas, as bactérias colonizam a orofaringe muitas vezes sem causar doença.
Como é doença de incubação muito rápida e muito grave, não adianta vacinar depois de um contato íntimo com um paciente. A melhor maneira de evitar o contágio é estar previamente vacinado.
6 - Como é o tratamento?
O tratamento deve ser rápido, na tentativa de se evitar sequelas e morte. Antibióticos e outras medidas de suporte devem ser instituídos precocemente, em regime de internação hospitalar, geralmente em unidades de terapia intensiva, até que se estabilize o paciente e o risco de morte esteja afastado.
7 - Qual é o prognóstico?
O prognóstico depende da faixa etária, do diagnóstico precoce, da forma clínica da doença.
Todas as meningites bacterianas têm letalidade alta, cerca de 20% dos doentes vão ao óbito. Quanto mais cedo iniciado o tratamento, maior a probabilidade de cura e se evitar sequelas.
Apesar das importantes melhorias no diagnóstico e no tratamento, a meningite ainda se mantém como uma das doenças mais preocupantes em nosso meio, pois mesmo os indivíduos que sobrevivem ainda podem apresentar sequelas, que vão desde leves dificuldades escolares até a paralisia cerebral, passando por várias formas de defeitos físicos e intelectuais, incluindo a surdez parcial ou completa.
8 - Como evitar meningites bacterianas? 
A melhor maneira de evitar é prevenindo antes que um contato com a doença ocorra e hoje existem algumas vacinas disponíveis, mas com diferenças importantes entre elas. 
A vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae do tipo b faz parte do calendário básico de vacinação, estando disponível em postos de saúde, na vacina PENTA de células inteiras que é aplicada a partir dos dois meses de idade, com grande proteção (tornou-se uma doença rara atualmente, graças à vacinação em massa). Na rede privada, essa vacina encontra-se em combinação nas vacinas HEXA e PENTA acelulares e na apresentação isolada. Crianças com mais de cinco anos de idade em geral não necessitam tomar esta vacina. No entanto, adultos e crianças mais velhas com problemas de saúde especiais podem ter recomendação para vacinação. 
Contra a doença meningocócica, existem dois tipos de vacina: as vacinas conjugadas (C e ACWY) e a vacina meningocócica B.
As vacinas conjugadas contra a meningite meningocócica  tem elevada eficácia (inclusive em menores de um ano) e conferem proteção prolongada. A vacina meningocócica conjugada C foi incluída no calendário público de vacinação do Brasil em 2010, para crianças de 2 meses até 2 anos de idade. 
A vacina meningocócica conjugada ACWY e a vacina meningocócica B só estão disponíveis na rede privada de clínicas de vacinação. A importância destas vacinas reside no fato de que muitos países, inclusive o nosso, vêm observando aumento na proporção de casos de doença meningocócica pelos sorotipos B e W. Além disso, em muitos países o risco de infecção pelos tipos B, A, W e Y é maior que no Brasil, de modo que esta vacina se torna a melhor  opção para viajantes. 
Contra a doença pneumocócica, existem as vacinas conjugadas pneumocócicas 10 e 13 valentes, que são recomendadas para todas as crianças a partir dos dois meses até 5 anos de idade. A vacina 13 valente também está licenciada para adultos a partir de 50 anos..
Outra vacina disponível contra a doença pneumocócica é a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente que, da mesma forma que a vacina polissacarídica contra o meningococo, não pode ser aplicada antes dos dois anos de idade (época de maior risco para doença invasiva), não tem proteção prolongada e induz à tolerância imunológica. Tem indicações mais específicas, para indivíduos de alto risco e somente pode ser usada a partir dos dois anos de idade. Crianças sob alto risco devem receber a vacina conjugada e também a vacina 23-valente.
Pessoas a partir de 60 anos de idade também devem ser vacinados com a vacina conjugada 13 valente e a vacina pneumocócica 23 valente.
9 - Em que situações essas vacinas estão indicadas?
Haemophilus Influenzae tipo b conjugada: todas as crianças, a partir de 2 meses de idade e indivíduos sob alto risco para desenvolver doença grave ou com outras situações de risco associadas, em situações em que há diminuição da resposta imunitária (anemia falciforme, pessoas sem baço, alcoolismo, transplante de medula óssea, traumatismos cranianos e endocardite bacteriana). Esta vacina é aplicada em vacinas combinadas ( na “Tetra”, na “Penta”e na “Hexa”) mas também existe em formulação isolada.
  • Meningocócica conjugada ACWY (preferencialmente): todas as crianças aos 3, 5 e 7 meses de idade e reforços entre 12 e 15 meses, aos 5 e aos 11 anos de idade. Também é a vacina recomendada para a imunização de adolescentes, adultos e de viajantes para regiões onde os tipos A, C, W e/ou Y apresentam alta endemicidade (exemplo: “cinturão da meningite da África”, Arábia Saudita, Estados Unidos). Caso não seja possível, utilizar a vacina meningocócica C: duas doses aos 3 e 5 meses. Saiba mais.
  • Pneumocócica 10-valente: todas as crianças, a partir de 2 meses e até 5 anos de idade.
  • Pneumocócica 13-valente: todas as crianças, a partir de 2 meses e até 5 anos de idade.
  • Pneumocócica 23-valente: Idosos e indivíduos com alto risco para doença pneumocócica (pneumopatas, diabéticos, cardiopatas, doentes crônicos, pacientes imunodeficientes). Idosos a partir de 60 anos e crianças, adolescentes e adultos com doenças crônicas devem receber a vacina conjugada 13 valente e a vacina polissacarídica, iniciando com a conjugada  e depois recebendo a 23-valente.
10 - Vacinando contra meningite estou livre dessa doença?
Não. Meningite pode ser causada por muitos outros agentes, como vírus, tuberculose, fungos e outras bactérias. 
A vacina BCG protege contra as formas graves de tuberculose, como a meningite tuberculosa, e sua eficácia mostra-se variável de acordo com os estudos realizados. 
As vacinas pneumocócicas 10 e 13 valente protegem contra os 10 ou 13 principais tipos de pneumococos causadores de doença invasiva, mas existem mais tipos que não estão cobertos pela vacina. Embora menos importantes do ponto de vista da frequência e da gravidade das doenças que são capazes de causar, em determinadas situações podem ser responsáveis por quadros de meningite. 
A vacina meningocócica C conjugada protege contra a meningite causada pelo meningococo tipo C, o tipo mais prevalente na maior parte do nosso país, considerando todas as faixas etárias, mas o meningococo tipo B tem ganhado importância, principalmente entre menores de 2 anos de idade, que já estão protegidos contra o meningococo C, em função da vacinação de rotina de todas as crianças. A proporção de infecções pelo meningococo W também vem aumentando no Brasil e a vacina conjugada ACWY fornece a proteção contra este tipo. 
