ANTI-VSR

O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das causas de infecções das vias respiratórias durante o primeiro ano de vida, além de ser um dos principais responsáveis pela pneumonia e bronquiolite em bebês.

A prevenção contra o VSR pode ser feita por meio da imunização passiva usando a imunoglobulina monoclonal. (Anti-VSR)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam esse imunobiológico para lactentes prematuros e portadores de doenças pulmonares e cardíacas com até 2 anos de idade.

Deve ser aplicada nos cinco meses da sazonalidade de circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Recomendações das  sociedades brasileiras de Pediatria e de Imunizações:

Prematuros até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida.

  • Prematuros até 32 semanas gestacionais, nos primeiros seis meses de vida.
  • Bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou cardiopatia congênita, até o segundo ano de vida, desde que esteja em tratamento destas condições nos últimos seis meses, independentemente da idade gestacional.

O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente para: 

  • Prematuros até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida.
  • Bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou cardiopatia congênita, até o segundo ano de vida, independentemente da idade gestacional ao nascer.

 

 

Não deve ser utilizado em crianças com histórico de reação alérgica grave (anafilaxia) após dose anterior do anticorpo monoclonal anti-VSR.

Os eventos mais comuns são dor e sensibilidade no local da injeção. São reações raras: febre, erupção cutânea e urticária. Consultar um médico.

Doses mensais de 15 mg/kg de peso, durante cinco meses, no período de maior circulação do vírus (conforme cada região do país).

Perguntas Frequentes

Qual a importância da infecção por vírus sincicial respiratório (VSR)?

As infecções respiratórias agudas são importante causa de doença e mortalidade na população pediátrica em todo o mundo e o VSR está entre os agentes mais frequentemente identificados nestas infecções. Ele penetra no organismo humano através dos olhos, do nariz e da boca, atingindo o sistema respiratório e causando inflamação dos pulmões, brônquios e bronquíolos.

Em bebês e em crianças pequenas, ele pode causar pneumonia, bronquiolite e traqueobronquite. O risco de doença grave é alto em crianças nascidas prematuras, com doença pulmonar crônica de prematuridade e doenças cardíacas, pois elas apresentam fatores de risco como: bronquíolos de menor diâmetro, sistema imunológico menos desenvolvido ou menor quantidade de anticorpos recebidos durante a gestação por meio da placenta.Em adultos, o VSR provoca um quadro que se assemelha a um resfriado.

Qual o risco de infecção por vírus sincicial respiratório no Brasil?

A prevalência do VSR no Brasil, nas infecções respiratórias em crianças menores de 1 ano de idade, é superior a 50% dos casos. A infecção está associada a mais de 65% das internações de bebês nascidos prematuros.

O bebê cria imunidade depois de ter tido a doença?

Não. Ao contrário do que acontece com outras doenças, como o sarampo e a catapora, por exemplo, o organismo não cria imunidade ao VSR após o primeiro contato. Quando um bebê desenvolve bronquiolite é possível que apresente novas infecções pelo VSR, pois seu sistema imune não consegue produzir anticorpos que o protejam de infecções futuras.

Como é realizado o diagnóstico de infecção pelo vírus sincicial respiratório?

O diagnóstico só pode ser comprovado por exames laboratoriais. Como o quadro clínico inicial é semelhante ao quadro de um resfriado ou uma gripe, é preciso estar atento ao surgimento de dificuldade respiratória e procurar atendimento médico quando esse sintoma ocorrer.

Quando há maior risco de contrair a infecção?

Nos países onde as estações do ano são bem definidas, como os Estados Unidos, o vírus costuma circular durante o outono e o inverno – apesar disso, ele não está vinculado a baixas temperaturas. No Brasil, a maior circulação do VSR começa na região norte, de janeiro a junho, na região sul de março a agosto e nas regiões nordeste, sudeste e centro-oeste de fevereiro a julho.

O que é anticorpo monoclonal específico?

É uma imunoglobulina (ou anticorpo) que atua especificamente contra o vírus sincicial respiratório (SR). Não é uma vacina, pois não estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos – é um anticorpo pronto que neutraliza o VSR que circula na corrente sanguínea e inibe sua proliferação.

Para quem está indicado o anticorpo monoclonal específico?

Para pacientes pediátricos com alto risco de desenvolver doença grave do trato respiratório inferior, causada pelo vírus sincicial respiratório: crianças nascidas prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional); crianças portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou portadoras de cardiopatia congênita em tratamento.

As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam para os bebês nascidos com menos de 29 semanas de gestação no primeiro ano de vida; para aqueles nascidos entre 29 e 32 semanas, até o sexto mês; e para portadores de doenças cardíacas e pulmonares nos dois primeiros anos de vida.O Ministério da Saúde oferece o produto nas situações descritas abaixo:

  • Prematuros nascidos com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas (até 28 semanas e 6 dias), no primeiro ano de vida (até completar 11 meses e 29 dias);
  • Crianças com idade inferior a 2 anos (até 1 ano 11 meses e 29 dias), com cardiopatia congênita, e que permaneçam com repercussão hemodinâmica, com uso de medicamentos específicos;
  • Crianças com idade inferior a 2 anos (até 1 ano 11 meses e 29 dias) com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia pulmonar) e que continuem necessitando de tratamento durante os seis últimos meses anteriores ao cadastramento no sistema do Ministério da Saúde.

 

Como e quando deve ser administrado o anticorpo monoclonal específico?

Deve ser aplicado por via intramuscular, em doses mensais de 15 mg/kg de peso durante cinco meses, iniciando no período de maior circulação do vírus (conforme característica de cada região do país).