A vacina contra Haemophilus b é tão eficaz que atualmente quase não encontramos este tipo de meningite, principalmente porque a vacinação está sendo feita em massa, estando disponível para todas as crianças. 
Além disso, toda vacina apresenta uma eficácia variávelque depende da resposta individual de cada pessoa. Desse modo, é possível que ocorra doença mesmo em vacinados, obviamente num percentual muito pequeno. 
Muitos vírus acometem o sistema nervoso e causam meningite, não existindo vacina contra eles. O mesmo ocorre com fungos, que apresentam predileção por pacientes imunodeprimidos. 
11 - Corre-se o risco destas vacinas causarem  meningite?
Não, pois nenhuma destas vacinas é feita com microrganismos vivos, apenas com parte ou fragmentos deles, capazes de desencadear a resposta imunológica com produção de anticorpos, mas incapazes de provocar doença.
12 - Quais os efeitos colaterais dessas vacinas?
Os eventos adversos destas vacinas costumam ser leves, como febre e manifestações no local da aplicação (dor, edema e vermelhidão).
13 - Em que situações essas vacinas estão contraindicadas?
Como a maioria das vacinas, estão contraindicadas em caso de reação anafilática a componentes da vacina. As doenças agudas e graves não contraindicam a vacinação, mas recomenda-se adiar  até melhora do quadro.
14 - As vacinas polissacarídicas são mais baratas, porque, então, usar uma vacina mais cara?
Por que as vacinas polissacarídicas produzem menos anticorpos, não podem ser usadas em crianças abaixo de 2 anos (fase de maior risco para meningite), o nível de anticorpos cai em pouco tempo (em média 3 anos), a cada reforço os eventos adversos são mais intensos e a resposta imunológica é menor e, finalmente, não induzem a memória imunológica (se o indivíduo entra em contato com a bactéria, o organismo não “lembra” do agente, não reagindo com a produção de anticorpos).
15 - Porque é melhor vacinar antes de 1 ano de idade?
Porque este é o período em que as meningites são mais frequentes, mais graves e apresentam maiores riscos de sequelas ou mesmo morte.
16 - Quais os esquemas de dose para cada faixa etária?
  • Vacina contra Hemophilus b: três doses a partir de 2 meses de idade, com intervalo de 2 meses entre elas e um reforço entre 15 e 18 meses;
  • Vacina Meningocócica conjugada ACWY: três doses no primeiro ano de vida (aos 3, 5 e 7 meses), uma dose de reforço entre 12 e 15 meses e outros reforços aos 5 e 11 anos. Para adolescentes: duas doses com intervalo de 5 anos. Para adultos: dose única. Outras doses de reforço poderão ser recomendadas a critério médico, a partir da análise de risco (epidemias, surtos etc.), se dose anterior foi aplicada há mais de 5 anos. Caso não seja possível a utilização desta vacina, aplicar a vacina meningocócica C, cujo esquema no primeiro ano de vida é de 2 doses, aos 3 e 5 meses, com mesmas recomendações para as doses de reforço;
  • Vacina meningocócica B: três doses no primeiro ano de vida (aos 3, 5 e 7 meses), uma dose de reforço entre 12 e 15 meses;
  • Vacinas Pneumocócicas 10 e 13-valente: três doses, o mais precocemente possível a partir dos 2 meses de idade, com intervalo de 2 meses entre as doses e um reforço aos 15 meses. Para crianças que já completaram esquema de vacinação com a vacina 10 valente, uma dose suplementar da vacina 13 valente deve ser avaliada, para ampliação da proteção contra os sorotipos adicionais.
17 - Onde encontro as vacinas contra meningites bacterianas?
Vacinas meningocócicas
Ainda na rede púbica, a vacina Conjugada C está disponível nos postos de saúde para imunização de rotina das crianças até 2 anos de idade. Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) a vacina pode ser fornecida pessoas a partir dos 2 meses de idade e adultos, dependendo da situação epidemiológica, que tenham doenças ou condições de base que impliquem em um maior risco de doença meningocócica (ausência de baço congênita ou adquirida, deficiências de imunidade, anemia falciforme e talassemia).
Na rede privada, podem ser encontradas todas as vacinas meningocócicas conjugadas, inclusive a vacina meningocócica ACWY, além da vacina meningocócica B.
Vacinas pneumocócicas
A vacina pneumocócica 10-valente está disponível nos postos de saúde para imunização de rotina de crianças no primeiro ano de vida. Já a vacina 23-valente está disponível nos CRIEs para crianças a partir de 2 anos de idade e também para adultos de risco especial para a doença.
Segundo alguns estudos, o uso de vacina conjugada previamente à polissacarídica 23-valente resulta em melhor resposta imunológica a esta última. Assim, o CRIE indica, para crianças de risco de dois até cinco anos de idade, aplicação de ambas as vacinas, com o seguinte esquema: crianças que fizeram anteriormente o esquema de vacinação com a vacina conjugada devem ser vacinadas com a 23-valente pelo menos 6 a 8 semanas após a última dose de 10 ou 13-valente e uma segunda dose 5 anos após a primeira. As crianças desta faixa etária com esquema incompleto ou sem vacinação com vacina conjugada devem ser vacinadas com duas doses de vacina conjugada, com intervalo de oito semanas entre elas, uma dose de 23-valente oito semanas após última dose de vacina conjugada e um reforço com 23-valente cinco anos após. Segundo as normas do CRIE, a revacinação com a vacina 23-valente é indicada uma única vez. 
Para pessoas a partir de 60 anos como rotina e adolescentes e adultos de qualquer idade com doenças crônicas, recomenda-se esquema combinado com as vacinas 13 e 23 valente, inicinado-se com uma dose da vacina 13 valente, seguida por uma dose da vacina 23 valente dois meses após e, cinco anos depois, outra dose de vacina pneumocócica 23 valente.
Vacinas contra o Haemophilus influenzae do tipo b
As clínicas da rede privada dispõem da vacina contra o Haemophilus b combinada com vacinas contra outras doenças (vacinas “Tetra”, “Penta” e “Hexa”) e também na formulação isolada.
Esta vacina faz parte do Calendário Básico do Programa Nacional de Imunizações, compondo a vacina combinada Penta dos Postos de Saúde.
Está também disponível nos CRIEs, com apresentação simples, isolada, com indicação restrita a situações especiais: adultos com mais de 19 anos imunodeprimidos e transplantados. Nos menores de 19 anos e não vacinados, nas seguintes situações: imunodeprimidos, pacientes com ausência ou não funcionamento do baço, diabéticos, doentes renais, pulmonares e cardíacos crônicos, algumas doenças genéticas, asmáticos moderados a graves,algumas outras doenças crônicas.

Varicela

1 - O que é a varicela?
A varicela é uma infecção altamente contagiosa, também chamada de CATAPORA, causada pelo vírus varicela-zoster. Geralmente é uma doença não letal em crianças saudáveis, apesar de muito desagradável e implicar em necessidade de afastamento das atividades normais por até 10 dias, devido à alta contagiosidade.
Contudo, é mais severa em adolescentes e adultos e pode causar uma doença séria e por vezes fatal, principalmente em indivíduos com um sistema imunitário enfraquecido. Do total de infectados, um em cada 5.000 desenvolve encefalite e aproximadamente três em cada 100.000 pacientes vão ao óbito.
A infecção durante a gravidez pode resultar em malformações congênitas e morte do bebê.
2 - Como se transmite a varicela?
A varicela é transmitida através da inalação de gotículas que contêm o vírus varicela zoster presentes no ar e pelo contato com os vírus existentes nas lesões de pele. Mesmo antes de surgirem estas lesões, a pessoa já está transmitindo o vírus, o que facilita a ocorrência de surtos, principalmente em ambientes de aglomeração, como escolas e creches. Uma pessoa com varicela torna-se mais infectante logo após o início dos sintomas, mas permanece infectante até as últimas bolhas formarem crostas. O isolamento de uma pessoa infectada ajuda a evitar a transmissão da infecção para aquelas que ainda não tiveram varicela.
3 - Quais são os principais sintomas da doença?
Os sintomas começam 10 a 21 dias após a infecção, sendo geralmente inespecíficos e leves nos primeiros 2 a 3 dias (febre moderada e uma sensação de mal-estar), principalmente em crianças mais velhas. Aproximadamente 24 a 36 horas após o início dos primeiros sintomas, surge uma erupção cutânea caracterizada por pequenas manchas vermelhas e planas. Rapidamente, cada mancha torna-se elevada e forma uma bolha cheia de líquido, pruriginosa, sobre um fundo vermelho. Finalmente, ocorre a formação de crosta. A sequência inteira leva 6 a 8 horas. Grupos sucessivos de manchas continuam a surgir e formar crostas, de modo que, num mesmo momento, existem pápulas, bolhas e crostas. Geralmente, em torno do quinto dia param de surgir manchas novas. No sexto dia, a maioria delas já formou crostas e quase todas desaparecem em menos de 20 dias. Estas lesões podem surgir no couro cabeludo, no interior da boca, no ânus, na vagina (nas mucosas, rompem rapidamente e formam úlceras que podem ser dolorosas). As úlceras também podem formar-se nas pálpebras e nas vias aéreas superiores. A pior fase da doença geralmente dura 4 a 7 dias. Quando só existirem crostas, não há mais risco de transmissão.
4 - Quais as complicações que podem surgir?
As complicações mais comuns são as infecções de pele de leve a graves. As lesões cutâneas ocasionadas pela varicela podem ser infectadas por bactérias, causando erisipela, celulite, impetigo, entre outras, o que leva a necessidade de tratamento com antibióticos, prolongando a doença e podendo gerar a internação do paciente.
A pneumonia causada pelo vírus da varicela é uma complicação grave pode atingir bebês pequenos e especialmente crianças ou adultos com alguma imunodeficiência, gestantes e recém-nascidos.
Também pode ocorrer inflamação do coração e das articulações. O fígado pode ser comprometido, mas geralmente não ocorrem sintomas. Ocasionalmente, pode haver hemorragias nos tecidos. A encefalite é uma complicação rara que ocorre mais no final da doença até uma ou duas semanas após.
Uma complicação muito grave é a varicela neonatal, frequentemente fatal, que ocorre nos recém-nascidos cujas mães estão com varicela no momento do parto ou nos primeiros dias após o parto. A varicela congênita, onde os bebês nascem com malformações graves, muitas vezes incompatíveis com a vida, ocorre quando a varicela acomete a gestante durante a gravidez.
Após a infecção, os vírus da varicela podem permanecem latentes no organismo, nos gânglios de raízes nervosas, por toda a vida, por não terem sido eliminados pelo sistema imunológico. Isso pode não causar qualquer dano, mas em cerca de 10 a 20% dos indivíduos, principalmente em idosos e em imunodeficientes, pode ocorrer - geralmente vários anos após a doença - reativação do vírus levando ao aparecimento do herpes zoster ("cobreiro"), que é caracterizado pelo aparecimento de pequenas vesículas dolorosas em uma região limitada da pele, com dor no local, que pode permanecer mesmo após a cicatrização das lesões.
Na maioria dos casos as crianças recuperam-se sem problemas, no entanto, complicações podem ocorrer para elas e principalmente para os adolescentes e adultos.
5 - A catapora pode matar?
Felizmente, na maioria dos casos, a varicela é doença desagradável mas de boa evolução. No entanto, pode ser grave e até causar o óbito, sendo consideravelmente maior o risco quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência. A taxa de letalidade, que em crianças saudáveis é de 2 para cada 100.000 casos, é 15 a 40 vezes maior em adultos.
6 - Não é melhor ter a catapora logo na infância?
Não é possível prever quem vai evoluir com doença grave ou com infecções secundárias. Por isso é desejável que todas as crianças estejam protegidas, através da aplicação da vacina. Embora ainda seja uma prática comum em algumas culturas, é inaceitável, pelo potencial de gravidade da varicela, que crianças sejam deliberadamente expostas a pessoas infectadas para que adquiram a doença.
Além disso, os adultos susceptíveis que convivem com as crianças têm alto risco de serem infectados e, sendo adultos, desenvolver doença grave. Considerando que nenhuma medida de profilaxia pós-exposição (incluindo o uso de vacina) é 100% eficaz em evitar o desenvolvimento da infecção, estes indivíduos poderão vir a ter e transmitir varicela.
7 - Qual é o tratamento?
Os casos leves de varicela exigem apenas um tratamento sintomático. Compressas molhadas com permanganato de potássio sobre a pele ajudam a aliviar o prurido, o qual pode ser intenso, e previnem escoriações que podem disseminar a infecção e formar cicatrizes. 
Por causa do risco de infecção bacteriana, a pele deve ser lavada frequentemente com sabão e água, as mãos devem ser mantidas limpas, as unhas  aparadas para minimizar a possibilidade de escoriações e as roupas  mantidas limpas e secas. Drogas para reduzir o prurido (p.ex., antihistamínicos) são algumas vezes utilizadas. Quando ocorre uma infecção bacteriana, há necessidade de administração de antibióticos. Os casos graves de varicela podem ser tratados com aciclovir, uma droga antiviral.
8 - Toda criança e adulto deve ser vacinado?
As Sociedades Brasileiras de Imunizações e de Pediatria recomendam a vacinação de todas as crianças a partir dos 12 meses de idade, em duas doses com intervalo mínimo de três meses. Em situações de alto risco, a vacina pode ser adiantada para 9 meses de idade, mas nesse caso esta dose deverá ser desconsiderada. Os adultos que não tiveram a doença também devem ser vacinados (duas doses com intervalo mínimo de uma mês). Crianças e adultos que tenham tido varicela são considerados imunes e não necessitam ser vacinados.
9 - Quem não deve receber a vacina contra a varicela?
A vacina contra a varicela não deve ser aplicada em:
  • Mulheres grávidas;
  • Indíviduos com um sistema imunitário enfraquecido:
    1. Indivíduos com AIDS
    2. Indivíduos que estejam em tratamento com corticoesteróides em doses altas imunossupressoras e/ou    terapia com outras drogas imunosupressoras (incluindo radiação) nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que apresentaram reação anafilática a qualquer componente da vacina.
  • Indivíduos que tenham recebido uma transfusão de sangue ou tratamento com imunoglobulina nos últimos 3 meses.
  • Indivíduos que tenham recebido uma vacina atenuada (feita com microrganismos vivos) nas últimas 4 semanas (Tríplice Viral, Febre Amarela).
10 - E se a minha criança  usa “bombinha” de corticóide ou toma corticóide via oral, ela pode se vacinar?
É seguro vacinar pois a dose da medicação não interfere na eficácia da vacina nem diminui a resistência imunológica.
11 - Qual o esquema de vacinação?
São duas doses, a primeira aos 12 meses de idade e a segunda entre 15 e 24 meses  de idade. Na verdade, pessoas de qualquer idade podem ser vacinadas, com duas doses, com intervalo mínimo um a  três  meses entre elas.
12 - Porque hoje são indicadas duas doses da vacina?
Uma dose da vacina é 95-98% eficaz na prevenção das formas graves de varicela, mas não impede que a doença aconteça, porem de forma branda.. Para prevenção da doença, grave ou branda, são indicadas duas doses.
13 - Quais são as reações da vacinação?
Podem ocorrer umas poucas lesões de pele características de varicela em algumas pessoas, em torno de 5 à 10 dias após a vacinação. Este quadro é brando e rápido.
14 - O que devo fazer se não tiver registros ou não me lembrar se já tive varicela ou se já recebi a vacina?
Crianças e adultos podem e devem ser vacinados se não existir uma história de confiança, ou se não existir prova de vacinação prévia.
15 - Onde encontro a vacina contra varicela?
A vacina da varicela está disponível para todas as pessoas em clínicas particulares, para pessoas de qualquer idade, a partir de 9 meses de idade. Pode ser encontrada com formulação isolada ou combinada com a vacina tríplice viral (conhecida como vacina quádrupla viral).
Nos postos públicos de vacinação ela está disponível apenas para crianças de 15 meses de idade, em uma dose, na formulação combinada com a vacina tríplice viral.
Os Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) do Ministério da Saúde dispõem da vacina para indivíduos de risco para varicela: imunodeficientes e seus contactantes, candidatos a transplantes, transplantados, doentes renais, doadores de órgãos, pacientes sem baço, síndrome de Down, em uso crônico de AAS.

Hepatites Virais

1 - O que é Hepatite?
É uma doença inflamatória do fígado, que pode ser causada por vários agentes, como medicamentos, álcool ou vírus, que prejudicam seu funcionamento, gerando sérias consequências.
2 - Quais são os tipos de HEPATITES VIRAIS?
Existem vários tipos de vírus que causam hepatite, sendo os mais comuns os vírus das hepatites A, B e C.
3 - Como se transmitem as hepatites A e B?
A forma mais comum de transmissão do vírus da Hepatite A é pela via orofecal, através do contato com pessoas infectadas e também pela ingestão de água e alimentos contaminados. A disseminação do vírus é favorecida pela falta de higiene pessoal e pela superpopulação. Como é muito frequente não existirem sintomas, principalmente em crianças, ou estes serem muito brandos e inespecíficos, a transmissão pode ocorrer facilmente, sem que se saiba. É possível haver contaminação através de atividades sexuais.
Já no caso da hepatite B, o contágio se dá, principalmente, através de contato com sangue e fluidos corpóreos contaminados. A prática de sexo sem proteção com pessoas portadoras do vírus da hepatite B é a forma mais frequente de transmissão em nosso meio. Na fase inicial, não existem sintomas evidentes. Sendo assim, o vírus da hepatite B passa facilmente de uma pessoa para outra através do contato com sangue e outros líquidos corporais, como a saliva, por exemplo. Como a transmissão sexual é a mais frequente,  a maior incidência de infecção ocorre  na faixa etária de 18 a 39 anos, período de maior atividade sexual.
4 - O Brasil é considerado região de risco para hepatites A e B?
Sim. A hepatite A está entre as principais causas de hepatite fulminante em nosso país. Assim como a hepatite B, ocorre em todo o território brasileiro.
5 - Qual seria a melhor forma de se evitar as hepatites A e B?
Além das precauções pessoais em relação a hábitos de higiene e cuidados com sangue e secreções, a forma mais eficaz, segura e duradoura é através da vacinação. Atualmente existem as vacinas contra a hepatite A e a hepatite B e uma vacina combinada que protege, ao mesmo tempo, contra estes dois tipos de doença.
6 - Existe tratamento para as HEPATITES VIRAIS?
Não existe tratamento específico para nenhuma delas. Por isso, a prevenção é a melhor alternativa, seja através de cuidados de higiene, uso de camisinhas, precauções com materiais biológicos e secreções, seja através da vacinação.

Hepatite A

1 - Existe idade em que há mais risco de contrair a Hepatite A?
Pessoas em qualquer faixa etária estão sujeitas a contrair Hepatite A: recém-nascidos, crianças (principalmente em idade escolar), adolescentes e adultos.
2 - A Hepatite A é uma doença grave?
Como muitas doenças VIRAIS, a Hepatite A pode causar prejuízos a saúde ou mesmo a morte. A Hepatite A ocorre normalmente sem gravidade, mas a forma fulminante é a complicação mais temida da Hepatite A, que felizmente ocorre ocasionalmente.
3 - Quais os sintomas da Hepatite A?
Os sintomas variam desde uma infecção silenciosa ou subclínica, até uma hepatite clínica, com ou sem icterícia (olhos e peles amarelados). Os sintomas iniciais podem ser: cansaço, debilidade muscular, perda de apetite, diarréia e vômito ou sintomas parecidos com os de uma virose qualquer (dor de cabeça, calafrios e febre). Os sintomas mais significativos são a icterícia, as fezes claras e urina escura, mas não ocorrem em todos os pacientes. Diferentemente dos adultos, em crianças os sinais e sintomas são mais atípicos.
4 - Qual a incubação e a duração da doença?
A incubação costuma durar de 15 a 50 dias. A duração da Hepatite A varia. Durante o período ativo da doença, o paciente deve permanecer afastado por dias de suas atividades (escola ou trabalho). A recuperação completa geralmente leva de seis meses a um ano. No entanto, é preciso lembrar que complicações sérias e às vezes fatais podem ocorrer em um número reduzido de pacientes com Hepatite A.
5 - Como se previne contra Hepatite A?
Recomenda-se o consumo somente de água potável fervida ou água mineral industrializada, limpar bem verduras e frutas com água limpa, evitar o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, lavar bem as mãos antes de comer e após utilizar o banheiro. Mas essas medidas podem não ser suficientes e atualmente existe consenso de que a melhor e mais eficiente forma de evitar a hepatite A é através da vacinação.
6 - A vacina contra Hepatite A está disponível nos Postos de Saúde?
Sim, para crianças entre 12 meses e 23 meses e 29 dias -dose única.
7 - Quanto tempo dura a proteção conferida pela vacina contra Hepatite A?
A vacina contra a Hepatite A é segura e eficaz e oferece proteção por, pelo menos, 25 anos.
8 - Quem se vacina contra a Hepatite B também está protegido contra Hepatite A?
Não. As Hepatites A e B são doenças diferentes, causadas por vírus diferentes e um tipo de vacinação não substitui o outro.
9 - Qual a idade para começar a vacinação contra Hepatite A?
A vacinação deve ocorrer a partir de 12 meses de idade.
10 - Caso não saiba se já fui vacinado ou se já tive Hepatite A posso me vacinar mesmo assim?
Pode. Caso alguém já tenha contraído a Hepatite A, a vacina não provocará nenhum evento adverso adicional.
11 - Qual o risco de contrair Hepatite A?
Qualquer pessoa não vacinada está exposta ao vírus da Hepatite A, sendo o risco ainda maior em habitantes de países em desenvolvimento, onde as condições de saneamento podem ser precárias.

Hepatite B

1 - Como é a Hepatite B?
É uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus (VHB), que pode provocar graves danos ao fígado, levando inclusive ao câncer do fígado e à cirrose.
2 - Quais os sintomas da Hepatite B?
Os sintomas mais comuns são inespecíficos, semelhantes ao de outras viroses, como uma gripe. Podem ocorrer cansaço, febre discreta, dores musculares e nas articulações, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal e diarréia. Algumas pessoas desenvolvem icterícia (olhos e pele amarelados), urina escura, fezes esbranquiçadas e coceira na pele.
3 - A Hepatite B é doença grave?
Ainda que muitas vezes se comporte como uma doença branda e que evolui para a cura, é possível que uma pessoa morra pela doença ou por suas conseqüências. No Brasil, a Hepatite B mata quatro vezes mais que a AIDS. Pode destruir o fígado, evoluir para hepatite crônica e causar cirrose ou câncer (provoca um número maior de casos de cirrose hepática do que a ingestão de bebidas alcoólicas). Muitas vezes a pessoa não sabe que teve Hepatite B que evoluiu para a forma crônica e continua transmitindo a doença.
4 - O que é hepatite neonatal? É grave?
Muitas mães que são portadoras do vírus da Hepatite B não sabem disso e podem infectar os seus filhos no momento do parto. Cerca de 90% dos recém-nascidos contaminados tornam-se portadores crônicos, seu sistema imunológico não consegue vencer a doença, podendo assim transmiti-la durante a vida. Uma entre cada quatro crianças que contraem Hepatite B de suas mães vai desenvolver câncer hepático ou cirrose.
5 - Como é uma doença relacionada à prática sexual, as crianças têm menos risco de contrair Hepatite B?
Como as crianças estão mais sujeitas a quedas e ferimentos, apresentam grande risco de contágio pelo sangue. O maior e mais íntimo contato em creches e escolas, a troca de chupetas, escovas de dentes e mordidas aumentam muito o risco de transmissão do vírus.
6 – O beijo pode transmitir Hepatite B?
Pode, pois o vírus se transmite também por secreções,como a saliva
7 - Como se previne contra a Hepatite B?
A vacinação como a melhor e mais eficaz forma de prevenir a doença.
8 - Como proteger os recém-nascidos da Hepatite B?
Mesmo que as mães estejam vacinadas, a Organização Mundial de Saúde para todos os países do mundo recomenda que os recém-nascidos sejam vacinados nas primeiras doze horas de vida. Os anticorpos que passam da mãe para o bebê são eliminados em alguns meses; é preciso que a criança desenvolva seus próprios anticorpos e isso só ocorrerá adequadamente após completar todo o esquema da vacinação.
9 - Crianças, adolescentes e adultos também devem ser vacinados caso não tenham sido vacinados quando bebês?
Sim. Todas as pessoas que ainda não tiveram a doença, ou que não foram vacinadas durante o 1º ano de vida, devem ser vacinadas.
10 - Quem pode pegar hepatite B?
O vírus da Hepatite B pode contaminar qualquer pessoa, sexualmente ativa ou não. Qualquer situação em que haja sangramento, relações sexuais e os beijos na boca aumentam ainda mais essa possibilidade. Pessoas em contato com sangue e líquidos corporais contaminados, bem como a manipulação e tratamento dentário também apresentam maior possibilidade de contrair a hepatite B. O vírus é cem vezes mais contagioso que o vírus HIV
11 - Porque devemos vacinar os adolescentes?
Para que eles já estejam imunizados quando entrarem na faixa etária de maior risco, que é a fase adulta. Isso ajuda a diminuir a propagação da doença e garante maior proteção ao indivíduo.
12 – A vacina contra a Hepatite B está disponível nos Postos de Saúde?
Sim, a vacina está disponível para todas as pessoas, do nascimento até os 19 anos. Maiores dessa idade devem procurar os serviços privados de vacinação.

Hepatite C

1 - O que é hepatite C?
A hepatite C é uma doença inflamatória do fígado, causada por um vírus denominado VHC (vírus da hepatite C).
2 - Como é transmitida a hepatite C?
A transmissão da doença acontece quando o sangue contaminado pelo vírus da hepatite C (VHC) penetra na corrente sanguínea de um indivíduo sadio.
3 - Existe vacina para hepatite C?
Não. Ainda não existe vacina para a hepatite C.

Vacina combinada contra Hepatite A e B

1 – A vacina combinada contra as hepatites A e B aumenta o risco de eventos adversos?
Não. A vacina é tão segura quanto as vacinas separadas e o volume final é o mesmo. Ainda tem a vantagem de proteger com menos injeções, ou seja, um total de 3 injeções aplicadas ao longo de 6 meses, no lugar de 5.
2 – Quais as reações adversas da vacina combinada?
São as mesmas das outras vacinas. Quando ocorrem, costumam ser locais, leves e transitórias (dor, vermelhidão e um pouco de inchaço). Mais raramente, febre, mal-estar, náuseas e vômitos podem ocorrer.
3 - Gestantes podem ser vacinadas?
Caso a gestante esteja sob risco elevado de contrair as hepatites A e B a vacina combinada deve ser considerada pelo médico assistente.
4 - Doenças crônicas contra-indicam a vacina combinada contra as hepatites A e B?
Não, mesmo que estes pacientes estejam recebendo medicamentos.
5 - A vacina combinada contra as hepatites A e B pode ser administrada com outras vacinas no mesmo dia?
Sim, desde que as vacinas sejam aplicadas em locais diferentes do corpo.
6 – Os Postos de Saúde dispõem da vacina combinada?
Não, apenas da vacina contra a Hepatite B.

Gripe - Informações Gerais

1 - Por que a vacina de gripe muda de um ano para outro?
Porque os vírus influenza, que causam a gripe, sofrem mutações com muita facilidade, e isso leva à necessidade de alterar a composição da vacina. Essa reformulação é feita a partir das análises de uma rede internacional de vigilância que realiza a coleta de vírus ao redor do mundo para a identificação destas variantes, de acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
2 – É preciso se vacinar todos os anos?
Sim. E essa recomendação vale tanto para as crianças como os adultos, por conta da queda no nível dos anticorpos estimulados pela vacinação do ano anterior e da mutação do vírus influenza.
3 - Por que menores de 6 meses não devem ser vacinados?
Porque ainda não existem estudos clínicos determinando a eficácia, a capacidade de produção de imunidade e a segurança (risco de reações adversas) da vacina nesta faixa etária.
4 - Qual a importância de vacinar a criança?
Crianças em idade escolar têm alta taxa de infecção (entre 15 a 40%). Elas adquirem e transmitem o vírus com mais frequência e por mais tempo, tendo um papel crucial na disseminação da gripe na família e na comunidade onde vivem. Têm também um risco maior (sobretudo as menores de dois anos) de complicações como pneumonia, otite média, chiados, bronquiolite; de acometimento muscular e de manifestações do Sistema Nervoso Central, o que leva a uma alta taxa de hospitalização. Tudo isso resulta em custos consideráveis: consultas médicas, medicações, falta dos pais ao trabalho para cuidar da criança doente etc.
5 - Quando a vacina deve ser aplicada? Por quê?
O ideal é vacinar antes da temporada da gripe (o que geralmente ocorre no inverno), tão logo a vacina esteja disponível – normalmente no outono (entre março e maio). Os níveis satisfatórios de anticorpos protetores da gripe são atingidos em até duas semanas após a aplicação da vacina.
6 – A vacina também protege do resfriado?
Não. Ela imuniza apenas contra a gripe causada pelo vírus influenza. O resfriado é causado por outros tipos de vírus, como o adenovirus, o rinovirus, o coronavirus, o vírus respiratório sincicial e o parainfluenza.
7 – A vacina provoca alguma reação?
As reações adversas são pouco comuns. Quando ocorrem, desaparecem rapidamente e são geralmente leves e locais (eritema, enduração e dor no lugar da aplicação). Também pode ocorrer febre baixa, mialgia (dor muscular) e mal-estar, de 6 a 12 horas após a aplicação. Esses sintomas duram menos de dois dias, mas a proteção gerada pela vacina dura mais de oito meses.
8 – A vacina dói? O que fazer se o local ficar dolorido depois?
Algumas pessoas são mais sensíveis e podem sentir dor, em geral, pouco intensa. Neste caso, pode-se aplicar compressa fria no local da aplicação.
9 – A vacina é oferecida na rede pública?
Ela está disponível nos postos de saúde apenas para menores de 5 anos, maiores de 60, gestantes e para crianças e adultos portadores de doenças crônicas, como os cardiopadas, imunodeprimidos, asmáticos, entre outros, e também para os profissionais de saúde.
10 - É mais eficiente se a família toda se vacinar?
Sim, já que o maior risco de infecção se verifica nos contatos domiciliares. Além disso, como menores de 6 meses não podem receber a vacina, a melhor proteção para essa faixa etária é a vacinação da família, que reduz o risco de infecção e transmissão do vírus ao bebê.
11 - Grávidas e mulheres que estão amamentando podem se vacinar?
A gestante deve se vacinar em qualquer momento da gestação, e o mais precocemente possível, dada a gravidade da gripe nesse grupo. Essa atitude, além de proteger a gestante, possibilita a transferência de anticorpos para o feto e o bebê, via placenta e leite materno, respectivamente. Dessa forma, protege o menor de 6 meses que ainda não pode receber a vacina.

Gripe - Vacinas tri e quadrivalente.

Fonte: Dra. Isabella Ballalai – CRM-RJ 52-48039/5

Gripe - Vacinas Tri e Quadrivalentes

1. Qual a vantagem da vacina conter as duas linhagens de vírus B?
Desde o ano 2000 vem sendo registrada a cocirculação das duas linhagens de vírus influenza B (Victoria e Yamagata). Em cerca de metade das vezes, a linhagem B contida na vacina trivalente não é coincidente com a que predomina numa temporada, o que limita a capacidade preventiva da imunização. Portanto, a inserção das duas linhagens de vírus B na composição da vacina aumenta de forma considerável sua efetividade.
2. Qual a formulação definida pela Organização Mundial de Saúde para o Hemisfério Sul?
VACINA TRIVALENTE
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus A/Michigan/45/2015.
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus A/Hong Kong/4801/2014 (H3N2).
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus B/Brisbane/60/2008.
VACINA QUADRIVALENTE
  • As três cepas contidas na vacina trivalente. 
  • Uma cepa viral semelhante ao vírus B/Phuket/3073/2013.
Todas as cepas são cultivadas em ovo, portanto, contêm pequena quantidade de ovoalbumina. A vacina em apresentação monodose NÃO contém adjuvantes ou mercúrio (timerosal ou tiomersal).
3. Há algum grupo prioritário para receber a vacina quadrivalente?
As indicações são as mesmas da vacina trivalente. É importante destacar que pessoas que integram os grupos de maior risco para as complicações e óbitos por influenza, na impossibilidade de arcar com o custo de aplicação da vacina quadrivalente, não devem deixar de se vacinar na campanha nacional de vacinação contra a gripe, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde.
4. Qual o perfil de segurança e eficácia das vacinas quadrivalentes?
Os estudos de licenciamento das vacinas quadrivalentes não demonstraram maior incidência de eventos adversos, tanto locais quanto sistêmicos, na comparação com as vacinas trivalentes. O licenciamento foi obtido com base em estudos de imunogenicidade e de segurança. Pela maior abrangência e cobertura que oferecem, espera-se uma maior efetividade.
5. As vacinas quadrivalentes podem ser aplicadas durante a gestação?
Sim, gestantes constituem grupo prioritário para a vacinação, por conta do maior risco de desenvolver complicações decorrentes do adoecimento e também pela transferência de anticorpos ao bebê, o que vai protegê-lo nos primeiros meses de vida.
6. Crianças que receberam duas doses da vacina trivalente em anos anteriores, este ano deverão receber duas doses da quadrivalente?
Não é necessário. Vale a regra: crianças que receberam duas doses na primeira vacinação devem receber somente uma dose em anos posteriores.
7. Crianças que vão receber pela primeira vez a vacina influenza podem receber uma dose da trivalente e a segunda da quadrivalente?
Não há estudos referentes a esse tipo de intercâmbio, porém, não há plausibilidade biológica para supor algum problema com este esquema.
8. Em uma mesma temporada, é possível receber uma dose da vacina trivalente e outra da quadrivalente para ampliar a proteção?
Sim. Mesmo em relação às crianças, embora não haja estudos com aplicação de três doses de vacina influenza numa mesma temporada, não é provável haver problemas relacionados à segurança deste esquema.
9. Crianças que necessitam de mais de uma dose podem receber vacinas quadrivalentes de fabricantes diferentes?
Sempre que possível deve-se manter o esquema com a mesma vacina. Na falta do produto ou quando não há informação sobre a vacina aplicada na primeira dose, deve-se optar por uma vacina influenza (tri ou quadrivalente) de qualquer produtor, desde que seja licenciada pela Anvisa.
10. Existe um intervalo mínimo entre as vacinas tri e quadrivalente?
O intervalo ideal é de quatro semanas, podendo-se chegar ao intervalo mínimo de três semanas.
11. A vacina quadrivalente pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas?
Sim, da mesma forma que a trivalente.
12. A quadrivalente pode ser aplicada em imunodeprimidos e pessoas com comorbidades?
Por ser uma vacina inativada, como a trivalente, não há restrições de uso em populações imunocomprometidas – um dos grupos prioritários para a vacinação. Como as pessoas nessa condição tendem a produzir menos anticorpos, é importante que aqueles com quem convive também sejam vacinados (estratégia “cocoon”).
13. Qual a via de administração?
As vacinas tri e quadrivalentes devem ser administradas por via intramuscular.
14. Quais as contraindicações?
São as mesmas das vacinas trivalentes: alergia grave (anafilaxia) ao ovo ou a dose anterior da vacina. Lembre-se que a vacinação deve ser adiada em pacientes com febre ou infecção aguda moderada a grave.
15. Qual das vacinas é mais recomendada?
A Vaccini segue a recomendação da SBIm que orienta para o uso preferencial das vacinas quadrivalentes, pelo seu maior espectro de proteção. Porém, na indisponibilidade do produto, não se deve abrir mão da vacina trivalente, especialmente em grupos de maior risco para o desenvolvimento de formas graves da doença, observando a recomendação de vacinação universal.
16. Quais são os eventos adversos possíveis?
Embora pouco frequentes, os mais comuns ocorrem no local de aplicação: eritema, edema localizado, dor, equimoses e enduração. Reações sistêmicas são incomuns, mas podem ocorrer: febre, mal-estar, calafrios, fadiga, cefaleia, sudorese, mialgia e artralgia. Estas reações normalmente desaparecem espontaneamente em um ou dois dias.
17. Qual é o esquema de doses?
Crianças com idade entre 6 meses e 8 anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas anteriormente, devem receber duas doses, com intervalo de um mês; nos anos subsequentes, a indicação é de apenas uma dose anual. Crianças a partir de 9 anos de idade e adultos: uma dose anual.
18. Qual a duração da proteção?
A imunidade é geralmente obtida em duas a três semanas após a vacinação e dura de seis a doze meses.
19. É contraindicada a ingestão de bebida alcoólica após a vacinação?
Não há esse tipo de contraindicação.

Gripe - Informações gerais.

Fonte: Dra. Isabella Ballalai – CRM-RJ 52-48039/5

Febre Amarela

1 - O que é Febre Amarela?
É uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e transmitida por mosquito (Haemagogus, Sabethes e Aedes aegypti). Pode se dividida em dois tipos: silvestre e urbana.
2 - Qual a diferença entre febre amarela silvestre e a febre amarela urbana?
Ambas são semelhantes e a principal diferença é em relação ao vetor (transmissor): na forma urbana o mosquito transmissor é o Aedes aegypti e na forma silvestre os mosquitos transmissores são silvestres (Haemagogus, Sabethes). A febre amarela silvestre é uma doença típica de macacos que vivem nas florestas tropicais e equatoriais. O aparecimento de casos humanos da doença é precedido de epizootias (morte de macacos) e só ocorre quando humanos invadem o habitat dos macacos. A febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942, entretanto com a ampla disseminação do mosquito Aedes aegypti no país há risco de reurbanização do vírus da febre amarela.
3 - Como se pode controlar os mosquitos que transmitem a doença silvestre?
A febre amarela que temos hoje no Brasil é a de transmissão silvestre, transmitidas pelos vetores silvestres, mas prevenir esses mosquitos é impossível porque fazem parte da natureza. A reprodução desses mosquitos está mais ligada ao ambiente silvestre.
4 - Como se pega?
Por meio da picada do mosquito infectado com sangue de animais doentes, sendo o macaco a principal fonte de infecção da doença. Não existe transmissão de pessoa a pessoa. A doença é sempre transmitida pelo mosquito contaminado.
5 - Quais são os sinais e sintomas da doença no ser humano?
Inicialmente surge febre, icterícia (pele e olhos amarelados), dor de cabeça, calafrios, dor lombar, dor muscular com mal estar, náuseas, vômitos e diarréia. Evolui para problemas de fígado e rins (insuficiência hepática e renal) acarretando a diminuição ou ausência de urina, sangramentos, confusão mental, podendo causar a morte.
6 - Após quanto tempo é possível observar os sintomas da febre amarela?
As pessoas costumam apresentar os primeiros sintomas de três a seis dias depois da picada. Devem procurar atendimento médico e, de preferência, levar o cartão de vacinação e não esquecer de informar sobre história de viagens e exposição a matas, florestas etc.
7 - Em quanto tempo sai o resultado de um exame para a identificação do vírus no sangue?
Esse exame leva no mínimo 15 dias por ser muito complexa a técnica usada para o isolamento do vírus. Mas a sorologia é um método mais rápido, ficando pronto em 48 horas.
8 - Qual é o tratamento para a da febre amarela?
O tratamento é sintomático, com cuidadosa assistência médica ao paciente que, sob hospitalização deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e perdas de sangue, quando indicado. Nas formas graves os pacientes devem ser atendidos em Unidades de Terapia Intensiva.
9 - Qual é a chance de uma pessoa contaminada morrer?
A doença tem várias formas de apresentação clínica, de assintomática até doença grave. A forma grave é quase 100% letal. Nos últimos dez anos, a taxa de mortalidade foi de 46%.
10 - Quais as áreas de risco no Brasil?
A maior parte do Brasil é considerada região endêmica ou área de transição e, portanto, de risco em maior ou menor grau. Excetuam-se de risco as regiões contidas na grande faixa litorânea desde o Piauí até o Rio Grande do Sul (com extensão variável em direção ao continente, em alguns estados). Com a ocorrência de casos em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro, foram definidas novas áreas de vacinação chamadas de áreas de recomendação temporária de vacinação, dividindo o país em áreas com recomendação, com recomendação temporária e sem recomendação de vacinação de rotina.
11 - Há o risco de a doença se espalhar para grandes centros urbanos ou para áreas que não são de risco?
A ocorrência de epizootias (casos febre amarela silvestre em macacos) é um sinal de circulação viral em uma região, e serve como alerta para a possibilidade de transmissão da doença silvestre para humanos. A partir da transmissão para humanos, passa a existir um risco de expansão da doença para as cidades, onde o mosquito Aedes pode ser contaminado, passar a transmitir o vírus  e estabelecer o ciclo urbano da doença, particularmente em regiões com população não vacinada.
Em 2017, epizootias têm sido registradas em vários estados do Brasil nas últimas semanas e meses, com destaque para os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Nestas mesmas regiões, foram notificados casos suspeitos de febre amarela silvestre em humanos. Muitos foram confirmados, outros ainda estão em investigação e outros descartados. Não há até o momento evidências de reurbanização da febre amarela no Brasil, razão essa que justifica a introdução da vacinação somente nas regiões de risco e não vacinação universal no país. Para evitar a urbanização da doença, o Ministério da Saúde estabelece estratégias de vigilância de epizotias e de casos suspeitos em humanos, além de intensificação da vacinação em áreas de risco potencial, a fim de obter uma cobertura vacinal ideal de pelo menos 90% da população.
12 - Qual é a importância da morte de macacos em relação a doença?
A morte de macacos (epizootias) representa um alerta para o aparecimento de casos de febre amarela em humanos. Por isso, é fundamental seu monitoramento.
13 - Como se caracteriza uma epidemia de febre amarela?
Uma epidemia quer dizer que a doença não se restringe a uma área, já sabida como de risco. Considera-se epidemia quando a doença atinge uma grande parte de municípios, de um estado, ou outras áreas (até de outros estados), que não são de risco.
14 - Como posso me prevenir contra a doença?
A vacinação é a maneira mais eficiente de se proteger. A rede pública de Saúde oferece vacina totalmente eficaz contra a doença, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz. Além da vacinação, é importante o controle dos mosquitos transmissores, o que só pode ser feito em relação à forma urbana, colocando em prática todas as orientações já muito divulgadas para eliminar o Aedes aegypti . A vacina protege a pessoa por dez anos; se a pessoa permanecer em área de risco ou voltar a viajar, deve vacinar novamente a cada 10 anos.
15 - Onde posso ser vacinado?
Nas clínicas privadas credenciadas junto à Anvisa e nas Unidades Básicas de Saúde. Veja aqui as unidades Vaccini que, além da aplicação da vacina, podem emitir o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP).
16 - Quem deve tomar a vacina?
A vacina já faz parte do calendário de vacinação básica dos estados considerados de risco, onde TODOS devem ser vacinados, a partir de 9 meses de idade. Para o restante do país, a vacina está disponível e é recomendada para quem vai viajar para áreas de risco e não tenha se vacinado nos últimos dez anos.
17 - A partir de quantos meses um bebê pode se vacinar?
O bebê pode ser vacinado a partir dos seis meses de idade, se residir em uma área em que há morte de macacos com suspeita de febre amarela e na área em que há casos de febre amarela silvestre. Mas fora dessas situações, o calendário de vacinações indica a partir de nove meses de idade. O mesmo é recomendado para gestantes.
18 - Quem está tentando engravidar pode tomar a vacina?
Não sendo indicada a vacina para gestantes, quem está tentando engravidar já pode estar grávida e, assim, não pode tomar a vacina nesse período. É recomendado aguardar um mês após a vacinação para começar a tentar engravidar
19 - Existem contra-indicações da vacina?
A vacina contra febre amarela é contra-indicada para crianças com menos de 6 meses de idade, pessoas com baixa imunidade (causada por doenças ou tratamentos), gestantes e quem tem alergia a ovo de galinha e derivados.
20 - Há algum tipo de doença (hipertensão, diabetes, ou outra doença crônica) que impede a vacinação?
Nessas condições citadas não existem contra-indicações para a vacinação, apenas as situações citadas anteriormente.
21 - O que devem fazer as pessoas que não podem se vacinar?
Elas devem procurar orientação médica. Em caso de não ter como evitar a permanência em áreas silvestres, a pessoa deve reforçar o uso de repelentes.
22 - Que tipo de reação a vacina pode provocar?
Dor no local de aplicação, febre, dor de cabeça (cefaléia), dores musculares (mialgia), nos primeiros dias após a vacinação durando de 1 a 3 dias na maior parte dos casos. Casos graves são raramente relatados. Na ocorrência de eventos adversos, procurar o serviço de saúde para que seja feita a notificação, investigação do fato. Mas esses efeitos são raros.
23 - A vacina contra febre amarela pode ser administrada no mesmo dia, com outras vacinas do esquema de vacinação?
Sim. Desde que feitas em regiões anatômicas diferentes
24 - Existe algum cuidado específico que a pessoa precisa tomar ao se vacinar?
Não há problema de associação de álcool e vacina, não foram constatados problemas em relação ao uso de medicamentos depois da imunização, mesmo considerando remédios controlados, não há qualquer recomendação em relação à alimentação antes ou depois da vacinação, não deve haver nenhuma preocupação com movimentação brusca do braço após a vacinação.
25 - Após a vacinação, existe algum cuidado específico precisa ser tomado para não se contaminar?
Não. A vacina assegura 100% de imunização, após o décimo dia de aplicação, e essa proteção dura dez anos.
26 - Uma pessoa não sabe se tomou a vacina ou há quanto tempo, precisa vacinar novamente?
Na dúvida, a recomendação é para se vacinar.
27 - Se a pessoa estiver retornando de um local de risco e não foi vacinada, deve ficar atenta a quais sintomas?
Se ela não está vacinada é preciso verificar se aparece febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor abdominal. Nessa situação, procurar um serviço de saúde.
28 - Pessoas que farão viagens internacionais e não tomaram vacina antecipadamente podem ser impedidas de viajar?
Sim, se o país para o qual ele se dirige exige a vacinação. A publicação é feita periodicamente no site da OMS e também da Anvisa.

Teste do Pezinho

1 - O que é o Teste do Pezinho
É um exame laboratorial que detecta precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, que poderão causar alterações no desenvolvimento do bebê.
2 - Como é feito este exame?
Coleta-se o sangue do bebê a partir de um furinho no calcanhar. Este sangue é recolhido em um papel filtro que irá para análise em laboratório.
3 - Por que é feito no calcanhar?
O calcanhar é uma região rica em vasos sanguíneos.
4 - Quando deve ser feito?
Deve ser realizado nos primeiros dias após o nascimento do bebê e após o inicio da amamentação. Antes disso, o teste pode sofrer influência do metabolismo da mãe. O ideal é que o teste seja feito até o sétimo dia de vida.
5 - Por que o exame é importante?
Porque permite que se detectem doenças causadoras de seqüelas irreparáveis no desenvolvimento mental e físico da criança, e que sejam tratadas mesmo antes do aparecimento dos sintomas.
6 - Existe mais de um tipo de Teste do Pezinho?
Existem diferentes tipos de exames do pezinho. Hoje já existe uma versão ampliada onde é possível identificar mais de 45 doenças antes que seus sintomas se manifestem.
7 - O que fazer se o exame resultar alterado?
Quando o resultado for suspeito de anormalidade, o teste deve ser repetido para esclarecer o primeiro resultado. Se a anormalidade se repetir, seu pediatra indicará outros exames para confirmação, assim como a conduta adequada de tratamento da doença que foi diagnosticada.
8 - Se o resultado for normal não é preciso mais preocupações?
Um resultado normal, mesmo no teste ampliado, afasta o diagnóstico daquelas doenças incluídas no teste, que são as mais frequentes e importantes. Mas existem algumas outras doenças neurológicas genéticas ou adquiridas que não podem ser detectadas pelo Teste do Pezinho. Somente o acompanhamento de rotina realizado pelo pediatra pode atestar a saúde do bebê.
9 - O teste pode ter erros de resultado?
Como todos os exames laboratoriais, há sempre a possibilidade de erro. Por isso o exame é chamado de “teste de triagem”. Embora seja de alta sensibilidade, podem ocorrer resultados falso-positivos ou falso-negativos, o que reforça a importância do acompanhamento médico do bebê.

Infecção por VSR e palivizumabe

1 - Qual a importância da infecção por vírus sincicial respiratório (VSR)?
As infecções respiratórias agudas são importante causa de doença e mortalidade em pediatria em todo o mundo e o VSR está entre os agentes mais frequentemente identificados nestas infecções. Ele penetra no organismo humano através dos olhos, do nariz e da boca, atingindo o sistema respiratório e causando inflamação dos pulmões, brônquios e bronquíolos.
Em bebês e em crianças pequenas, ele pode causar pneumonia, bronquiolite e traqueobronquite. O risco de doença grave é alto em crianças nascidas prematuras, com doença pulmonar crônica de prematuridade e doenças cardíacas, pois elas apresentam fatores de risco como: bronquíolos de menor diâmetro, sistema imunológico menos desenvolvido ou menor quantidade de anticorpos recebidos por meio da placenta.
Em adultos, o VSR provoca um quadro que se assemelha a um resfriado.
2 - Qual o risco de infecção por VSR no Brasil?
A prevalência do VSR no Brasil, nas infecções respiratórias em crianças menores de 1 ano de idade, é superior a 50% dos casos. A infecção está associada a mais de 65% das internações de bebês nascidos prematuros.
3 - O bebê cria imunidade depois de ter tido a doença?
Não. Ao contrário do que acontece com outras doenças, como o sarampo e a catapora, por exemplo, o organismo não cria imunidade ao VSR após o primeiro contato. Quando um bebê desenvolve bronquiolite é possível que apresente episódios recorrentes pelo VSR, pois seu sistema imune não consegue produzir anticorpos que o protejam de infecções futuras.
4 - Como é realizado o diagnóstico de infecção pelo VSR?
O diagnóstico só pode ser comprovado por exames laboratoriais. Como o quadro clínico inicial é semelhante ao quadro de um resfriado ou uma gripe, é preciso estar atento ao surgimento de dificuldade respiratória e procurar atendimento médico quando esse sintoma ocorrer.
5 - Quando há maior risco de contrair a infecção?
Nos países onde as estações do ano são bem definidas, como os Estados Unidos, o vírus costuma circular durante o outono e o inverno - apesar disso, ele não está vinculado a baixas temperaturas. No Brasil, a maior circulação do VSR começa na região norte, entre o fim de dezembro e o começo de janeiro. No nordeste, o VSR chega por volta de março, coincidindo com o período das chuvas. Mais tarde, ele atinge as regiões sudeste e sul, normalmente entre os meses de junho e agosto.
6 - O que é palivizumabe?
Palivizumabe é um anticorpo monoclonal específico contra o VSR. Não é uma vacina, pois não estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos – é um anticorpo pronto que neutraliza o VSR que circula na corrente sanguínea e inibe sua proliferação.
7 - Para quem está indicado o palivizumabe?
Para pacientes pediátricos com alto risco para doença por VSR. A indicação tem como objetivo prevenir doença grave do trato respiratório inferior em: crianças nascidas prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional); crianças portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou portadoras de cardiopatia congênita em tratamento.
As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam para os bebês nascidos com menos de 29 semanas de gestação no primeiro ano de vida; para aqueles nascidos entre 29 e 32 semanas, até o sexto mês; e para portadores de doenças cardíacas e pulmonares nos dois primeiros anos de vida.
O Ministério da Saúde oferece o produto para crianças nas situações descritas abaixo:
  • prematuras nascidas com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas (até 28 semanas e 6 dias),  no primeiro ano de vida (até completar 11 meses e 29 dias);
  • com idade inferior a 2 anos (até 1 ano 11 meses e 29 dias), com cardiopatia congênita, e que permaneçam com repercussão hemodinâmica, com uso de medicamentos específicos;
  • com idade inferior a 2 anos (até 1 ano 11 meses e 29 dias) com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia pulmonar) e que continuem necessitando de tratamento, durante os seis últimos meses anteriores ao cadastramento no sistema do Ministério da Saúde.
8 - Como e quando deve ser administrado o palivizumabe?
Deve ser aplicado por via intramuscular, em doses mensais de 15 mg/kg de peso durante cinco meses, iniciando no período de maior circulação do vírus (conforme característica de cada região do país).

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